segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Porto Velho - a viagem

 

A caminho de Porto Velho - setembro 2026                

Tucandeira - apelido da Fiscalização da Receita
Etapa 1 da viagem

No Rio Madeira - a ponte que encurtou o percurso
Etapa 2

Curva do Abunã em direção a Porto Velho


Vista da foz do Abunã: antigo cais das balsas

Madeira rumo a desembocadura



Rumo a Etapa 3 - A triste história da Madeira-Mamoré







Ponte arqueada de treliças metálicas sobre
o rio Jaci-Paraná - Etapa 4 da viagem







(continua)

terça-feira, 1 de setembro de 2026

A sarça adverte quanto a salvação

 ⁴ "Vendo o Senhor que ele se voltava para ver, Deus, do meio da sarça, o chamou…". Êxodo 3.

   Deus interfere na rotina de Moisés, que pensava ter, definitivamente, fugido de si mesmo. Sarças arderem na paisagem desértica era rotina, mas não se consumir era inusitado.

    Esse vegetal ressecado poderia ser do gênero rubus ou a acacia, informa a Wikipedia. Nas estradas do Brasil, touceiras secas e arredondadas do capim-limão ou capim-estrada, como apelidado, são vistas bolando pelos acostamentos.

   Certa vez, viajando entre Rio e Campo Grande, MS, pela Andorinhas, como frequentemente ocorria, um dos pneus furou. Aguardando socorro, expostos ao frio da estrada, ateamos fogo num desses domos esféricos perfeitos.

   Rapidamente consumiu-se.  Lembrou-nos a sarça ardente. Pois com essa que ardeu, mas não se consumiu, Deus obteve o que pretendia. Viu que Moisés voltou-se para ver.
 
      Era o que Deus pretendia. É frequente Deus sinalizar, chamando atenção para quem Ele deseja que se volte para ver. Pode-se estabelecer como regra, será rotineiro, por modo comum de cativar a atenção.

   E segue exigindo um gesto de despojamento, que pode não ser simples. No caso de Moisés, foi pisar descalço na areia quente e pedregosa do deserto. 

 ⁵ "Deus continuou: Não te chegues para cá; tira as sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é terra santa." Êxodo 3.

     Não somos nós, mas Deus que estabelece o limite de santidade, para se lHe temer de modo verdadeiro, assim como o despojamento essencial para o encontro com Ele.

     Deus anseia pelo encontro.  E, no caso de Moisés, tinha para ele vocação específica. Deus estabelece amplitude de um plano que inclui todos, e chama mediadores para Se fazer compreender.

   Nas Escrituras, são denominados profetas. Moisés foi o primeiro entre eles. Antes deles outros houve, como se atribui ao próprio Enoque e a Noé. E sua função específica está indicada no livro de Amós:

⁷ "Certamente, o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o seu segredo aos seus servos, os profetas." Amós 3.

   Será prudente ouvir autênticos profetas, genuinamente enviados por Deus. Profetas modelo Moisés. E tal ministério e vocação está atualizada no modelo mor e perfeito, que é Jesus. Definitivamente, profetas modelo Jesus. Moisés atesta isso:

¹⁵ "O Senhor, teu Deus, te suscitará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, semelhante a mim; a ele ouvirás". Deuteronômio 18.

    E Paulo Apóstolo indica que todo o que crer, por direito de sua vocação, será profeta de Deus cono testemunho a quem ainda carece crer.

¹ "Segui o amor e procurai, com zelo, os dons espirituais, mas principalmente que profetizeis." 1 Coríntios 14.

    Deus sinaliza, para quem se volta para ver. E o que vê, condiz com a vocação divina de se tornar, em nome de Deus, profeta para quem não vê (ou não quer ver). E este é o texto da profecia:

¹ "E nós, na qualidade de cooperadores com ele, também vos exortamos a que não recebais em vão a graça de Deus ² (porque ele diz: Eu te ouvi no tempo da oportunidade e te socorri no dia da salvação; eis, agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação)". 2 Coríntios 6.

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Anotações sobre o Verbo que se fez carne: Jesus

 [28/08, 06:55] Cid Mauro Oliveira: Bom dia.

No assunto de quarta última, vamos pedir ajuda aos universitários, no caso, aos deuses do Olimpo. 😅😅😅😅

[28/08, 06:55] Cid Mauro Oliveira: Eles se casavam entre si. E também com os humanos. Mas espere: desses últimos casamentos, nasciam semideuses. Foram honestos em admitir.

[28/08, 06:55] Cid Mauro Oliveira: Jesus não é nem semideus e nem semi-homem. Ele é inteiramente Deus e inteiramente homem e ao mesmo tempo: não deixa de ser Deus, para ser homem, nem deixa de ser homem, para ser Deus.

[28/08, 06:55] Cid Mauro Oliveira: Ora, para ter nascido inteiramente homem, Maria tem de ser inteiramente mulher. E isso inclui sua (dela) natureza pecaminosa. Senão ela seria semideusa e Jesus não seria homem. Porque a concepção dela teria de ser "divina" também, para nascer sem pecado. Seria uma Maria eternamente Maria. Então a mãe de Jesus seria uma (semi)deusa?

[28/08, 06:55] Cid Mauro Oliveira: Os católicos têm um problema. Nós não.

[28/08, 06:55] Cid Mauro Oliveira: Na concepção de Jesus, quando o anjo mesmo tira de Maria as dúvidas, ele esclarece: "o ente santo será então filho de Deus". Jesus nasce "ente (o único) santo". Nenhum outro homem jamais o foi. Por isso é o segundo Adão. O primeiro, caiu e somos nós, "Adões e Evas".

[28/08, 06:55] Cid Mauro Oliveira: A humanidade de Jesus, no que descende da humana (inteiramente) mulher Maria provém então da possibilidade verdadeira, e não fraudulenta, dele, Jesus, pecar. Ele foi humano, todo o tempo, nessa possibilidade. Mas na encarnação, o Verbo sempre foi santo. Mas Jesus não e nunca pecou. Venceu inteira e totalmente Satanás. Esmagou a cabeça da serpente. Aleluia.

[28/08, 06:59] Cid Mauro Oliveira: Por isso, para ser inteiramente Deus e inteiramente homem, Maria é inteiramente mulher. Nosso Salvador não é um semideus. Nasceu carne, em sua geração santa, como um dia Adão o foi, "filho de Deus", como menciona Lucas, mas no sentido de ser humano sem pecado, sendo Jesus o Filho único eternamente gerado, Deus feito carne, para assim salvar os que creem. Aleluia, novamente.

⁴⁶ "…A minha alma engrandece ao Senhor, ⁴⁷ e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador". Lucas 1:46.

Maria falando: ela não é santa de si mesma. Ninguém (a não ser Jesus) é santo por si, senão santificado em e por  Deus. Maria chama Jesus de seu Salvador: só necessita de salvação quem é pecador. Jesus é o Salvador também de Maria, sua mãe.

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Sacia-te

 ²³ "E disse Lameque às suas esposas: Ada e Zilá, ouvi-me; vós, mulheres de Lameque, escutai o que passo a dizer-vos: Matei um homem porque ele me feriu; e um rapaz porque me pisou. ²⁴ Sete vezes se tomará vingança de Caim, de Lameque, porém, setenta vezes sete." Gênesis 4.

     Lameque, este xará do pai de Noé, talvez tenha sido o primeiro ateu. Senão explícita, implicitamente. Sim, porque basta viver ao avesso de Deus, como se não existisse, para ser um ateu implícito.

   Tiago é quem diz que, "quem sabe que deve fazer o bem e não o faz, vive pecando". Para fazer o bem, a fé é imprescindível. Já para obrar o que é mal, não carece ter fé.

  Ateus são de consumo, ou seja, seguem repetindo e repetindo seu refrão, "Deus não existe", na tentativa de se convencer e si mesmos e a outrem.  Talvez consigam.

   Esse Lameque escolheu para si duas mulheres, afrontando o plano original do Criador, assim como matou, o mesmo crime, para duas injustificáveis justificativas.

  Assim inaugurava uma nova ordem, orgulhoso de seu antepassado de 5ª geração, Caim, o primeiro homicida.  Enalteceu o crime. Óbvio que foi ateu. No mal sentido.

   Não se pode afirmar que todo ateu é regido por más intenções. Acredito no ateu justo, ético e benevolente. Para este, negar Deus é ainda mais doloroso. Porque toda bondade provém de Deus, nenhuma autêntica existe fora dEle.

   Somente Deus ensina ser bom. Ninguém mais, anjo nenhum, intuição nenhuma, espírito fraudulento que for. Somente o Autor da bondade, não somente ensina, mas torna bom.

⁶ "Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus." Filipenses 1.

   Somente Deus inicia e completa boa obra. Aliás, foi assim com a criação. A autonomia dela se deve à providência divina. A vida é dom de Deus. A complexidade da criação, professora da raça humana, tem Autor.

³¹ "Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. Houve tarde e manhã, o sexto dia." Gênesis 1.

   E no sétimo dia descansou. Porque tudo havia criado e tudo havia consumado. Porque para Deus, não existe o tempo. Descansou, como convite a quem, com Ele, deseja e anseia por descanso.

    Qualquer carga cansa. Sejam essas do mundo físico, medidas a kg, toneladas, sejam as de peso sem medida, etéreas, porém angustiantes. Nenhum ser humano está imune a elas.

¹⁰ "Porque aquele que entrou no descanso de Deus, também ele mesmo descansou de suas obras, como Deus das suas." Hebreus 4.

  O auto anônimo acima, da carta aos Hebreus, reflete sobre esse descanso que Deus oferece. Entrar nele é privar da intimidade de Deus. Descansa com Deus, descansa em Deus, do mesmo modo como Ele.

   Alivie-se desse peso sem conta, não medido por unidades convencionais. Mas sacia-te como a samaritana, que tomou dessa água, ou como o salmista que confessou "a minha alma tem sede de Deus". Então, alivia a tua carga e sacia-te.

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Um homem que me disse tudo quanto tenho feito

 ²⁹ "Vinde comigo e vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito. Será este, porventura, o Cristo?!" João 4.

    Se for quem tem a capacidade de expor tudo o quanto foi feito, em verdade, só pode ser Jesus Cristo. Ele não é um prognosticador barato. Mas quem tudo sabe e tudo vê.

   Há, pelo menos, duas versões da vida: aquela que, mesmo com a tentativa de toda a sinceridade, supõe-se. E aquela que somente Jesus, em verdade, conhece.

    Após o encontro revelador que, com ele, teve a samaritana, tudo sobre ela, ela mesma passou a saber. Agora estava consciente de seu fracasso pessoal, fosse em construir, por si mesma, sua trajetória de vida, quanto recuperar o que havia falhado.

   Por isso pôde compartilhar com seus amigos, num convite aprazível, o milagre que se operava nela, diante de seus próprios olhos, quanto aos olhos e entendimento de quantos agora com ela convivessem.

   Uma foi a versão que a própria samaritana reconheceu que conferia com o que conhecia de si mesma. Outra foi a nova versão definida pela ótica de Jesus. E a mulher reconhecia isso.

   A verdadeira visão da vida consta do plano original do Autor da Vida. Aos Gálatas, Paulo também entende e explica essa distinção:

¹⁹ "…Estou crucificado com Cristo; ²⁰ logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim." Gálatas 2.

   A expressão "esse viver" implica reconhecer o resultado da síntese diagnóstica do viver, da ação de Cristo na salvação e da nova vida que resulta.

   E "viver pela fé" está ligado ao Autor da fé.  Autor da vida e Autor da fé são a mesma Pessoa. Jesus não menospreza e nem deprecia a condição humana, porém resgata.

    A própria samaritana ou qualquer pessoa pode reconhecer o padrão de vida que experimenta. Paulo também indica isso no texto abaixo:

¹⁴ "Quando, pois, os gentios, que não têm lei, procedem, por natureza, de conformidade com a lei, não tendo lei, servem eles de lei para si mesmos. ¹⁵ Estes mostram a norma da lei gravada no seu coração, testemunhando-lhes também a consciência e os seus pensamentos, mutuamente acusando-se ou defendendo-se". Romanos 2.

   Essa é a avaliação vulgar e o modo de ser flutuante, em termos de consciência. Mas a denúncia específica e autêntica da condição de pecador(a) provém única e exclusivamente do encontro com Jesus Cristo.

   Por isso o jovem rico afastou-se entristecido. Porém Zaqueu levantou-se, à mesa, testemunhando que o encontro com Jesus, para ele, assim como para a samaritana, rendeu uma nova vida.

   Admita e aceite, de Jesus, a avaliação sobre sua existência. Chega de dupla face. Jesus diz tudo o que temos feito. E somente Ele tem a versão definitiva de vida. Acolha e viva nela por fé. 

domingo, 23 de agosto de 2026

O grito de Deus

¹ Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, ² nestes últimos dias, nos falou pelo Filho". Hb 1.

   "Havendo Deus falado". Assim começa o autor da carta aos Hebreus. E ainda acrescenta ter Deus falado "muitas vezes e de muitas maneiras".

     Desfilam no Antigo Testamento as palavras de Deus. Talvez se dissesse, ora, por que não de outra forma? Porque, como informa um deles, Pedro, "homens falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo".

  Seria, portanto, inusitado, no mínimo, escolher, para Deus, o método pelo qual falasse. Esses homens que falaram, assim procederam porque, antes de mais nada, Deus falou com eles.

   E ainda que em todas as vezes, tendo Deus exaustivamente falado, ainda assim não se cresse no que foi dito, ou nem no próprio Deus ou em quem tenha, em nome dEle, falado, Deus falou pelo Filho.

   Então o grau de mentira seria máximo. Para se ler a carta aos Hebreus, terá de se acreditar nessa introdução. Se não, para-se a leitura ali mesmo, fechando-se o Livro inteiro. Esse anônimo autor percorre a história pregressa, tanto de Israel, quanto das Escrituras, para anunciar que Deus falou e fala.

    Portanto dizer que se ouve Deus seria místico? Repete-se, de modo constante, no Apocalipse, um refrão óbvio: "Quem tem ouvidos para ouvir, ouça". Apure-se a percepção, porque Deus fala. Aliás, talvez se diga, Deus grita.

²⁰ "Grita na rua a Sabedoria, nas praças, levanta a voz; ²¹ do alto dos muros clama, à entrada das portas e nas cidades profere as suas palavras". Provérbios 1.

   Este trecho acima encontra-se no livro de Provérbios. E na carta aos Coríntios, Paulo Apóstolo escreve:

³⁰ "Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual se nos tornou, da parte de Deus, sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção". 1 Coríntios 1.

   O Filho também se nos tornou sabedoria. Jesus é o grito de Deus. Não há maior ênfase do que o anúncio do Filho. Jesus se constitui na prova final, cabal, no principal sinal.

   Desde a história do menino encontrado enrolado em panos, deitado numa manjedoura, acolhido num curral, por não haver mais lugar nas hospedarias.

    A força de Deus constitui-se em extrair do que é mais insignificante. Sinais proféticos não são os mais espetaculares, mas aqueles que, aos olhos humanos, são os mais desprezíveis.

   Jesus mesmo, certa vez, assim se expressou:

²¹ "Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque assim foi do teu agrado." Lucas 10.

   Ponha nos sinais assim os mais desprezíveis as certezas de sua fé.  Pois foi nesse bebê assim gerado, que Deus gritou ao mundo que ainda há uma única (e última) chance para ele. 

sábado, 22 de agosto de 2026

Essencial ser Congregacional

   Antes de tudo, a Bíblia. Na minha vida, encontrei um casamento misto: Ha Ha Ha. Explico: meu pai pastor Batista e minha mãe Congregacional.

   Aliás, congregacionais os dois. Explico de novo: Batistas são congregacionais no regime de governo e nós, Congregacionais, tomamos esse termo como título da denominação.

   E o que é denominação? Apenas isso, denominação: ou seja, o nome que foi dado. Protestantes que somos, herdeiros da Reforma que tem esse nome, nós nos subdividimos.

   E isso tem a ver com a liberdade de exame das Escrituras, conquistada, exatamente, na época da Reforma. Mas jamais a ortodoxia denominacional deve ser entendida como acima das Escrituras.

  As ortodoxias denominacionis, diferentes entre si, devem ser entendidas como leituras personalizadas das Escrituras. Porque estas continuam prevalecendo sobre aquelas. E se assim não for entendido, surge o fundamentalismo, que é a estupidez de alguma denominação se achar superior.

   Desculpem. Vocês não são superior, apenas são diferentes. E a particular leitura feita a partir das Escrituras é contingente. Caso individualmente avaliem como única e a mais certa, estarão imitando certa Igreja que, antes da Reforma, achava-se maioral. Esperamos ter ela aprendido a lição.

   Congregacionais porque postulam ser a congregação aquela que se autogoverna. Ela que, com a Bíblia aberta, vai decidir seus rumos. Sem hipocrisia, é óbvio sempre ocorrer uma tensão entre pastor, que simboliza Jesus, em meio à congregação, e ela mesma.

   Porque se o pastor quiser autonomia em relação à congregação, usurpando para si direitos que não lhe pertencem, ou o contrário, a congregação entender que pode tomar decisões sempre à revelia do pastor, ambos perderam sua vocação.  Diante das Escrituras, terão exercido violência ao dom de Deus recebido.

   Há um versículo clássico que Jesus usou para autodefinir-se:

⁴⁵ "Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos." Marcos 10.

   Ora, se Jesus se coloca como servo, e temos toda a certeza de que Ele nunca foi um demagogo, se há pastores que, diante do rebanho, imitam de Jesus a virtude, serão servos. Pastores não existem para ser servidos (ou para servir-se a si mesmos: saia fora a ideia de ser lobo do rebanho).
   
    Mas a congregação também deverá ser de servos, seguindo o mesmo raciocínio, jamais servir-se a si mesma, usurpando fama para si mesma.  Esse deve ter sido o espírito do raciocínio de Jesus, no Apocalipse, ao criticar a Igreja de Éfeso.  Tornara-se orgulhosa do perfil alcançado e, desse modo, fracassou no amor.

⁴ "Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor." Apocalipse 1.

     Talvez o primeiro amor seja o serviço. Quem sabe, ser Congregacional signifique (ou carece de significar) servir. Assim, desse modo, imitar Cristo.  Quem sabe seja, tanto para congregação, quanto para pastores, essencial imitar Cristo.  E isso, embora não sendo tão fácil assim, seja essencial.