1. Palavras de consolação:
Igreja Evangélica Congregacional do Manoel Julião - Rio Branco - Acre
quarta-feira, 29 de abril de 2026
Zacarias e suas visões
¹³ Respondeu o Senhor com palavras boas, palavras consoladoras, ao anjo que falava comigo. ¹⁴ E este me disse: Clama: Assim diz o Senhor dos Exércitos: Com grande empenho, estou zelando por Jerusalém e por Sião. Zacarias 1:13,14
¹⁶ Portanto, assim diz o Senhor: Voltei-me para Jerusalém com misericórdia; a minha casa nela será edificada, diz o Senhor dos Exércitos, e o cordel será estendido sobre Jerusalém. Zacarias 1:16
2. Ordem que de nós afasta o mal:
"...estes ferreiros, pois, vieram para os amedrontar, para derribar os chifres das nações que levantaram o seu poder contra a terra de Judá, para a espalhar. Zc 1.
3. Limites de santidade ao redor:
⁵ "Pois eu lhe serei, diz o Senhor, um muro de fogo em redor e eu mesmo serei, no meio dela, a sua glória." Zacarias 2.
⁸ "Pois assim diz o Senhor dos Exércitos: Para obter ele a glória, enviou-me às nações que vos despojaram; porque aquele que tocar em vós toca na menina do seu olho." Zacarias 2.
4. Modelo permanente de sacerdócio:
⁸ Ouve, pois, Josué, sumo sacerdote, tu e os teus companheiros que se assentam diante de ti, porque são homens de presságio; eis que eu farei vir o meu servo, o Renovo.
⁹ "Porque eis aqui a pedra que pus diante de Josué; sobre esta pedra única estão sete olhos; eis que eu lavrarei a sua escultura, diz o Senhor dos Exércitos, e tirarei a iniquidade desta terra, num só dia.
¹⁰ Naquele dia, diz o Senhor dos Exércitos, cada um de vós convidará ao seu próximo para debaixo da vide e para debaixo da figueira." Zacarias 3.
5. A bênção do batismo no Espírito:
"Respondi: olho, e eis um candelabro todo de ouro e um vaso de azeite em cima com as suas sete lâmpadas e sete tubos, um para cada uma das lâmpadas que estão em cima do candelabro. ³ Junto a este, duas oliveiras, uma à direita do vaso de azeite, e a outra à sua esquerda.
⁴ Então, perguntei ao anjo que falava comigo: meu senhor, que é isto?
⁵ Respondeu-me o anjo que falava comigo: Não sabes tu que é isto? Respondi: não, meu senhor."
⁹ "As mãos de Zorobabel lançaram os fundamentos desta casa, elas mesmas a acabarão, para que saibais que o Senhor dos Exércitos é quem me enviou a vós outros. ¹⁰ Pois quem despreza o dia dos humildes começos, esse alegrar-se-á vendo o prumo na mão de Zorobabel. Aqueles sete olhos são os olhos do Senhor, que percorrem toda a terra." Zacarias 4.
6. O rolo que se revolve:
¹ "Tornei a levantar os olhos e vi, e eis um rolo voante. ² Perguntou-me o anjo: Que vês? Eu respondi: vejo um rolo voante, que tem vinte côvados de comprimento e dez de largura." Zacarias 5.
7. A mulher que simboliza a igreja:
¹⁰ "Então, perguntei ao anjo que falava comigo: para onde levam elas o efa?
¹¹ Respondeu-me: Para edificarem àquela mulher uma casa na terra de Sinar, e, estando esta acabada, ela será posta ali em seu próprio lugar." Zacarias 5.
8. O evangelho que percorrer toda a terra:
⁷ Saem, assim, os cavalos fortes, forcejando por andar avante, para percorrerem a terra. O Senhor lhes disse: Ide, percorrei a terra. E percorriam a terra.
⁸ "E me chamou e me disse: Eis que aqueles que saíram para a terra do Norte fazem repousar o meu Espírito na terra do Norte." Zacarias 6.
¹² "E dize-lhe: Assim diz o Senhor dos Exércitos: Eis aqui o homem cujo nome é Renovo; ele brotará do seu lugar e edificará o templo do Senhor. ¹³ Ele mesmo edificará o templo do Senhor e será revestido de glória; assentar-se-á no seu trono, e dominará, e será sacerdote no seu trono; e reinará perfeita união entre ambos os ofícios." Zacarias 6.
sábado, 25 de abril de 2026
Isaías 53 - estrelinhas - Jesus cara a cara
³ "...e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso." Isaías 53.
O descaso em relação a Jesus, lembro até da sequência de referências feitas pelos discípulos de Emaús. Porque em referência a Jesus, há somente uma opção.
¹⁹ "Ele lhes perguntou: Quais? E explicaram: O que aconteceu a Jesus, o Nazareno, que era varão profeta, poderoso em obras e palavras, diante de Deus e de todo o povo". Lucas 24.
Não, Cleopas: não. Não adianta enfileirar, com relação a Jesus, qualquer sequência de títulos honoríficos. Com relação a ele, vale somente a fé em sua ressurreição, seguida das razões do porquê de sua morte.
Não somente um "varão profeta poderoso em obras e palavras". Mas sim aquele que Ele mesmo revela ser, de quem as Escrituras são o testemunho fiel.
²⁷ "E, começando por Moisés, discorrendo por todos os Profetas, expunha-lhes o que a seu respeito constava em todas as Escrituras." Lucas 24.
Desprezo, descaso, repugnância de volver o rosto, isso é retrato da fuga do que Jesus representa para todo o ser humano. Porque as mazelas humanas, assumidas por Jesus, estão refletidas na face dEle.
Na verdade, desviamos o rosto de ver a nós mesmos. O mundo moderno, designação essa de fuga, porque em nada evoluiu em sua condição moral, continuamente despreza, trata com descaso, mantém sua indiferença.
E Jesus continua a ser o escolhido de Deus, o "Filho amado no qual Deus tem o Seu prazer", o discernimento mais sublime em toda a história do humanidade.
²¹ "... também o foi Jesus; e, estando ele a orar, o céu se abriu, ²² e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea como pomba; e ouviu-se uma voz do céu: Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo." Lucas 3.
⁸ "Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo". Filipenses 3.
Como o Pai, olhar Jesus cara a cara e ter prazer nEle. Considerar Jesus sublime, e tudo o mais perda. Com muita relutância a soberba atual do ser humano empreende esse tipo de troca.
Perda total. Ganho total em Jesus. Volver os olhos, para encarar Jesus no rosto, cara a cara, porque Jesus é o rosto de Deus.
¹⁸ "Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou." João 1.
¹⁵ "Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação". Cl 1.
⁹ "...porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade." Colossenses 2
³ "Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser". Hebreus 1.
sexta-feira, 24 de abril de 2026
O altar e as expectativas
⁷ "Apareceu o Senhor a Abrão e lhe disse: Darei à tua descendência esta terra. Ali edificou Abrão um altar ao Senhor, que lhe aparecera." Gênesis 12.
O que se espera quando se ergue um altar? Pelo menos, há duas expectativas: a de quem ergue o altar e aquela de a quem se ergue o altar.
Abrão ergueu o altar ao Deus que lhe aparecera. Ainda prevalecem expectativas. Deus tem uma intenção, com relação a Abrão, assim como com relação a nós e a cada um.
A experiência de Agar foi deparar Deus, para o qual estava muito distraída. Talvez porque sua ansiedade era muito grande. Mas Deus desde antes não a havia abandonado.
¹³ "Então, ela invocou o nome do Senhor, que lhe falava: Tu és Deus que vê; pois disse ela: Não olhei eu neste lugar para aquele que me vê?" Gênesis 16.
Deus sempre vê, sempre está junto, sempre se pode invocar Seu nome. A vocação de Deus é o amor e deseja que a nossa também o seja.
Não há distância e não há tamanho. Por isso Paulo diz que, conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, é ser tomado de toda a plenitude de Deus.
¹⁸ "...a fim de poderdes compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade
¹⁹ e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus." Efésios 3.
O altar, como a igreja, são lugar de comunhão. Trata-se de individualidade, no trato com Deus, e não individualismo. Paulo nos ensina isso:
²⁷ "Ora, vós sois corpo de Cristo; e, individualmente, membros desse corpo."
1 Coríntios 12.
E também: ¹⁷ "Porque nós, embora muitos, somos unicamente um pão, um só corpo; porque todos participamos do único pão." 1 Coríntios 10.
Somente com Deus somos coletiva e individualmente corpo de Jesus Cristo, em comunhão como igreja. Ser igreja é andar em Cristo:
⁶ "Ora, como recebestes Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nele, ⁷ nele radicados, e edificados, e confirmados na fé, tal como fostes instruídos, crescendo em ações de graças." Colossenses 2.
Deus conduziu tanto a história de Abrão, o homem que ergueu o altar, quanto a história de Agar, a mulher distraída da presença de Deus.
As promessas de Deus a Abrão podem ter gerado nele uma expectativa ainda não bem compreendida. Seu neto Jacó, por exemplo, na visão da escada, esteve ainda imaturo para compreender.
²⁰ "Fez também Jacó um voto, dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar nesta jornada que empreendo, e me der pão para comer e roupa que me vista, ²¹ de maneira que eu volte em paz para a casa de meu pai, então, o Senhor será o meu Deus". Gênesis 28.
É assim. Com Deus, expectativas para menos ou para mais, imaturidade, dimensão do amor, intensidade da comunhão, sempre mais se acrescenta.
Porque o Deus insondável se dá a conhecer. Revela-se inteiramente em Jesus, o Filho, que guarda perfeita e completa identidade com o Pai.
¹⁹ "Então, lhes falou Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que o Filho nada pode fazer de si mesmo, senão somente aquilo que vir fazer o Pai; porque tudo o que este fizer, o Filho também semelhantemente o faz." João 5.
Por isso o Filho nos convida à mesma comunhão. E isso é igreja. Não somos nós que escolhemos ter comunhão. Deus escolhe, busca e a forma em nós.
Por isso Paulo nos convida a ser imitadores de Cristo, aliás, imitadores do Pai, tanto faz:
¹ "Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo." 1 Coríntios 11
¹ "Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; ² e andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave." Efésios 5.
Expectativas de Deus. A Bíblia ensina que, na igreja, Deus compartilha conosco sua identidade. Jesus Cristo é o rosto de Deus. E ele também espera que, em nossa passagem por este mundo, possamos refletir Sua glória.
quarta-feira, 15 de abril de 2026
Isaías 53 - entrelinas - dores e padecimento
³ "Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer". Isaías 53.
Nem sempre. Há quem mencione o nome "Jesus" como clichê, para angariar fama para si mesmo. Vai ser assunto para o juízo final:
²² "Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? ²³ Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade." Mateus 7.
Sim, muitos, diz o texto. Porque o que Jesus revela e representa ao ser humano, por isso é rejeitado. Ninguém almeja, voluntário, ter revelada sua perversidade.
Estampada na face de Cristo suas dores e padecimentos por Sua opção de envolvimento com as mazelas humanas. Mas quem deseja ver associada a si, intencionalmente, suas mazelas?
Jesus é homem de dores, homem das nossas dores, porque toma para si o pecado que é nosso, purga o preço, ainda que seja tido como intruso.
Porque os instrumentadores de sua própria maldade não a querem denunciada, para não perder o que, para eles, é pura vantagem.
As dores que Cristo toma sobre si serão atendidas somente para quem é, por Deus, entristecido para arrependimento e, então, reconhece seu pecado.
¹⁰ "Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar; mas a tristeza do mundo produz morte." 2 Coríntios 7.
Porque é a bondade de Deus que conduz ao arrependimento e não a simulação de bom caráter, como máscara pública de hipocrisia.
⁴ "Ou desprezas a riqueza da sua bondade, e tolerância, e longanimidade, ignorando que a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento?" Romanos 2.
Quem rejeita Jesus, o autêntico, não o inventado, assim procede porque não deseja que sua máscara seja desvelada.
Quem se solidariza com Jesus em Sua dor e padecimento, é porque enxerga nEle o pecado do qual é portador. A dor e o padecimento de Jesus são por minha causa. Por isso não o rejeito.
Porque Jesus eliminou-me a culpa, revelando Seu amor, não somente por mim, mas por tantos e quaisquer que nEle creem.
¹³ "E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos; ¹⁴ tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz; ¹⁵ e, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz." Colossenses 2.
terça-feira, 14 de abril de 2026
Isaías 53 - entrelinhas - o conceito de beleza
²...como raiz de uma terra seca". Isaías 53.
Que importância ou destaque a uma raiz de terra seca. Esse foi o conteúdo da pregação? Que marketing para esse renovo?
Segue a qualificação correspondente: raiz de terra seca não tem perspectiva. 1.sem aparência; 2. formosura; 3. ou beleza. Trata-se de Jesus.
Sua visão é preciosa aos olhos do Pai:
⁴ "Chegando-vos para ele, a pedra que vive, rejeitada, sim, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa". 1 Pedro 2.
É necessário enxergar em Jesus o que o Pai vê. O valor de Jesus para o Pai precisa ser o mesmo valor que dermos. Crer consiste em incorporar para si mesmo tudo o que Jesus representa.
Não havia beleza. Mas sim, havia beleza. Não enxergar beleza é ter a visão nua e crua do pecado. Por essa condição Jesus, o Servo Sofredor, entrega sua própria vida, ou seja, para redimir do pecado.
⁴⁵ "Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos." Marcos 10.
E é mais sublime enxergar em Jesus o valor do ato da cruz, o sentido eterno de sua entrega, o sacrifício vivo que Deus acolhe em favor de todo o que crer.
⁸ "Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo". Filipenses 3.
Entre o conceito divino de beleza e o reducionismo humano. Na filosofia, a definição de arte inscreve-se no capítulo da moral. Arte seria:
Perfeita condição sob que corresponde, de maneira perfeita, à intenção do artista. Deus, o artista, criou-nos para o que é belo. Desse modo, belo está associado à moral, ao verdadeiro e ao prático.
Ao agir. Por isso Jesus, no sermão do monte, assim chamado, exortou a não somente ouvir, mas praticar sua palavra:
²⁴ "Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha; ²⁵ E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha." Mateus 7.
Para as Escrituras, a Bíblia, o conceito de belo está definivamente associado a Jesus. Ele restaura o belo e o verdadeiro na condição humana. Vale a pena ouvir-lHe as palavras.
sexta-feira, 10 de abril de 2026
Isaías 53 - estrelinhas - a pregação
¹ "Quem creu em nossa pregação?" Isaías 53.
Pregação é feita para se crer. Tem conteúdo e público. No caso, vai definir o personagem do famoso capítulo 53 de Isaías, cognominado "Servo Sofredor".
Também identificado como "braço do Senhor". Nos versículos anteriores, definido como alvo de pasmo para tantos reis, mas do que desinformados. Verdadeiros "reis de nada", em Isaías 52:
¹³ Eis que o meu Servo procederá com prudência; será exaltado e elevado e será mui sublime. ¹⁴ Como pasmaram muitos à vista dele (pois o seu aspecto estava mui desfigurado, mais do que o de outro qualquer, e a sua aparência, mais do que a dos outros filhos dos homens), ¹⁵ assim causará admiração às nações, e os reis fecharão a sua boca por causa dele; porque aquilo que não lhes foi anunciado verão, e aquilo que não ouviram, entenderão."
Cegos para essa perspectiva, não creram na pregação. "A quem foi revelado o braço do Senhor", pergunta seguinte?
¹⁶ "Viu que não havia ajudador algum e maravilhou-se de que não houvesse um intercessor; pelo que o seu próprio braço lhe trouxe a salvação, e a sua própria justiça o sustenta." Isaías 59.
Deus, desde o Éden, tem uma proposta. O primeiro casal falhou, assim comprometendo toda a sua descendência e frustrando os propósitos inclusivos de Deus para comunhão íntima dele com o ser humano, homem e mulher que criou.
Então Deus mesmo se faz homem. Paulo, aos Romanos, denomina "segundo Adão", Isaías, aqui, nomeia em detalhes personalidade e sofrimento do Servo Sofredor.
¹⁷ "Se, pela ofensa de um e por meio de um só, reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo." Romanos 5.
É prudente pôr vista nessa personagem. Percorrer, passo a passo, com o profeta etapa a etapa do drama pessoal desse Servo Sofredor. Porque ele é o "braço do Senhor".
O quanto custa crer numa pregação? Há uma carga de preconceito, em função da denúncia de mediocridade associada à qualquer pregação. Mas essa assinalada acima é a voz de Deus.
E essa pregação anuncia Jesus, o braço do Senhor, Servo Sofredor, a solução de Deus para a falha do casal primordial.
O que Adão e Eva não alcançaram diante de Deus, torna-se possível a quem decide dar ouvidos à pregação. E vai descrito, passo a passo, o processo que torna possível, por meio de Jesus, alcançar o padrão de Deus.
Tal pregação tem conteúdo, fonte segura e finalidade precípua. Creia na pregação. Não apenas dar crédito que exista, em sua originalidade. Mas que produz efeito, segundo adverte a própria qualificação do profeta.
¹⁰ "Porque, assim como descem a chuva e a neve dos céus e para lá não tornam, sem que primeiro reguem a terra, e a fecundem, e a façam brotar, para dar semente ao semeador e pão ao que come, ¹¹ assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a designei." Isaías 55.
terça-feira, 7 de abril de 2026
Em tom suave
¹⁵ Perguntou-lhe Jesus: Mulher, por que choras? A quem procuras? Ela, supondo ser ele o jardineiro, respondeu: Senhor, se tu o tiraste, dize-me onde o puseste, e eu o levarei. ¹⁶ Disse-lhe Jesus: Maria! Ela, voltando-se, lhe disse, em hebraico: Raboni (que quer dizer [meu] Mestre)! João 20.
O detalhe narrado por João nessa abordagem intencional a Maria nos faz imaginar o tom de voz de Jesus.
Revela-se intimista e personalizado. Refletimos sobre a personalidade dela. A presença no túmulo, o choro e sua ansiedade pela solução do dilema.
Quem somos, qual nossa(s) experiência(s) com Jesus e o que nos angustia. Há muitas "Marias", mesmo na Bíblia. Essa poderia até ser chamada "Maria dos sete demônios".
Marcos assim se refere à ela. Não que a discrimine, mas porque ressalta o que Jesus nela havia operado.
⁹ "Havendo ele ressuscitado de manhã cedo no primeiro dia da semana, apareceu primeiro a Maria Madalena, da qual expelira sete demônios." Marcos 16.
Jesus escolheu aparecer primeiro a essa Maria. João, na sua narrativa, descreve a pergunta que os anjos do túmulo fizeram a ela. Qual a razão do choro.
A ansiedade dela foi tamanha que nem notou o inusitado, ora, anjos, dois deles, bem ali onde morte nunca mais. O túmulo que esvaziou todos os outros.
E então Jesus lhe aparece. Mas perdura a ansiedade dela. Tanto que ainda pergunta, em desespero: ¹⁵ "... respondeu Senhor, se tu o tiraste, dize-me onde o puseste, e eu o levarei."
Então ouve-se e, no nosso caso, imagina-se o tom pelo qual Jesus chama. Porque o chamado de Jesus é igual para todos. Audível, numa mesma intensidade.
Talvez Marcos não precisasse destacar a vida pregressa de Maria. Mencionar a quantidade de demônios que lhe privavam a intimidade talvez motive preconceito contra ela.
O que seria um erro, porque quem foi liberto por Jesus, estava na mesma carente condição de Maria. E nem sabemos do número de demônios pelos quais já fomos tentados.
Mas certamente reconhecemos quantas vezes cedemos a tais tentações. Aliás, quem nos revelou ter sido alvo da influência deles foi o próprio Jesus.
Definitivamente, não nos cabe diminuir Maria. Mas pôr vista no tamanho da ação de Jesus na vida dela e na mesma proporção de sua gratidão.
A ansiedade de Maria por Jesus precisa ser marca de nossa personalidade. A pergunta dela por Ele, desejando reassumir o papel de Jesus em sua vida, a companhia de Jesus, representa outra lição a se aprender.
E ouvir com que tom Jesus pronuncia nosso nome. Pelo menos uma razão do chamado de Jesus e da tonalidade que usou foi advertir Maria de Sua presença ali, bem ali, ao lado.
E que estava distraída para o mais inusitado, o novo, o cúmulo da profecia, que é a ressurreição. A nossa ressurreição. Jesus adianta para Maria, primeiro a ela, o efeito da ressurreição.
Ouvir esse tom de Jesus é reconhecer que Ele sempre chama, sempre está perto, e que sempre estamos distraídos para menos do que representa Sua presença.
Ponha seu nome nesse chamado. Proposital Jesus aparecer primeiro a uma mulher, a mulheres, para que fizessem o anúncio da ressurreição.
¹⁰ "E, partindo ela, foi anunciá-lo àqueles que, tendo sido companheiros de Jesus, se achavam tristes e choravam. ¹¹ Estes, ouvindo que ele vivia e que fora visto por ela, não acreditaram." Marcos 16.
Talvez, esquecendo que foram mulheres nossas mães, como homens, decidimos não acreditar nelas. Sempre redunda em prejuízo, principalmente quando são sábias.
Paulo ora para que reconheçamos o chamado de Jesus, a glória desse chamado e a experiência do poder dessa ressurreição atuante em nós. Consideremo-mos advertidos, em tom suave.
¹⁸ "...iluminados os olhos do vosso coração, para saberdes qual é a esperança do seu chamamento, qual a riqueza da glória da sua herança nos santos ¹⁹ e qual a suprema grandeza do seu poder para com os que cremos, segundo a eficácia da força do seu poder; ²⁰ o qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais." Efésios 1.
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