Carinhosamente chamada Neidinha, estivemos orando por ela. Minha mãe Dorcas, mais conhecida por Maninha, na Congregacional de Nilópolis, essas duas ombrearam essa geração.
Minha avó, eu e Maninha saímos de lá em 1966 porque, ela lecionando em Nilópolis, meu pai argumentou, sair de Cascadura a semana inteira e ainda voltar domingo, era demais.
Mas a Igreja Congregacional, manhã e noite, almoços na casa de Eunice e Baldomero, a casa da avó, era um deslumbre. Constam na memória cenas dos cultos, das EBFs, Escola Dominical, o coral da irmã Leonídia, criançada, eu no meio, subida à galeria, sempre policiados por adultos.
Nela, em 21 de abril de 1963, saltei do banco, porque meus pés ainda ficavam pendentes, 6 anos incompletos, para aceitar o apelo por Jesus, após a pregação do pastor Ivan Espíndola de Ávila.
A casa era a última de meu avô, agora própria, mas haviam residido por aluguel em várias, por diferentes ruas de Nilópolis, uma delas ali, próximo ao templo da igreja, exatamente alugada à Belinha, carinhoso apelido da mãe de Neidinha.
Sempre fomos famílias entrelaçadas. Mais uma memória é o sorriso de Belinha, com fala sempre mansa. A filha Neide morou em Cascadura, e foi quem alertou Maninha que, dos fundos, iria para o prédio da frente. Meus pais ocuparam o ap dela, na Mendes de Aguiar 90/102, provenientes então de Éden (mas não era o jardim), onde residiam.
Depois minha mãe cedeu a Ieda, nora do Dr Mario França Costa, o médico que atendeu Gilaine, irmã de Dorcas falecida adolescente. Meus pais desceram para o 101, onde morei recém-nascido, em 1957.
Neide e Lisâneas, outro marcante sorriso, estampado copiado no rosto de Celso Ícaro, mudaram depois para Quintino. Breve memória tenho de brincadeiras com ele, hoje como eu, também já avô, na rampa de acesso à casa deles, bem defronte ao velho viaduto da linha férrea.
Minha mãe muito amava cantar no coral da Fluminense e muito elogiava seu maestro, neto de Neide. Famílias entrelaçadas. Marcante em minha infância essa fase, porque foram raízes de minha fé.
Marcante essa geração, todos esses rostos em minha memória, porque foi meu início na igreja. Determinante a influência de Dorcas. Devo a Deus tê-la colocado em meu caminho.
Porque me acolheu como dádiva de Deus e, como Ana, devolveu-me ao Senhor. Já disse uma vez e vou repetir: queria ser, na fé, muito mais semelhante a ela. Pois a igreja em que viveu, até seus 36 anos, foi a Congregacional de Nilópolis, em meio a essa geração, da qual Neide também formou fileira.
Cogregacional de Cascadura também foi marcante para mim. Ora, todas as igrejas são assim marcantes. Porque toda a gente, os que nelas estão, nós incluídos, que dela, como Neide, somente vamos sair para o céu, entrelaçamo-nos uns aos outros.
Pelo menos esse é o projeto de Cristo, que sejamos um nEle. Na igreja, embora a gente lute contra, embora haja teimosia para que sejam mantidas, desmoronam as diferenças. Quando Jesus deparava gente comum, aninhava-se com eles, fariseus lhe caíam em cima criticando.
Ah, Jesus: valorize-se. Maqueia tua imagem, larga os iguais, porque você é mais. Jesus se fazia massa igual com todos. Porque comunhão, o que Ele primava como objetivo maior, é mistura. A gente se misturava desde Nilópolis.
A gente se entrelaçava. Eu valorizo as marcas desse tempo. Contribuíram muito para formar minha personalidade, principalmente na medida em que permaneci fiel ao que de bom acolhi.
Este texto é para agradecer a Deus por essa gente, essa geração que nos foi sedimento. Não deu para mencionar todos. Falta mencionar o sorriso de Cristina, frisar mais uma vez o de seu pai Lisâneas, sua mãe Neidinha e de muitos outros mais.
Vocês, família extensa e amorosa, estarão firmes na fé nesse momento. E para o choro, esse da bem-aventurança, em Mateus, haverá consolo. Mesmo porque estamos certos de que a maioria dessa geração que Neidinha representa, nessa hora cantam todos juntos na igreja eterna.
Estamos marcados com as marcas de Jesus. Estamos entrelaçados. Somos muito parecidos mesmo, na medida e cada vez mais parecidos com Jesus. Ó, Pai, assemelha-nos ainda mais.
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