sábado, 16 de maio de 2026

3 João e o WattsApp do século I - Amor

 ¹ "O presbítero ao amado Gaio, a quem eu amo na verdade. [...] os quais, perante a igreja, deram testemunho do teu amor.".3 João 1.

    Ora, João não poderia deixar de falar em amor. Proveniente dele, mencionar que ama e ainda reconhecer quem ama é bem peculiar. Neste seu zap, que abarca alegria, andar na verdade, faltava completar com amor.

   Essencial. João mesmo vai, num trecho de sua 1ª carta, enunciar uma aula de amor. Provém dela a frase síntese da personalidade divina:

⁸ "Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor." 1 João 4.

   Aliás, não somente síntese da personalidade divina, porém síntese da vida cristã. Mencionar "aquele que não ama" distinguido daquele que ama, ou, de quem ama, é distinguir o falso do verdadeiro.

  E com ele, fecha Paulo em argumento, quando ecreve aos Efésios, e não é mera coincidência que previna àquela igreja que atente ao amor, pois o próprio Jesus, agora nos tempos apocalípticos do exílio de João, na ilha de Patmos, vai reclamar ausência de amor em Éfeso.

¹⁷ "...e, assim, habite Cristo no vosso coração, pela fé, estando vós arraigados e alicerçados em amor, ¹⁸ a fim de poderdes compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade ¹⁹ e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus." Efésios 3.

   Esta a aula de Paulo: 1. habitar Cristo, em amor, no coração; 2. compreender o amor, que excede todo o entendimento; 3. ser tomado de toda a plenitude de Deus.

   Paulo afirma que para isso existe a igreja. Eféso, ao tempo e época do Apocalipse, como que tinha de lembrar o significado do processo de conversão, na verdade, lugar e raiz do amor, devido ao efetivo batismo pelo Espírito na cruz de Cristo:

⁵ "Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras". Apocalipse 2.

   Crer em Cristo é ter efetiva participação no Seu amor. Ele mesmo é a maior prova do amor de Deus.  E o próprio Jesus ensina sobre amor no célebre texto da figueira em João 15.

⁸ "Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores." Romanos 5.

¹⁰ "Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; assim como também eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e no seu amor permaneço." João 15.

   Igreja é o lugar onde aprendemos com Jesus amar, do mesmo modo que ele aprendeu com o Pai. E amar tem ligação radical com obedecer. Somente Jesus é Mestre para essas lições. 

  Para quem achava que não havia WattsApp na Bíblia, fica este de João Apóstolo: curto, rápido e completo. Não é necessário dizer mais. 

3 João e o WattsApp do século I - Andar na verdade

 ⁴ "Não tenho maior alegria do que esta, a de ouvir que meus filhos andam na verdade." 3 João 1.

    Em sua carta diminuta, um zap do século I, João dirá que há algo que lhe traz ainda maior alegria: que seus filhos andam na verdade.

   Deus nos fez a Sua imagem e semelhança. Mas o desvio do pecado mergulhou-nos na mentira.  Conversão, a principal mensagem tanto do Antigo, quanto do Novo Testamento, implica retorno à verdade.

    Enoque, uma dos notáveis da antiguidade, marcou sua citação nas Escrituras como aquele que andou com Deus. Pois essa é definição e o sentido do que signfica andar com Deus.

²⁴ "Andou Enoque com Deus e já não era, porque Deus o tomou para si." Gênesis 5.

   Não é para pensar que ele tenha sido o único que andou com Deus. Como também será engano afirmar que, por andar com Deus, qualquer um(a) será arrebatado(a).

    Andar com Deus é rotina na agenda do crente fiel.  Há muitos que se constituem exemplo. Paulo aos Gálatas explica como se dá essa possibilidade que, como consta em Atos, resulta do derramamento do Espírito.

¹⁶ "Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne." Gálatas 5.

  Sim, andar no Espírito é andar com Deus.  E ter a mesma experiência de Enoque. Com arrebatamento garantido, como explica Paulo, desta vez aos Tessalonicenses, na volta do Senhor Jesus.

   Andar com Deus, por sua vez, idêntico a andar na verdade, implica conhecer as Escrituras. E do modo padrão, idêntico à recomendação de Deus a Josué, sucessor de Moisés.

⁸ "Não cesses de falar deste Livro da Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido." Josué 1.

   Meditar, cumprir e falar do padrão expresso nas Escrituras, é garantia de ser bem-sucedido. Ora, mas que coincidência, garantia também de toda a felicidade, como expresso no salmo que Introduz o saltério.

¹ "Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. ² Antes, o seu prazer está na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite."
Salmos 1.

   As Escrituras são fonte de alegria e, por ela, treina-se andar na verdade. O que mais alegra, senão andar na verdade. Isso significa ser restaurado no padrão de Deus, esse o original, por mais estranho que nos pareça.

   Nada mais lindo do que a santidade de Deus.  Por mais que nos soe tão estranha. Olhando o mundo à volta, parece que santidade de Deus nele é algo desatualizado. Mas refletindo sobre a vida de Jesus, pelo que os Evangelhos nos mostram, esse homem a viveu, espontânea, plenificado pelo Espírito Santo.

   João (esse sim) Apóstolo, em seu zap do século I, enfatiza mais esse tópico especial e distintivo da vida cristã autêntica: andar na verdade.  Fácil não será, mas essencialmente necessário.

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Faze-nos, Pai, em santidade iguais.

  Carinhosamente chamada Neidinha, estivemos orando por ela.  Minha mãe Dorcas, mais conhecida por Maninha, na Congregacional de Nilópolis, essas duas ombrearam essa geração.

    Minha avó, eu e Maninha saímos de lá em 1966 porque, ela lecionando em Nilópolis, meu pai argumentou, sair de Cascadura a semana inteira e ainda voltar domingo, era demais.

   Mas a Igreja Congregacional, manhã e noite, almoços na casa de Eunice e Baldomero, a casa da avó, era um deslumbre. Constam na memória cenas dos cultos, das EBFs, Escola Dominical, o coral da irmã Leonídia, criançada, eu no meio, subida à galeria, sempre policiados por adultos.

   Nela, em 14 de abril de 1963, saltei do banco, porque meus pés ainda ficavam pendentes, 6 anos incompletos, para aceitar o apelo por Jesus, após a pregação do pastor Ivan Espíndola de Ávila.

     A casa era a última de meu avô, agora própria, mas haviam residido por aluguel em várias, por diferentes ruas de Nilópolis, uma delas ali, próximo ao templo da igreja, exatamente alugada à Belinha, carinhoso apelido da mãe de Neidinha.

   Sempre fomos famílias entrelaçadas. Mais uma memória é o sorriso de Belinha, com fala sempre mansa. A filha Neide morou em Cascadura, e foi quem alertou Maninha que, dos fundos, iria para o prédio da frente. Meus pais ocuparam o ap dela, na Mendes  de Aguiar 90/102, provenientes então de Éden (mas não era o jardim), onde residiam.

    Depois minha mãe cedeu a Ieda, nora do Dr Mario França Costa, o médico que atendeu Gilaine, irmã de Dorcas falecida adolescente. Meus pais desceram para o 101, onde morei recém-nascido, em 1957.

    Neide e Lisâneas, outro marcante sorriso, estampado copiado no rosto de Celso Ícaro, mudaram depois para Quintino. Breve memória tenho de brincadeiras com ele, hoje como eu, também já avô, na rampa de acesso à casa deles, bem defronte ao velho viaduto da linha férrea.

     Minha mãe muito amava cantar no coral da Fluminense e muito elogiava seu maestro, neto de Neide. Famílias entrelaçadas. Marcante em minha infância essa fase, porque foram raízes de minha fé.

    Marcante essa geração, todos esses rostos em minha memória, porque foi meu início na igreja. Determinante a influência de Dorcas. Devo a Deus tê-la colocado em meu caminho.

   Porque me acolheu como dádiva de Deus e, como Ana, devolveu-me ao Senhor. Já disse uma vez e vou repetir: queria ser, na fé, muito mais semelhante a ela. Pois a igreja em que viveu, até seus 36 anos, foi a Congregacional de Nilópolis, em meio a essa geração, da qual Neide também formou fileira.

    Cogregacional de Cascadura também foi marcante para mim. Ora, todas as igrejas são assim marcantes. Porque toda a gente, os que nelas estão, nós incluídos, que dela, como Neide, somente vamos sair para o céu, entrelaçamo-nos uns aos outros.

   Pelo menos esse é o projeto de Cristo, que sejamos um nEle. Na igreja, embora a gente lute contra, embora haja teimosia para que sejam mantidas, desmoronam as diferenças. Quando Jesus deparava gente comum, aninhava-se com eles, fariseus lhe caíam em cima criticando.

   Ah, Jesus: valorize-se. Maqueia tua imagem, larga os iguais, porque você é mais. Jesus se fazia massa igual com todos. Porque comunhão, o que Ele primava como objetivo maior, é mistura. A gente se misturava desde Nilópolis.

    A gente se entrelaçava. Eu valorizo as marcas desse tempo. Contribuíram muito para formar minha personalidade, principalmente na medida em que permaneci fiel ao que de bom acolhi.

   Este texto é para agradecer a Deus por essa gente, essa geração que nos foi sedimento. Não deu para mencionar todos. Falta mencionar o sorriso de Cristina, frisar mais uma vez o de seu pai Lisâneas, sua mãe Neidinha e de muitos outros mais.

    Vocês, família extensa e amorosa, estarão firmes na fé nesse momento. E para o choro, esse da bem-aventurança, em Mateus, haverá consolo. Mesmo porque estamos certos de que a maioria dessa geração que Neidinha representa, nessa hora cantam todos juntos na igreja eterna.

   Estamos marcados com as marcas de Jesus. Estamos entrelaçados. Somos muito parecidos mesmo, na medida e cada vez mais parecidos com Jesus. Ó, Pai, assemelha-nos ainda mais.

3 João e o WattsApp do século I - Alegria

   O menor livro da Bíblia, vale um zap de três conceitos suficientes para surpreender. João Apóstolo não precisou falar nem muito e nem demais.

³ "Pois fiquei sobremodo alegre pela vinda de irmãos e pelo seu testemunho da tua verdade, como tu andas na verdade." 3 João.

   No breve recado do apóstolo, alegria é a primeira ênfase. A pergunta óbvia é mas qual alegria? Qual o conceito atual de alegria?

   Que fatores conjuntos contribuem? Alegria é algo permanente, falso e falho, individual ou individualista, colegial ou coletiva?

   Paulo apóstolo, na carta em que mais menciona alegria, diz que se trata de alegria no Senhor.

¹ "Quanto ao mais, irmãos meus, alegrai-vos no Senhor. A mim, não me desgosta e é segurança para vós outros que eu escreva as mesmas coisas." Filipenses 3.

    E foi nessa cidade, Filipos, uma colônia romana, onde não havia sinagoga, que Paulo procurou uma reunião de oração de mulheres na beira rio.  Lindo começo.

    Mas o sucesso da pregação gerou reação, Paulo e Silas foram presos, marcados por açoites mas, cantando na prisão, foram libertados por um terremoto milagroso.

   E ainda se converteu toda a família do carcereiro. Provações não sufocaram a alegria do Senhor.  Por isso posteriormente, na carta escrita àquela igreja, alegria é destaque.

   ¹⁰ "... portanto, não vos entristeçais, porque a alegria do Senhor é a vossa força." Neemias 8.

   Está divisa acima foi forjada pela palavra de Neemias. Ele é o líder da reconstrução dos muros de Jerusalém no retorno do exílio na Babilônia (606-536 a.C.).

    Ele recebeu notícias de seu irmão Hanani, de como Jerusalém eram monturos e escombros. Jejuou, orou e chorou. O rei da Pérsia perguntou a razão de sua tristeza. Deus lhe foi propício diante do rei.

    Os persas financiaram a reconstrução, tanto dos muros, quanto do Templo em Jerusalém. Havia reação de inimigos samaritanos, até com ameaças de guerra, na construção dos muros, intrigas contra a construção do Templo, na época de Ageu e Zacarias.

    Mas a arma de Neemias foi alegria no Senhor. Como é potente esse recurso. Mais forte do que açoites e qualquer intimidação, antídoto contra qualquer medo, seja de guerras ou de intrigas.

   Nesse WattsApp de 3 João, o apóstolo não precisou de falar muito, porque abordou o vital. A mensagem curta de João se desdobra em três pastorais. Esteja atento para todo o proveito, porque é vital usufruir o que vota o apóstolo, a começar por alegria. 

sábado, 9 de maio de 2026

Mulheres, mães, esposos, meninas e meninos

 Algumas mães já se foram. Muitas outras estão por aí.  Mulheres.  Muito especiais.  Hoje em dia, ainda se pratica muita violência contra elas. Infelizmente, falando delas torna-se urgente denunciar essa postura.

   Postura da qual  nós, homens, somos os únicos culpados. Vou falar delas começando pela Bíblia.  Mas vou logo advertir: por favor, se você não crê que o Deus da Bíblia exista, pelo menos leia direito o livro.

  Muita estupidez se fala a respeito da Bíblia, por gente que não sabe ler. No livro, junto com o que acreditamos ser revelação de Deus, está junto a revelação do que somos, nua e crua.

  Então, quando você se enxergar nela, ao constatar pecado, injustiça, violência, crime hediondo, porque tudo isso tem lá, assim como na folha do jornal de hoje (melhor, na página digital de hoje), sejamos humildes, porque trata-se do espelho da humanidade.

    E é a Bíblia que afirma, sim, vamos começar pelo Gênesis que, por si, já significa início:

²⁷ "Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou." Gênesis 1.

    Para quem acredita, o que está escrito é que homem e mulher foram criados por Deus a sua imagem e semelhança. Os dois tem a cara de Deus. Nenhum dos dois, a não ser por uma distorção indevida, é superior ao outro.

   Logo depois desta narrativa, aparece a afirmativa divina que, para compensar a solidão do homem, Deus lhe concederá uma "auxiliadora idônea". Esse termo não deve ser entendido como atribuição secundária concedida à mulher.

   Ao contrário, o termo hebraico significa: 1. para "auxiliadora", ezer no hebraico, o mesmo terno usado por Davi, nos salmos, quando se refere à Deus como auxiliador; 2. para "idônea", cnikdo que, curiosamente, no hebraico, significa oposta.

   Na verdade, não se está divinizando a mulher, mesmo porque o casal foi feito humano, e não divino, quando a chamamos ajudadora. Mas que essa qualidade nela tem as mesmas características e postura de uma mesma qualidade divina.

   E que ela, por ser cabalmente humana, como o homem, estará numa posição oposta, mas no sentido não de querela constante, mas num posicionamento complementar, para atender ao que falta no homem, ainda que seja, por sabedoria e cautela, o ponto de vista oposto.

   Ou seja, para tudo na vida, qualquer tarefa, assunto ou empreendimento, a mulher está em plena equivalência em relação ao homem, para emitir e realizar a opinião que falta, a fim de que tudo seja perfeito.

    E falta mais um texto que sobejamente vem sendo mencionado pelos plantonistas do bizarro e absurdo, que é o texto abaixo transcrito:

²² "As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor;²³ porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo. ²⁴ Como, porém, a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo submissas ao seu marido. ²⁵ Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela". Ef 5.

   A palavra submissa, hupotasso, no grego, diferentemente de obedecer, hipakouo, não significa subserviência cega, irredutível, mas alinhamento, parceria. E nesse contexto, permitam-me, trata-se de submissão a Deus e amor regido por Deus.

  Muita gente que golpeia o sentido desse texto, não entende nada de Deus e nem de Bíblia, porque quem não crê em Deus, nunca vai compreender nem submissão, nem obediência e nem amor.

   A mulher estará, em tudo, alinhada ao marido, sendo-lhe parceira. E o marido? Leia no texto: vai amar a esposa igual a Cristo ama a sua igreja, tendo dado a vida por ela, sendo salvador e protetor do corpo dela.  Não existe figura mais nobre do que esta por meio da qual se compreenda a relação entre marido e esposa.

   Nesse contexto nascem os filhos. Por esse valor dado à mulher, para ser mãe, honrada, acolhida, amada e protegida por seu esposo. Esse o sentido bíblico da relação entre homem e mulher espelhada na Bíblia.

  No Antigo Testamento, Deus se nomeia esposo de Isarel, seu povo, ainda que tenha ocorrido infidelidade. No Novo Testamento, Jesus se nomeia esposo da igreja, a qual somos nós, todos os que cremos, ainda que sejamos igreja pecadora.

   Parabéns às mulheres. Honrados os homens que as tratam conforme Deus assim idealizou. Gratos às mães, que ensinam as meninas a ser, um dia, o que hoje elas são. E aos meninos ensinam que respeitem todas as mulheres, como hoje exigem deles que o façam. 

6.9 e as escolhas

 ¹² "Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios." Sl 90.

   Versículos bíblicos, são parcelas diminutas do texto, o nome já diz. Há os descontínuos, quer dizer, não dá para ler isolados. E, para os de sentido completo, ainda há contexto.

  Alguns, como este acima, tornam-se, por assim dizer, batidos, ou seja, repetitivos. Isso até lembra nossos avós, que legaram aos nossos pais, filhos deles, a caixinha das Preciosas Promessas. 

   Lembram? Eram tirinhas com versículos escritos, sorteadas a esmo, para ser lidas, quem sabe no momento do culto doméstico, na hora de dormir ou na saída de casa.

   De qualquer forma, era contato com as Escrituras. E seria muito bom atentar ao conteúdo. Porque versículos encerram em si enormes ensinamentos.  Este acima é um desses exemplos.

  Porque contar dias, no sentido proposto nele, é aproveitá-los ao máximo e, com isso, ganhar a vida inteira. Coisa dificílima.  Talvez, dependa do temperamento de casa um. E, evidente, da natureza de escolhas feitas.

   E são escolhas dentro de escolhas.  Sim, porque há aquelas capitais e decisivas, que vão se estender pela vida afora, como dizia meu pai Cid. A principal delas, e isso ele também me ensinou, é a fé.

    Ora, vive-se sem ela. Isso já deriva e determina, decisivamente, tipos e qualidades de escolhas. Com a maturidade, virá a carreira, mais tarde, profissão, talvez mais junto adiante, o casamento.

   Quando crianças, os pais escolhem por nós. Adolescentes, chegam os conflitos, porque vamos querer escolher por nós mesmos. Na juventude, o aprendizado de escolhas deixa de ser à brinca, como no jogo de peteca (bola de gude, no sul) e vira decisões à vera.

   Porque no versículo acima, o salmista sugere pedir a Deus que ensine a contar os dias. E a finalidade é alcançar coração sábio. Entram duas coisas: (1) crer que Deus atenda e ensine; (2) entender e praticar o que significa coração sábio.

   Não será automático, porque não há cordinhas de marionete em nós, manejadas por mão divina. Escolhas serão sempre nossas, aprendidas e assumidas. Boas ou ruins. Portanto, esse versículo implica uma filosofia de vida.

   Porque ser ensinado por Deus, além de crer que exista, vai significar continuidade de comunhão e percepção de que escolhas devem ser feitas, levando-se em conta Sua, de Deus, personalidade.

  Levar em conta a ação de Deus a nosso favor, cujo ponto central é a cruz de Jesus Cristo. A vida com Deus inicia a partir da cruz. Não somente consciência do que nela foi realizado, mas batismo nela. Num versículo, Paulo expressa isso, falando por si, mas aplicando a todos que crerem:

¹⁹ "Porque eu, mediante a própria lei, morri para a lei, a fim de viver para Deus. Estou crucificado com Cristo; ²⁰ logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim." Gálatas 2.

  Tirando fora a retórica, não de Paulo, mas em nossa tentativa em assumir, será necessário avaliar o grau do que isso representa. E viver pela fé, é boa opção para cada dia.

  Escolhas motivadas por fé são top. Mas não serão fáceis. E, pela rapidez com que a vida transcorre, quase ocorrem mais escolhas aleatórias do que as sábias.

   E nem falamos das sequelas decorrentes das más escolhas. Certamente, em função disso, decorrem as escolhas que falta fazer. Podemos continuar pedindo instrução a Deus. Outro versículo ensina que Ele vai atender, sem impropérios lançados em rosto, por termos sido burros.

⁵ "Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida." Tiago 1.

  6.9, quase 70, conta redonda, é tempo de refletir sobre escolhas e continuar, para o tempo que falta, contando com a instrução divina.

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Compreendendo vocação na Bíblia

 Tarefa: ler Êxodo 3 e 4; Números 14 e 15; Josué 1 e 24; Isaías 6; Jeremias 1; Ezequiel 1 a 3; Daniel 1.

Vocação na Bíblia é o chamado de Deus. Ela não se dirige somente, no Antigo testamento, a profetas e, no Novo Testamento, a apóstolos: mas a todo ser humano, homem e mulher. Aliás, Deus sair no jardim, lá no Gênesis, para chamar o casal, já se constituiu no primeiro chamado. Esse é o chamado a salvação e, portanto, para ser servos e dedicar a vida inteira ao senhor. Por isso, estudar o chamado dos profetas, nas Escrituras, constitui-se não desviar-se da finalidade do chamado que cada um de nós recebeu do Senhor.

1. O chamado de Moisés: modelo profético no Pentateuco

¹Apascentava Moisés o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Midiã; e, levando o rebanho para o lado ocidental do deserto, chegou ao monte de Deus, a Horebe. ² Apareceu-lhe o Anjo do Senhor numa chama de fogo, no meio de uma sarça; Moisés olhou, e eis que a sarça ardia no fogo e a sarça não se consumia. ³ Então, disse consigo mesmo: Irei para lá e verei essa grande maravilha; por que a sarça não se queima? ⁴ Vendo o Senhor que ele se voltava para ver, Deus, do meio da sarça, o chamou e disse: Moisés! Moisés! Ele respondeu: Eis-me aqui!” Êxodo 3.

Aplicação: No caso de Moisés, houve uma sarça, planta desértica seca que se consome por combustão espontânea mas que, nesse caso, não se consumia. Mas o que interessava a Deus era que Moisés se voltasse para ver. Quando ouvimos o chamado de Deus, largamos tudo nesta vida, para nos voltarmos para ver. E, ao ouvir nosso nome, devemos dizer o que Moisés disse: “Eis-me aqui”. Hoje temos as Escrituras prontas, com os relatos desses chamados e, ao nosso redor, profetas que atenderam antes e nos exortam a atender Deus, quando somos chamados.

2. As relutâncias ao chamado

¹¹ “Então, disse Moisés a Deus: Quem sou eu para ir a Faraó e tirar do Egito os filhos de Israel? ¹² Deus lhe respondeu: Eu serei contigo; e este será o sinal de que eu te enviei: depois de haveres tirado o povo do Egito, servireis a Deus neste monte. ¹³ Disse Moisés a Deus: Eis que, quando eu vier aos filhos de Israel e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós outros; e eles me perguntarem: Qual é o seu nome? Que lhes direi? ¹⁴ Disse Deus a Moisés: Eu Sou o Que Sou. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: Eu Sou me enviou a vós outros.” Êxodo 3.

Aplicação: O chamado profético é específico. Para Moisés, foi deslocar-se ao Egito, em seu tempo, para se constituir mediador entre Deus, o povo e Faraó. Para nós, constitui-se no sacerdócio no mundo, assim como na missão profética e apostólica da igreja. Somos sacerdotes, no mundo porque, como está em Hebreus, estamos “constituídos nas coisas concernentes a Deus, a favor dos homens”, Hb 5:1. Somos profetas porque, como diz Paulo, “principalmente que profetizeis”, 1 Co 14,1, que se constitui ser padrão de conduta, no mundo, segundo os valores de Deus; e apóstolos, como está em Mt 28,18-20, porque somos porta-vozes da mensagem, do ensino e da doutrina do reino de Deus.

3. A radicalidade do chamado

Estando Moisés no caminho, numa estalagem, encontrou-o o Senhor e o quis matar. ²⁵ Então, Zípora tomou uma pedra aguda, cortou o prepúcio de seu filho, lançou-o aos pés de Moisés e lhe disse: Sem dúvida, tu és para mim esposo sanguinário. ²⁶ Assim, o Senhor o deixou. Ela disse: Esposo sanguinário, por causa da circuncisão.” Êxodo 4.

Aplicação: Moisés não tinha outra opção. Na verdade, antes de atender ao chamado, estamos já mortos para Deus. Após atender ao chamado de Deus, estamos mortos para o mundo. Nada está acima do chamado. Neste caso pessoal de Moisés, nem sua esposa compreendeu a dimensão, responsabilidade e extensão do compromisso de Moisés com Deus. Por isso que, no caso da família, toda ela completa deve compreender, ao mesmo tempo, o que significa entregar a vida completa a Deus para cumprir Sua vocação. Que compreendam ainda antes de se casar, compartilhando os absolutos do chamado. Que eduquem os filhos, desde muito cedo, diante da prioridade diante do chamado. Desse modo, todos numa casa terão a chance de atender juntos.

4. O chamado de Josué

¹ “Sucedeu, depois da morte de Moisés, servo do Senhor, que este falou a Josué, filho de Num, servidor de Moisés, dizendo: ² Moisés, meu servo, é morto; dispõe-te, agora, passa este Jordão, tu e todo este povo, à terra que eu dou aos filhos de Israel. [...]Sê forte e corajoso, porque tu farás este povo herdar a terra que, sob juramento, prometi dar a seus pais. [...]Não cesses de falar deste Livro da Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido.” Josué 1.

Aplicação: Josué foi discípulo e servidor de Moisés, modelo profético do Pentateuco, que foi a Bíblia dos profetas do AT. Deus chama Josué e o exorta a ser corajoso, muito corajoso, para (1) meditar, (2) cumprir e (3) falar do “livro da lei”, a Bíblia de seu tempo. A fidelidade de Josué foi fundamental para essa fase do povo de Israel, por ser substituto de um líder do porte de Moisés, e por ser quem lidera a entrada do povo na terra prometida. Acompanhou o povo nos 40 anos de peregrinação no deserto, esteve presente no grupo de espias, que visitou a terra, escapando da rebelião do povo por intervenção direta de Deus. Um líder assim preparado se constitui num exemplo pronto para quem deseja ser servo, líder e referencial.

5. Quem foi Josué

“Disse o Senhor a Moisés: Toma Josué, filho de Num, homem em quem há o Espírito, e impõe-lhe as mãos; ¹⁹ apresenta-o perante Eleazar, o sacerdote, e perante toda a congregação; e dá-lhe, à vista deles, as tuas ordens. ²⁰ Põe sobre ele da tua autoridade, para que lhe obedeça toda a congregação dos filhos de Israel. [...] segundo a sua palavra, sairão e, segundo a sua palavra, entrarão, ele, e todos os filhos de Israel com ele, e toda a congregação. Números 27.

Aplicação: A presença de Josué, ao lado de Moisés, não foi apenas casual. A cada momento, ele aprendeu a liderar, foi fiel e recebeu do Senhor, por meio do Espírito, instrução. Esteve com Moisés desde a Aliança do Sinai, quando a lei do Senhor foi recebida, esteve ao lado na rebelião do bezerro de ouro, na rebelião à entrada da terra prometida, e em todas as outras estações do deserto. Circunstâncias boas ou ruins, em todas esteve Josué presente. Cada experiência de Moisés com Deus, refletiu na vida de Josué, por causa da proximidade dos dois. Josué honrou nele mesmo a presença do Espírito de Deus.

6.  Marca duradoura de uma herança abençoada

“Agora, pois, temei ao Senhor e servi-o com integridade e com fidelidade; deitai fora os deuses aos quais serviram vossos pais dalém do Eufrates e no Egito e servi ao Senhor. ¹⁵ Porém, se vos parece mal servir ao Senhor, escolhei, hoje, a quem sirvais: se aos deuses a quem serviram vossos pais que estavam dalém do Eufrates ou aos deuses dos amorreus em cuja terra habitais. Eu e a minha casa serviremos ao Senhor. [...] Serviu o povo ao Senhor todos os dias de Josué e todos os dias dos anciãos que ainda sobreviveram por muito tempo depois de Josué e que viram todas as grandes obras feitas pelo Senhor a Israel.” Josué 24/Juízes 2.

Aplicação: Bastava imitar a conduta de Josué. Geração após geração, a marca da personalidade, liderança e espiritualidade de Josué prevaleceram. Proximidade de Moisés, com quem aprendeu a ser servidor, enfrentamento de todas as provações pela fé, referência de testemunho pessoal, todas as virtudes reunidas tornaram Josué um líder pleno, em substituição a Moisés, sem que houvesse entre os dois uma falha ou falta de liderança sobre o povo de Deus. Ele e Calebe puseram em risco a sua vida, quando discordaram dos outros 10 espias, todos enganados quanto a sua avaliação da terra prometida. Pôde, ainda, colocar toda a sua família como modelo de conduta, sem que fosse contestado. Não seguir o exemplo de Josué, seria risco assumido de não seguir a vontade de Deus.

7. A vocação de Isaías: etapas na vida de todo vocacionado

¹ “No ano da morte do rei Uzias, eu vi o Senhor [...] ² Serafins estavam por cima dele; [...] ³ E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória. [...] ⁵ Então, disse eu: ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos! [...] ⁸ Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim.” Isaías 6.

Aplicação: Sempre ocorre com quem Deus chama: (1) ver o Senhor; (2) ter consciência do seu pecado; (3) atender ao chamado. Deus se revela em Jesus, nas Escrituras constam os meios pelos quais Deus chama e o Espírito Santo confirma em nós o chamado. Também é por meio do Espírito que podemos afirmar que enxergamos, com nitidez, a vontade de Deus. E logo defrontamos o nosso pecado. Somente as Escrituras mencionam que ele existe. E somente Deus pode, por meio do sacrifício e sangue de Jesus, purificar-nos do pecado, santificando-nos, para então nos enviar em nome dEle. Cada etapa dessa se cumpre na vida de todo chamado.

8. A vocação de Jeremias: nunca é cedo, nunca é tarde, o tempo pertence a Deus

⁴ “A mim me veio, pois, a palavra do Senhor, dizendo: ⁵ Antes que eu te formasse no ventre materno, eu te conheci, e, antes que saísses da madre, te consagrei, e te constituí profeta às nações. ⁶ Então, lhe disse eu: ah! Senhor Deus! Eis que não sei falar, porque não passo de uma criança. ⁷ Mas o Senhor me disse: Não digas: Não passo de uma criança; porque a todos a quem eu te enviar irás; e tudo quanto eu te mandar falarás. ⁸ Não temas diante deles, porque eu sou contigo para te livrar, diz o Senhor. ⁹ Depois, estendeu o Senhor a mão, tocou-me na boca e o Senhor me disse: Eis que ponho na tua boca as minhas palavras.” Jeremias 1.

Aplicação: Nunca será cedo para o chamado. Podemos lembrar outro profeta, Samuel, entregue ao Senhor por sua mãe e chamado ainda um menino. Jeremias quis desculpar-se alegando ser tenro em idade. Na verdade, era tentativa de fuga, por isso foi repreendido pelo Senhor. A maturidade espiritual muitas vezes não acompanha a idade biológica. Josias foi feito rei ao 8 anos e, um adolescente, com 16 anos, buscava a palavra do Senhor. Samuel, já bem idoso, não foi ouvido pelo povo e Deus o consolou dizendo que o rejeitado não era ele, mas o próprio Deus. Mas a palavra posta na boca não é gesto mágico oi místico: é resultado de esforço pessoal em buscar a palavra, como Deus disse a Josué: medita, cumpre e fala. E meditar implica tempo com a Bíblia e estudo aplicado, contínuo e constante.

9. A vocação de Ezequiel: a glória do Senhor e a degustação do Livro.

Aconteceu no trigésimo ano, no quinto dia do quarto mês, que, estando eu no meio dos exilados, junto ao rio Quebar, se abriram os céus, e eu tive visões de Deus. ² [...] ³ veio expressamente a palavra do Senhor a Ezequiel, filho de Buzi, o sacerdote, na terra dos caldeus, junto ao rio Quebar, e ali esteve sobre ele a mão do Senhor. ⁴ Olhei, e e is que um vento tempestuoso vinha do Norte, e uma grande nuvem [...] ²⁷ Vi-a como metal brilhante, como fogo ao redor dela, desde os seus lombos e daí para cima; e desde os seus lombos e daí para baixo, vi-a como fogo e um resplendor ao redor dela. [...] Esta era a aparência da glória do Senhor [...] ⁸ Tu, ó filho do homem, ouve o que eu te digo, não te insurjas como a casa rebelde; abre a boca e come o que eu te dou.” Ezequiel ½.

Aplicação: Como Jeremias, Ezequiel foi um sacerdote fora de ofício. Enquanto jeremias assiste ao desastre da destruição de Jerusalém, em 586 a.C., Ezequiel profetiza na Babilônia. Sua condição no cativeiro na Babilônia, como se fosse um “êxodo ao contrário”, era de retorno à escravidão. Por isso, pela dimensão do trauma, Deus aparece a Ezequiel na forma de uma tremenda visão de Sua glória. Porque, como profetizara Jeremias, a glória do Senhor havia abandonado o Templo de Jerusalém, queimado e totalmente destruído, por causa da idolatria do povo. Ezequiel ensina que a glória do senhor segue os que lHe são fiéis, vai soerguer o povo em seu ministério, capacitado pela palavra que consta no livro, figurativamente devorado, que representou o seu preparo.

10. A vocação de Daniel, mais um profeta no tempo de crise no exílio

³ Disse o rei a Aspenaz, chefe dos seus eunucos, que trouxesse alguns dos filhos de Israel [...] Determinou-lhes o rei a ração diária, das finas iguarias da mesa real e do vinho que ele bebia, e que assim fossem mantidos por três anos [...] ⁶ Entre eles, se achavam, dos filhos de Judá, Daniel, Hananias, Misael e Azarias. [...] ⁸ Resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; então, pediu ao chefe dos eunucos que lhe permitisse não contaminar-se. ⁹ Ora, Deus concedeu a Daniel misericórdia e compreensão da parte do chefe dos eunucos. Daniel 1.

Aplicação: Daniel, como Ezequiel, será um profeta no exílio em Babilônia (região do atual Iraque/Irã). Foi para lá jovem, como seus três amigos, todos permanecendo fiéis ao Senhor. A resolução de Daniel não envolvia somente uma dieta alimentar ou não consumir vinho: mas afastamento dos costumes, da cultura e da religião da mesopotâmia. Sua vida e de seus três amigos esteve em risco, mas Deus os preservou. Com Daniel, aprendemos que estamos num mudo hostil aos valores do reino de Deus. Com sabedoria, devemos avaliar o que rejeitar e o que aceitar. Os padrões bíblicos não são regras legalistas, a ser impostas por modelo farisaico, simuladamente praticadas. Mas resultado da ação do Espírito no caráter, educado para acolher a vontade de Deus, exercendo-a no mundo como modelo de perfeição.

Conclusão: Para aprendermos o grau de responsabilidade em ser chamados por Deus, para viver neste mundo, segundo a sua vontade, precisamos compreender o que significa ser vocacionado. Às vezes pensamos que chamado é somente para pastores e missionários. Mas é para toda a igreja, sendo pastores e demais líderes o modelo desse chamado. Estudar a vida e os livros dos profetas, prepara a igreja para cumprir, no mundo, o seu ministério. Cada profeta foi modelo, em seu tempo, de pastor. E cada um deles anunciou a vinda de Jesus, este sim, o modelo por excelência de todos eles e nosso também.