domingo, 13 de setembro de 2026

Única e autêntica unção

 ² "Toma Arão, e seus filhos, e as vestes, e o óleo da unção, como também o novilho da oferta pelo pecado, e os dois carneiros, e o cesto dos pães asmos ³ e ajunta toda a congregação à porta da tenda da congregação." Levítico 8.

   Óleo da unção, de si, nada vai acrescentar. Mas é sinal indicativo da vocação de Deus. Esta sim é determinante.  Por isso, Jesus é chamado Messias, quer dizer, ungido. O Ungido.

   E nEle, todos o somos:
²⁰ "E vós possuís unção que vem do Santo e todos tendes conhecimento…" 1 João 2:20a.

   Para de dizer que alguém está cheio de unção.  Porque todos os que creem em Jesus têm unção. Signfica ter o Espírito Santo habitando em si. Agora, ser pleno do Espírito é outro distinto processo.

  O selo é a unção:
¹³ "...em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa; ¹⁴ o qual é o penhor da nossa herança, até ao resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória." Efésios 1:13,14.

   Arão e seus filhos, vocacionados por Deus levitas, ministros do culto e da doutrina, careciam ser cheios do Espírito. Não era somente o ritual do óleo que conferia ou transmitia "unção", como costuma dizer o vulgo.

   Tanto Saul quanto Davi receberam, sobre sua cabeça, o óleo da unção, proveniente do mesmo profeta, juiz e sacerdote, Samuel. Mas quem mais deu lugar ao Espírito em sua vida foi Davi. Muitas tentativas houve na vida de Saul, mas o Espírito tinha nele menos lugar.

   Em Davi, embora com muita luta e eventuais clamorosas derrotas, o Espírito agiu com maior liberdade.  No cerimonial da ordenação pastoral de Arão e seus filhos havia três sacrifícios representativos da vocação divina.

   O sacrifício pelo pecado, o primeiro deles, significando que o ponto de partida da comunhão com Deus é a cruz. A comunhão com Deus não é diletante, porque justo não há nenhum. Ela inicia na vida dos que são resgatados do seu pecado.

   O segundo sacrifício era um holocausto. Porque comunhão e resgate implicam na entrega total da vida ao Senhor Deus. Perda total. A vida que era entregue, como escrava, ao pecado, uma vez resgatada, é santa ao Senhor, a Ele pertence e ao Seu serviço será dedicada.

¹⁴ "Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por todos; logo, todos morreram. ¹⁵ E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou." 2 Coríntios 5:14,15.

   E o terceiro e último sacrifício é o da consagração. Porque na entrega ao Senhor e opção consciente ao Seu serviço todas as etapas são voluntárias e em cada uma está presente o Espírito legitimando.

  Consagração signfica se reconhecer servo, reconhecer o lugar preciso onde Deus coloca, para agir em nome dEle, e buscar, todo o tempo, a plenitude do Espírito em servir. 

   O Espírito presente no resgate do pecado, na oferta total decorrente da vida completa e na dedicação ao serviço do Senhor. É possível intervir em qualquer dessas etapas. Elas estão entrelaçadas e ser ungido de Deus representa acolher e ser acolhido completo.

   A interferência do ser humano pode ser rejeitar o resgate do pecado, descrendo de sua pertinência. Nunca menospreze o que provém do Senhor. Ainda que não haja rejeição, a entrega pode não ser integral, resultando numa consagração inautêntica.

   Honre a unção que provém do Santo. 

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Com firma reconhecida

   Costuma-se culpar as Escrituras. Pondo a culpa no autor ou, mais rotineiro ainda, em Deus. Isso porque é pressuposto ter ocorrido uma parceria na autoria do Livro.

   Eu, mais uma vez, por pretensão de um deslize, qual seja, tentar engenharia elétrica, em 1977, achei ter entendido o que seja uma redução ao absurdo.

  Vou aplicar. Supondo não existir Deus, mulher, árvore e serpente terão qualquer significado que se queira atribuir. Vamos, então, arbitrar.

  Árvore significará vida, serpente será ardil e mulher será pecado. Talvez seja consensual árvore significar vida. Quanto aos outros dois simbólicos, pode-se cambiar entre si: mulher, significando ardil, e serpente, pecado.

   Mais preconceituoso, impossível.  Mas o que se deseja destacar é exatamente isso, qual seja, a capacidade de arbitrar sentidos, independente de afetação prévia.

   O autor bíblico misturou os três.  Mas não gruda, em nenhum deles, qualquer arbitrariedade, porque o simbólico nesse contexto foi eventual. 

   A outra árvore, por exemplo, era (não somente do conhecimento, como mentiu a serpente) da experiência do mal, porque o bem não estava nela. Não somente da experiência, mas do império do mal (ou das trevas, como denomina Paulo Apóstolo).

   E a serpente, erguida  no deserto, representou Jesus erguido na cruz.  E quanto à mulher, em Maria o Verbo, que na teologia de João, é Deus, encarnou. Deus jamais encararia num ser tão vil, como deveras se tentou atribuir.

  Portanto, simbologia é arbitrário. O mistério do Gênesis não reside em dirimir a dúvida de quem seja mais culpado, se a serpente, a mulher ou, como denuncia Tiago que tentam fazer, o máximo culpado é Deus.

   Mas demonstrar que o ser humano chamou o mal para dentro de si e, em sua orgia, se esbalda. Redução ao absurdo, seria afirmar: Deus não existe.  Ora, resolva-se, então, sem Deus, o problema do mal.

   E quando se tentar culpar Deus, lembrar-se do discurso de Jesus:

²¹ "Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, ²² a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. ²³ Ora, todos estes males vêm de dentro e contaminam o homem." Marcos 7.

    Procuremos dentro de nós a origem do mal. Resolvamos em Jesus a origem deste mal. E vamos cessar essa atribuição esquiva de procurar alhures (em qualquer lugar) a origem do mal. Pois ele tem nosso nome, assinatura e autoria. Com firma reconhecida. 

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Porto Velho - a viagem

 

A caminho de Porto Velho - setembro 2026                

Tucandeira - apelido da Fiscalização da Receita
Etapa 1 da viagem

No Rio Madeira - a ponte que encurtou o percurso
Etapa 2

Curva do Abunã em direção a Porto Velho


Vista da foz do Abunã: antigo cais das balsas

Madeira rumo a desembocadura



Rumo a Etapa 3 - A triste história da Madeira-Mamoré







Ponte arqueada de treliças metálicas sobre
o rio Jaci-Paraná - Etapa 4 da viagem







(continua)

terça-feira, 1 de setembro de 2026

A sarça adverte quanto a salvação

 ⁴ "Vendo o Senhor que ele se voltava para ver, Deus, do meio da sarça, o chamou…". Êxodo 3.

   Deus interfere na rotina de Moisés, que pensava ter, definitivamente, fugido de si mesmo. Sarças arderem na paisagem desértica era rotina, mas não se consumir era inusitado.

    Esse vegetal ressecado poderia ser do gênero rubus ou a acacia, informa a Wikipedia. Nas estradas do Brasil, touceiras secas e arredondadas do capim-limão ou capim-estrada, como apelidado, são vistas bolando pelos acostamentos.

   Certa vez, viajando entre Rio e Campo Grande, MS, pela Andorinhas, como frequentemente ocorria, um dos pneus furou. Aguardando socorro, expostos ao frio da estrada, ateamos fogo num desses domos esféricos perfeitos.

   Rapidamente consumiu-se.  Lembrou-nos a sarça ardente. Pois com essa que ardeu, mas não se consumiu, Deus obteve o que pretendia. Viu que Moisés voltou-se para ver.
 
      Era o que Deus pretendia. É frequente Deus sinalizar, chamando atenção para quem Ele deseja que se volte para ver. Pode-se estabelecer como regra, será rotineiro, por modo comum de cativar a atenção.

   E segue exigindo um gesto de despojamento, que pode não ser simples. No caso de Moisés, foi pisar descalço na areia quente e pedregosa do deserto. 

 ⁵ "Deus continuou: Não te chegues para cá; tira as sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é terra santa." Êxodo 3.

     Não somos nós, mas Deus que estabelece o limite de santidade, para se lHe temer de modo verdadeiro, assim como o despojamento essencial para o encontro com Ele.

     Deus anseia pelo encontro.  E, no caso de Moisés, tinha para ele vocação específica. Deus estabelece amplitude de um plano que inclui todos, e chama mediadores para Se fazer compreender.

   Nas Escrituras, são denominados profetas. Moisés foi o primeiro entre eles. Antes deles outros houve, como se atribui ao próprio Enoque e a Noé. E sua função específica está indicada no livro de Amós:

⁷ "Certamente, o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o seu segredo aos seus servos, os profetas." Amós 3.

   Será prudente ouvir autênticos profetas, genuinamente enviados por Deus. Profetas modelo Moisés. E tal ministério e vocação está atualizada no modelo mor e perfeito, que é Jesus. Definitivamente, profetas modelo Jesus. Moisés atesta isso:

¹⁵ "O Senhor, teu Deus, te suscitará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, semelhante a mim; a ele ouvirás". Deuteronômio 18.

    E Paulo Apóstolo indica que todo o que crer, por direito de sua vocação, será profeta de Deus cono testemunho a quem ainda carece crer.

¹ "Segui o amor e procurai, com zelo, os dons espirituais, mas principalmente que profetizeis." 1 Coríntios 14.

    Deus sinaliza, para quem se volta para ver. E o que vê, condiz com a vocação divina de se tornar, em nome de Deus, profeta para quem não vê (ou não quer ver). E este é o texto da profecia:

¹ "E nós, na qualidade de cooperadores com ele, também vos exortamos a que não recebais em vão a graça de Deus ² (porque ele diz: Eu te ouvi no tempo da oportunidade e te socorri no dia da salvação; eis, agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação)". 2 Coríntios 6.

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Anotações sobre o Verbo que se fez carne: Jesus

 [28/08, 06:55] Cid Mauro Oliveira: Bom dia.

No assunto de quarta última, vamos pedir ajuda aos universitários, no caso, aos deuses do Olimpo. 😅😅😅😅

[28/08, 06:55] Cid Mauro Oliveira: Eles se casavam entre si. E também com os humanos. Mas espere: desses últimos casamentos, nasciam semideuses. Foram honestos em admitir.

[28/08, 06:55] Cid Mauro Oliveira: Jesus não é nem semideus e nem semi-homem. Ele é inteiramente Deus e inteiramente homem e ao mesmo tempo: não deixa de ser Deus, para ser homem, nem deixa de ser homem, para ser Deus.

[28/08, 06:55] Cid Mauro Oliveira: Ora, para ter nascido inteiramente homem, Maria tem de ser inteiramente mulher. E isso inclui sua (dela) natureza pecaminosa. Senão ela seria semideusa e Jesus não seria homem. Porque a concepção dela teria de ser "divina" também, para nascer sem pecado. Seria uma Maria eternamente Maria. Então a mãe de Jesus seria uma (semi)deusa?

[28/08, 06:55] Cid Mauro Oliveira: Os católicos têm um problema. Nós não.

[28/08, 06:55] Cid Mauro Oliveira: Na concepção de Jesus, quando o anjo mesmo tira de Maria as dúvidas, ele esclarece: "o ente santo será então filho de Deus". Jesus nasce "ente (o único) santo". Nenhum outro homem jamais o foi. Por isso é o segundo Adão. O primeiro, caiu e somos nós, "Adões e Evas".

[28/08, 06:55] Cid Mauro Oliveira: A humanidade de Jesus, no que descende da humana (inteiramente) mulher Maria provém então da possibilidade verdadeira, e não fraudulenta, dele, Jesus, pecar. Ele foi humano, todo o tempo, nessa possibilidade. Mas na encarnação, o Verbo sempre foi santo. Mas Jesus não e nunca pecou. Venceu inteira e totalmente Satanás. Esmagou a cabeça da serpente. Aleluia.

[28/08, 06:59] Cid Mauro Oliveira: Por isso, para ser inteiramente Deus e inteiramente homem, Maria é inteiramente mulher. Nosso Salvador não é um semideus. Nasceu carne, em sua geração santa, como um dia Adão o foi, "filho de Deus", como menciona Lucas, mas no sentido de ser humano sem pecado, sendo Jesus o Filho único eternamente gerado, Deus feito carne, para assim salvar os que creem. Aleluia, novamente.

⁴⁶ "…A minha alma engrandece ao Senhor, ⁴⁷ e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador". Lucas 1:46.

Maria falando: ela não é santa de si mesma. Ninguém (a não ser Jesus) é santo por si, senão santificado em e por  Deus. Maria chama Jesus de seu Salvador: só necessita de salvação quem é pecador. Jesus é o Salvador também de Maria, sua mãe.

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Sacia-te

 ²³ "E disse Lameque às suas esposas: Ada e Zilá, ouvi-me; vós, mulheres de Lameque, escutai o que passo a dizer-vos: Matei um homem porque ele me feriu; e um rapaz porque me pisou. ²⁴ Sete vezes se tomará vingança de Caim, de Lameque, porém, setenta vezes sete." Gênesis 4.

     Lameque, este xará do pai de Noé, talvez tenha sido o primeiro ateu. Senão explícita, implicitamente. Sim, porque basta viver ao avesso de Deus, como se não existisse, para ser um ateu implícito.

   Tiago é quem diz que, "quem sabe que deve fazer o bem e não o faz, vive pecando". Para fazer o bem, a fé é imprescindível. Já para obrar o que é mal, não carece ter fé.

  Ateus são de consumo, ou seja, seguem repetindo e repetindo seu refrão, "Deus não existe", na tentativa de se convencer e si mesmos e a outrem.  Talvez consigam.

   Esse Lameque escolheu para si duas mulheres, afrontando o plano original do Criador, assim como matou, o mesmo crime, para duas injustificáveis justificativas.

  Assim inaugurava uma nova ordem, orgulhoso de seu antepassado de 5ª geração, Caim, o primeiro homicida.  Enalteceu o crime. Óbvio que foi ateu. No mal sentido.

   Não se pode afirmar que todo ateu é regido por más intenções. Acredito no ateu justo, ético e benevolente. Para este, negar Deus é ainda mais doloroso. Porque toda bondade provém de Deus, nenhuma autêntica existe fora dEle.

   Somente Deus ensina ser bom. Ninguém mais, anjo nenhum, intuição nenhuma, espírito fraudulento que for. Somente o Autor da bondade, não somente ensina, mas torna bom.

⁶ "Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus." Filipenses 1.

   Somente Deus inicia e completa boa obra. Aliás, foi assim com a criação. A autonomia dela se deve à providência divina. A vida é dom de Deus. A complexidade da criação, professora da raça humana, tem Autor.

³¹ "Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. Houve tarde e manhã, o sexto dia." Gênesis 1.

   E no sétimo dia descansou. Porque tudo havia criado e tudo havia consumado. Porque para Deus, não existe o tempo. Descansou, como convite a quem, com Ele, deseja e anseia por descanso.

    Qualquer carga cansa. Sejam essas do mundo físico, medidas a kg, toneladas, sejam as de peso sem medida, etéreas, porém angustiantes. Nenhum ser humano está imune a elas.

¹⁰ "Porque aquele que entrou no descanso de Deus, também ele mesmo descansou de suas obras, como Deus das suas." Hebreus 4.

  O auto anônimo acima, da carta aos Hebreus, reflete sobre esse descanso que Deus oferece. Entrar nele é privar da intimidade de Deus. Descansa com Deus, descansa em Deus, do mesmo modo como Ele.

   Alivie-se desse peso sem conta, não medido por unidades convencionais. Mas sacia-te como a samaritana, que tomou dessa água, ou como o salmista que confessou "a minha alma tem sede de Deus". Então, alivia a tua carga e sacia-te.