quinta-feira, 28 de maio de 2026

Afinal, com quem caminhar junto?

 ²¹ "Disse mais o Senhor: Eis aqui um lugar junto a mim; e tu estarás sobre a penha." Êxodo 33.

   Quando Moisés pede a Deus que lhe mostre a sua (de Deus) glória, provável ter sido insegurança dele (de Moisés). Então Deus decide, ao mesmo tempo, mostrar e esconder.

   Porque ver a face de Deus nunca ninguém. Proferir um nome para Deus, assim como ver face a face não pertence à condição humana.

   Mas compreender as intenções de Deus, vivendo por fé, sim, compete aos que creem. Por isso Deus afirma a Moisés o que se lê acima. E isso basta.

   E o contexto dessa cena, com Moisés, tratava especificamente da necessidade de Deus estar junto. De um polo a outro, Arão e a permissividade da adoração ao bezerro de ouro, a orgia resultante, a consequente guerra civil no arraial, quase 3 mil mortos e todo o processo de reconciliação com Deus estiveram na agenda.

   Moisés foi o mediador. Surpreendeu Deus, positivamente, por sua reação, assim como foi por Deus surpreendido. E também nos surpreende com sua afirmação da identidade do povo de Deus, fosse a congregação do (daquele) deserto, seja a congregação (do deserto) de hoje, que é a igreja.

   ¹⁶ "Pois como se há de saber que achamos graça aos teus olhos, eu e o teu povo? Não é, porventura, em andares conosco, de maneira que somos separados, eu e o teu povo, de todos os povos da terra?" Ex 33.

   O mundo é o deserto. E Jesus afirma, sim, a igreja está no mundo, mas a igreja não é mundo. Cada vez que a igreja, no mundo, assumir mais nitidamente a identidade de Jesus, mas reação contrária a si vai amealhar, abarcar, assumir.

   ¹⁵ "Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal. ¹⁶ Eles não são do mundo, como também eu não sou." João 17.

   Por, então, caminhar no mundo, há uma presença que segue conosco. Deus não substitui por ninguém mais o que a Ele é exclusivo realizar. Moisés nos surpreende quando afirma isso.

   Distingue-nos o fato de Deus seguir conosco. Somos separados, significa dizer somos santificados pela ação de Deus em nossa vida. O Novo Testamento cansa por mencionar ser imitadores de Deus.

¹ "Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; ² e andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave." Efésios 5.

   E o Filho viveu, neste mundo, agindo deste modo. Jesus manteve comunhão perfeita com o Pai, não somente para ser vago modelo dessa comunhão, mais do que isto, para realizar nEle e por Ele nossa comunhão com o Pai.

¹⁹ "Então, lhes falou Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que o Filho nada pode fazer de si mesmo, senão somente aquilo que vir fazer o Pai; porque tudo o que este fizer, o Filho também semelhantemente o faz." João 5.

   Tudo que Deus realizou em Cristo e por meio dEle, de modo pleno, visa nos alcançar, mais do que somente sensação de um vaga presença, mas inteira e verdadeira comunhão.

  A igreja é o lugar dessa comunhão. E o lugar da igreja, onde Deus habita, está em nós. Deus segue conosco, estamos sobre essa penha, a Rocha, que é Jesus, edificados sobre Ele como pedras que vivem.

⁵ "...também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo." 1 Pedro 2.

    Pedro compreendeu o sentido de dizer que a Pedra é Jesus.  Afirmar "tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo" significa reconhecer e assumir para si mesmo tão grande salvação.

    Este é o lugar junto a Deus, edificados sobre Jesus, caminhando neste mundo, como povo distinguido por Deus, para testemunho entre todos. 

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