sexta-feira, 19 de junho de 2026

No tempo de nossos pais - Louvores

 1. https://www.youtube.com/watch?v=ZpF-CCuODsQ

2. https://www.youtube.com/watch?v=sW0EE1ky4tY

3. https://www.youtube.com/watch?v=e4YwGScLR3Y

4. Quem tem posto a mão no arado

 https://www.youtube.com/watch?v=0T7REvYxf7o

5. O Senhor é minha força

https://www.youtube.com/watch?v=qo1KCytqsgk

6. O Verbo habitou entre nós

https://www.youtube.com/watch?v=Xvk6kEzdD2U

7. Sinceramente

https://www.youtube.com/watch?v=jCPKEcqVL5Y

8. Não tem jeito não

https://www.youtube.com/watch?v=DAPFSxQijm4

9. Só o poder de Deus

https://www.youtube.com/watch?v=9VWti35Ku1A

10. Coletivo Candieiro

https://www.youtube.com/watch?v=JQ6CGNlKvn8

11. Tudo há de passar

https://www.youtube.com/watch?v=LG3E4mCDAlc

12. O dia da vitória

https://www.youtube.com/watch?v=6eqauL0oXzs

13. Número especial - Tudo podes, meu amado Senhor

https://www.youtube.com/watch?v=OgZ3OiduMW0

Guetos de ortodoxia

 ³ "Amados, quando empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos." Judas.

     Meu professor de hermenêutica em 1978, Martineis Anjo Gonçalves, de saudosa memória, disse certa vez que podemos começar entendendo um texto fazendo (inteligentes) perguntas a ele.

   Poderíamos perguntar, então: Como pôde Deus, de sã consciência (permissão para falar assim), pensar em entregar aos santos (no caso, aos que creem) a fé santíssima?

²⁰ "Vós, porém, amados, edificando-vos na vossa fé santíssima, orando no Espírito Santo".

   Preciosa, de extremado valor, entregue alhures. Por ela (ou a ela, não se sabe o que ocorre primeiro) temos acesso ao evangelho. Paulo (ele, sim, apóstolo) esclarece isso no clássico texto de Romanos 5:

¹ "justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; ² por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus."

   Em minha congregação cansaram de me ouvir mencionar outro texto clássico, em Marcos 1, onde ele afirma quem primeiro pregou  o "evangelho de Deus": Jesus.

¹⁴ "Depois de João ter sido preso, foi Jesus para a Galileia, pregando o evangelho de Deus, ¹⁵dizendo: O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho."

    Por esse texto, indica-se: 1. O Apocalipse já começou; 2. Arrependimento está vigente e é urgente; 3. O reino de Deus está próximo, ou seja, ao alcance por acesso, mas também cronológica, histórica e iminentemente perto.

   Uma vez tendo recebido fé e evangelho, era então para saber: o que fé e evangelho são capazes de fazer conosco, operantes em nossas vidas?

   E não o contrário, ou seja, o que somos (ou fomos, até aqui), capazes de fazer deles. Cada um tem o evangelho que merece.
   
    Inversão  da Reforma. Saímos dela, dizemos, tendo resgatado as Escrituras de seu cativeiro na ortodoxia romana. O erro deles, dissemos, foi desprezar as Escrituras.

    Elevaram sua ortodoxia acima das Escrituras, ao estipular que é o Magistério da Igreja que lê e que normatizava o que vai escrito.

   Aí, formamos nossos guetos de ortodoxia. As Escrituras ensinam fé e aprofundam vivência do evangelho. Ortodoxia atiça vaidades.

   Em cada gueto, supõe-se ortodoxia superior a todas as outras. Enquanto isso, o que cabe às Escrituras ensinar, fica obscurecido. Cada um tem o evangelho que merece.

    Desprestigiadas, as Escrituras nada têm a ensinar. E as ortodoxias também nada ensinam. As Escrituras estão acima de todas elas. O Sola Scriptura prevalece como princípio, mas não como método. 

EVANGÉLICOS NO BRASIL

SÉRIE: EVANGÉLICOS NO BRASIL
Número 2


[Se você ainda não leu o Número 1, recomendo começar por ele: “Evangélicos no Brasil: o que os dados do Censo realmente revelam?”]

Os números chamam atenção.
Mas talvez eles não contem a história mais importante.

Enquanto boa parte do debate religioso brasileiro continua concentrada nas grandes capitais do Sudeste, os dados do Censo revelam que algo diferente está acontecendo na Amazônia.

Por que justamente o Norte se tornou a região mais evangélica do país?

O que migração, urbanização, mobilidade social e busca por pertencimento têm a ver com isso?

E, mais importante:
Estamos apenas observando estatísticas ou aprendendo a interpretar as transformações profundas da sociedade brasileira?

Minha proposta não é discutir quem está crescendo mais.
Não se trata de competição. Muito menos de estabelecer qualquer oposição aos católicos.

Meu interesse é refletir sobre o que os números podem revelar a respeito da missão da igreja em um Brasil que está mudando rapidamente.

Suas opiniões são muito bem-vindas.

Faço um convite especial aos irmãos e irmãs da Região Norte, incluindo alunos e graduados da FTSA: compartilhem suas percepções, experiências e discernimentos.

Vocês vivem uma realidade que muitos de nós observamos apenas à distância.

Talvez tenham muito a nos ensinar sobre o que está acontecendo nessa importante região do país.

Deslize e participe da conversa.

#DescomplicandoaTeologia #EvangelicosNoBrasil #MissaoUrbana #Censo2022 #TeologiaPublica
 você ainda não leu o Número 1, recomendo começar por ele: “Evangélicos no Brasil: o que os dados do Censo realmente revelam?”]

Os números chamam atenção.
Mas talvez eles não contem a história mais importante.

Enquanto boa parte do debate religioso brasileiro continua concentrada nas grandes capitais do Sudeste, os dados do Censo revelam que algo diferente está acontecendo na Amazônia.

Por que justamente o Norte se tornou a região mais evangélica do país?

O que migração, urbanização, mobilidade social e busca por pertencimento têm a ver com isso?

E, mais importante:
Estamos apenas observando estatísticas ou aprendendo a interpretar as transformações profundas da sociedade brasileira?

Minha proposta não é discutir quem está crescendo mais.
Não se trata de competição. Muito menos de estabelecer qualquer oposição aos católicos.

Meu interesse é refletir sobre o que os números podem revelar a respeito da missão da igreja em um Brasil que está mudando rapidamente.

Suas opiniões são muito bem-vindas.

Faço um convite especial aos irmãos e irmãs da Região Norte, incluindo alunos e graduados da FTSA: compartilhem suas percepções, experiências e discernimentos.

Vocês vivem uma realidade que muitos de nós observamos apenas à distância.

Talvez tenham muito a nos ensinar sobre o que está acontecendo nessa importante região do país.










Deslize e participe da conversa.

#DescomplicandoaTeologia #EvangelicosNoBrasil #MissaoUrbana #Censo2022 #TeologiaPublica

Ver na net:

sábado, 13 de junho de 2026

Muitos cristianismos, fé e Fake News

"... penduraram Jesus de Nazaré na véspera da Páscoa, pois praticava a feitiçaria e levava Israel à perdição." Talmude babilônico, Tratado Sinédrio, 43b.

³³ "Quando chegaram ao lugar chamado Calvário, ali o crucificaram". Lucas 23.

   Talmude, no hebraico, signfica "estudo" ou "aprendizado". Tanto que a palavra "talmid" significa aluno.

   Desde o exílio em Babilônia, em 605 a.C., os religiosos judeus desenvolveram longa tradição de interpretação da Lei de Moisés, o que restou após as grandes perdas de 587 a.C.: queimado o Templo, toda Jerusalém e deposto e morto seu último rei.

    Pois o trecho inicial acima, é de fonte judaica, é um testemunho extrabíblico da crucificação de Jesus. O texto seguinte, um testemunho bíblico, fonte lucana neotestamentária.

   Ambos fazem a mesma afirmação. Trata-se da história do mais famoso galileu, assim reconhecido, assassinado sem nenhuma acusação justificada, por volta do ano 33 de nossa era.

   Nele se baseia toda a história da religião cristã. O que se constrói, ao longo de séculos, denominado cristianismo, provém de uma longa evolução a partir do que dele se conta nos chamados Evangelhos.

   E o que mais se diz em todo o restante do chamado Novo Testamento. O sistema religioso decisivo na emolduração de toda a cultura ocidental, com reflexos no restante do mundo, tem origem na crucificação desse homem.

    Paulo Apóstolo, alguém de quem já se disse ter sido, por causa da influência de seus escritos, inventor da religião cristã, afirma ser a ressurreição de Jesus a principal, senão a única âncora dessa religião.  Eis o que ele diz:

¹⁶ "Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. ¹⁷ E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados". 1 Coríntios 15.

    Por incrível que parece, nesse trecho ele argumentava com crentes da igreja de Corinto, dentro dela porém descrentes da ressurreição.  Tremendamente influenciados pela filosofia grega, que admitia ser um absurdo essa crença.

   Mas ressurreição é o esteio do cristianismo. Se por acaso, pelo efeito de sua dimensão histórica, não há como negar o cristianismo como religião, ele continuará sendo, apenas, religião, caso seja negada a ressurreição.

   Se o crucificado às vésperas da Páscoa, acusado de feitiçaria e de conduzir Israel à perdição, de fato, não ressuscitou ao terceiro dia, do modo como afirmam os quatro Evangelhos e mais Paulo, a fé é  vã.

   Há, definivamente, distinção entre fé e religião. A fé diz respeito a fatos de Deus. Desde o Gênesis afirma-se "No princípio, Deus". Ele diz e acontece, ele faz e aparece. Outro autor neotestamentário, desta vez anônimo, afirma:

⁶ "De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam. "Hebreus 11.

   De fato. A fé é um fato. Deus é um fato. A ressurreição de Jesus é um fato. Assim como também foi a sua crucificação.  Sim, de fato, cremos no galileu assassinado crucificado e na sua ressurreição.

   Cristianismos há muitos. Quanto ao evangelho, cada um tem o que merece. Deveria ser mais o que o evangelho pode fazer por nós, do que o que nós fazemos dele. E quanto ao judeu assassinado morto na cruz, não é Fake, é fé: aquele judeu, queiram ou não queiram, é salvador do mundo.

domingo, 7 de junho de 2026

Igreja, alegria de Deus

 ⁴ "Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor." Apocalipse 2.

    Éfeso era uma megaigreja.  Tão ao feitio de muitas de nossos dias. Aliás, há uma penca de crentes que, se não for numa delas, não serve para eles.

   Mas pode ocorrer que nem haja, por parte de (algumas dessas) igrejas, uma síndrome de grandeza, o que seria muito perigoso. Afinal, soberba não combina com Jesus.

   E sabemos da parte de quem provém soberba e a falência que representa. E ela pode ser coletiva e/ou individual. Amor também, só que, na igreja, identitariamente, precisa ser individual e coletivo. E somente tem única origem.

   Em Éfeso, quando Jesus afirma que era emergencial retornar ao primeiro amor, foi porque toda a igreja havia perdido o alvo. Que houvesse crentes nela que mantinham amor, mas a maioria doente superou e comprometeu, para si, o testemunho dessa minoria injustamente desprezada.

   Se considerarmos que as características descritas por Lucas, em 2,42-47, definem o modo saudável dessa igreja nascente de Atos se desenvolver, e que foi uma descrição completa, nenhuma igreja sadia pode abrir mão de nenhum dos itens que Lucas menciona.

   Portanto, vamos entender que, inegavelmente, a observação feita por Jesus a Éfeso, não se aplicaria à igreja descrita por Lucas. E que elementos eram prática comum nesta igreja de Atos? Eram perseverantes em:

   Doutrina: cuidado com isso. Lucas se refere à dos apóstolos. Que signfica, hoje, o que temos na Bíblia.  O erro tem sido o que antes, na Reforma, criticamos na Igreja única que existia: pôr o que hoje se chama doutrina acima das Escrituras.

   Nenhuma doutrina ensina amor. As Escrituras ensinam amor. Avaliar que a doutrina de uma igreja ou grupo o coloca acima das outras ou de outros não é Escritura, não é  "doutrina dos apóstolos", não é amor.

   Comunhão: mais um conceito das Escrituras. Aliás, o principal personagem das Escrituras, Jesus, é Deus feito homem para estabelecer uma comunhão perfeita com o Pai. E é ele que afirma: "Edificarei a minha igreja".

      Comunhão define igreja. E não é comunhão estilo Éfeso, na qual a competência do grupo passou a definir as atividades da igreja. A lista que Jesus enumera, incluído até o fato de terem suportado afrontas por causa de sua fé, não lhes garantiu identidade, porque faltava amor.

   E se falta amor, a comunhão é falsa. Jesus expressa na sua assim denominada oração sacerdotal:

²¹ "... a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste." João 17.

   Comunhão é resultado de ação do Espírito na vida individual de cada membro, assim como o resultado final promovido em todos, por todos, em comunhão com o Pai, em Cristo, por esse mesmo Espírito. E o resultado é ação no mundo.

   Oração: essa igreja, denominada primitiva, tão mencionada como exemplo, orava junto, rapartia seu tempo juntos, participavam de refeições juntos, visitavam-se casa a casa, atividades que mantinham ininterrupta sua comunhão.

   A vida moderna apresenta fatores que, ao mesmo tempo, podem aproximar ou afastar, podem incrementar ou anular comunhão. Mas não se pode confundir estratégias de consumo, qualquer associação de grupo, seja que finalidade for, com a comunhão de ser igreja.

   Igrejas não são ONGs. Elas existem como resultado da cruz, que proporciona perdão do pecado, santificação em Jesus e ação do Espírito, para testemunho ao mundo.

   Qualquer outra finalidade para a igreja, distorce sua identidade. O problema atual principal é seu desvio de função. Os que se ajuntam, não mais se identificam pela redenção pelo sangue de Jesus, mas como reunião de afago do ego pessoal de cada um ou uma identidade qualquer que os defina como grupo.

   Temor: nenhuma outra identidade se aplica à igreja. Em cada alma havia temor, representa seriedade e santidade perante Deus. Pode-se dizer que Lucas descreve características gerais e práticas da igreja. Mas todas são teológicas.

   Onde mais aprender temor senão nas Escrituras? E como aplicar isso ao viver, senão aplicando as Escrituras ao viver? Elas também serão o manual prático-teológico do amor e da comunhão.

   E a igreja, no seu dia a dia, será escola de amor, comunhão e temor ao Senhor. Cuja cartilha será a Bíblia.  Quando Atos afirma que dia a dia assim procediam, pode ser que a rotina de vida daqueles irmãos lhes permitisse, diariamente, encontrar-se.

   Pois na nossa realidade, pode ser improvável (não impossível) reunir-se todo o dia, mas viver igreja todo dia, a todo instante, onde estiver, é absoluto, necessário, insubstituível.  Daí prodígios e sinais. Tudo decorrente da igreja ou da vida individual de cada membro é prodígio e sinal.

   Porque igreja é ação de Deus no mundo, por meio da vida dos que creem. E para aqueles irmãos, viver igreja era o essencial. Por isso que, para nós, precisa ser essencial viver igreja.  E justo e especificamente neste nosso contexto de vida.

    O fruto:  louvar a Deus, contar com a simpatia de todo o povo e acolher os que o Senhor lhes acrescentava, era fruto, resultado natural dessa experiência que somente Deus proporciona.

   Igreja é a inédita experiência de Deus na vida daquele que crê. Com alegria e singeleza de coração, de parte a parte.  Alegria de Deus é segurança para nós. 

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Afinal, com quem caminhar junto?

 ²¹ "Disse mais o Senhor: Eis aqui um lugar junto a mim; e tu estarás sobre a penha." Êxodo 33.

   Quando Moisés pede a Deus que lhe mostre a sua (de Deus) glória, provável ter sido insegurança dele (de Moisés). Então Deus decide, ao mesmo tempo, mostrar e esconder.

   Porque ver a face de Deus nunca ninguém. Proferir um nome para Deus, assim como ver face a face não pertence à condição humana.

   Mas compreender as intenções de Deus, vivendo por fé, sim, compete aos que creem. Por isso Deus afirma a Moisés o que se lê acima. E isso basta.

   E o contexto dessa cena, com Moisés, tratava especificamente da necessidade de Deus estar junto. De um polo a outro, Arão e a permissividade da adoração ao bezerro de ouro, a orgia resultante, a consequente guerra civil no arraial, quase 3 mil mortos e todo o processo de reconciliação com Deus estiveram na agenda.

   Moisés foi o mediador. Surpreendeu Deus, positivamente, por sua reação, assim como foi por Deus surpreendido. E também nos surpreende com sua afirmação da identidade do povo de Deus, fosse a congregação do (daquele) deserto, seja a congregação (do deserto) de hoje, que é a igreja.

   ¹⁶ "Pois como se há de saber que achamos graça aos teus olhos, eu e o teu povo? Não é, porventura, em andares conosco, de maneira que somos separados, eu e o teu povo, de todos os povos da terra?" Ex 33.

   O mundo é o deserto. E Jesus afirma, sim, a igreja está no mundo, mas a igreja não é mundo. Cada vez que a igreja, no mundo, assumir mais nitidamente a identidade de Jesus, mas reação contrária a si vai amealhar, abarcar, assumir.

   ¹⁵ "Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal. ¹⁶ Eles não são do mundo, como também eu não sou." João 17.

   Por, então, caminhar no mundo, há uma presença que segue conosco. Deus não substitui por ninguém mais o que a Ele é exclusivo realizar. Moisés nos surpreende quando afirma isso.

   Distingue-nos o fato de Deus seguir conosco. Somos separados, significa dizer somos santificados pela ação de Deus em nossa vida. O Novo Testamento cansa por mencionar ser imitadores de Deus.

¹ "Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; ² e andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave." Efésios 5.

   E o Filho viveu, neste mundo, agindo deste modo. Jesus manteve comunhão perfeita com o Pai, não somente para ser vago modelo dessa comunhão, mais do que isto, para realizar nEle e por Ele nossa comunhão com o Pai.

¹⁹ "Então, lhes falou Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que o Filho nada pode fazer de si mesmo, senão somente aquilo que vir fazer o Pai; porque tudo o que este fizer, o Filho também semelhantemente o faz." João 5.

   Tudo que Deus realizou em Cristo e por meio dEle, de modo pleno, visa nos alcançar, mais do que somente sensação de um vaga presença, mas inteira e verdadeira comunhão.

  A igreja é o lugar dessa comunhão. E o lugar da igreja, onde Deus habita, está em nós. Deus segue conosco, estamos sobre essa penha, a Rocha, que é Jesus, edificados sobre Ele como pedras que vivem.

⁵ "...também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo." 1 Pedro 2.

    Pedro compreendeu o sentido de dizer que a Pedra é Jesus.  Afirmar "tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo" significa reconhecer e assumir para si mesmo tão grande salvação.

    Este é o lugar junto a Deus, edificados sobre Jesus, caminhando neste mundo, como povo distinguido por Deus, para testemunho entre todos. 

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Feliciano Amaral: cantor de várias gerações

 

Feliciano do Amaral, conhecido carinhosamente como o “Rouxinol do Sertão”, foi um lendário pastor batista e o precursor absoluto da música gospel no Brasil. Consagrado internacionalmente, ele entrou para o Guinness Book em 2013 como o cantor mais velho do mundo em atividade musical.Origem e Início de VidaNascimento: 20 de outubro de 1920, na cidade de Miradouro, Minas Gerais.Juventude: Antes de se dedicar exclusivamente ao ministério, trabalhou como músico, sapateiro e cantor popular.Conversão: Foi batizado em 7 de março de 1943 na Igreja Batista de Muriaé.Pioneirismo Histórico na MúsicaPrimeiro Registro Gospel: Em 1948, gravou o que é considerado o primeiro disco de música evangélica do país em 78 RPM pelo Serviço Noticioso Atlas, contendo os hinos “Mensagem Real” e “Vem a Cristo”.Show Histórico no Maracanã: Em 1974, alcançou um marco inesquecível ao ser o único cantor de música sacra a se apresentar para mais de 35 mil pessoas no Maracanã, durante a histórica cruzada do evangelista americano Billy Graham.Ministério Pastoral e Grandes HinosAtuou fortemente como pastor, liderando igrejas tradicionais ao longo das décadas de 50 e 60, como a Igreja Batista de Croslândia e a Igreja Batista da Pavuna. Suas interpretações eram famosas por soarem como verdadeiras pregações em forma de melodia.Entre suas interpretações e canções mais emblemáticas estão:”O Rosto de Cristo””O Eterno Fanal””Eu Preciso de Ti””Lindo Céu””A Cada Passo”Falecimento e LegadoApós morar em Recife e ser membro da Igreja Batista da Capunga, Feliciano mudou-se para Porto Velho (Rondônia) por motivos de saúde.O pastor faleceu em 7 de julho de 2018, aos 97 anos de idade.

Depoimentos:

Roberto Guimarães
Eu tive o privilégio de estar no Maracanã em 1974 e me converter na igreja da Pavuna (pastoreada por ele), em 09/09/1979, e fui batizado (depois de frequentar e ser secretário da classe dele)em 16/03/1980, meus filhos foram ninados com seus hinos e quando choravam , somente o hino dele acalmava-os. Era muito maravilhoso!
Quem o denominou: "Rouxinol dos Evangélicos" acertou , pois era mesmo!

Paulo Francisco Alves
Tive o privilégio de convidá-lo para cantar no aniversário de 80 anos de minha mãe, irmã Rita Alves, que gostava muito dele e de seus hinos. Ele veio e cantou 5 hinos. Quando terminou de cantar os 5 hinos, ele pediu pra eu ligar para o motorista e dizer que viesse buscar ele depois, pois , ele queria cantar mais. E cantou mais 4 hinos. Nesse tempo, ele e irmã Rubenita estavam morando em Recife.

Antonio Neto da Silva
O saudoso irmão em Cristo e cantor evangélico deixou um grande legado na obra do senhor e salvador Jesus Cristo! Feliciano Amaral cantava de coração para Deus.Sua voz era muito privilegiada e bonita através das suas canções.
Sempre gostei muito de ouvir Feliciano Amaral cantando desde a minha infância até os dias atuais.

Eunice Luiza Johnson Batista
Foi meu pastor na PIB em Rondônia. Voz maravilhosa . A igreja lotava aos domingos à noite para ouvir suas mensagens cantada. Mesmo após seu período de Pastorado oficial da PIB/Porto Velho Rondônia foi membro da PIB/RO até a sua volta para a Casa do Pai no lar Celestial que tanto mencionou em suas canções. Dou Glórias a Deus por sua vida e canções.

Clineu Ananias
Que tive o prazer de ouvi-lo a partir de 1950, com 8 anos de idade. Hoje estou com 83 anos, e quando ouço o cantor e pastor Feliciano, sinto algo muito forte e maravilhoso na minha alma. A palavra cantada pelo irmão Feliciano é uma mensagem linda e inspiradora.

Edson Silva
A primeira vez que tive o privilégio de ouvir o pastor Feliciano foi na 1a. Igreja Presbiteriana de Nova Iguaçu, por ocasião do aniversário da Igreja, na década de 70.

Brigida Garcia
Muita unção na voz , seus louvores verdadeiras profecias cantada que falam a nossa alma. Realmente foi muito linda a comparação da sua voz ao canto do Rouxinol, sua voz seus louvores alcançam as gerações.. Minha mãe gostava dos louvores do Feliciano Amaral , escutava no rádio o programa do Josias Menezes Peça o seu hino preferido!! Eu cresci ouvindo essas maravilhas meus filhos e hoje uma das minhas netas só dorme ouvindo o louvor Sou feliz com Jesus de Feliciano Amaral !!

Arão Alves da Silva
Gostaria de fazer uma ressalva nesse contexto, porque Feliciano Amaral, durante sua trajetória , pastoral e musical, nunca fez afirmação de que fazia parte desse mundo moderno conhecido por gospel, isso é coisa nova de linguagem um tanto moderna, sendo ele conservador. Porém, nos idos dos anos 2000, o colocaram como sendo desse meio, sem contudo, ele próprio fazer tal referência. Gospel, é modernismo, nunca divino, com todo respeito. Deveríamos termos mais zelo com as coisas relacionadas a Deus. Nem tudo que fala em nome de Deus, é prá louvor d'Ele.

Sinesio Vilaça
Tive o Privilégio de Conhecer Croslandia, um município no norte de Minas, proximo a Grão Mogol, onde ele criou uma igreja Batista nós anos 40, e um trabalho social que arranjei toda a região , hoje o templo construído por ele e tombado pelo Patrimônio estadual , uma obra prima em pleno sertão .

Enoque Ferreira
Meu saudoso pai ouvia muitos LPs dele. Seguimos seu exemplo e o ouvimos ainda, mesmo que pelo YouTube e como mp3. Edificantes canções e voz ungida no louvor do Senhor.

Cid Mauro
Sim, o meu também: no dia em que nos deixou, vitimado por um brusco acidente, esteve ouvindo na sala de casa um dos hinos que falava, exatamente, sobre o céu. Despediu-se ouvindo Feliciano Amaral.
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Aqui ele canta o meu preferido: