sábado, 9 de maio de 2026

6.9 e as escolhas

 ¹² "Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios." Sl 90.

   Versículos bíblicos, são parcelas diminutas do texto, o nome já diz. Há os descontínuos, quer dizer, não dá para ler isolados. E, para os de sentido completo, ainda há contexto.

  Alguns, como este acima, tornam-se, por assim dizer, batidos, ou seja, repetitivos. Isso até lembra nossos avós, que legaram aos nossos pais, filhos deles, a caixinha das Preciosas Promessas. 

   Lembram? Eram tirinhas com versículos escritos, sorteadas a esmo, para ser lidas, quem sabe no momento do culto doméstico, na hora de dormir ou na saída de casa.

   De qualquer forma, era contato com as Escrituras. E seria muito bom atentar ao conteúdo. Porque versículos encerram em si enormes ensinamentos.  Este acima é um desses exemplos.

  Porque contar dias, no sentido proposto nele, é aproveitá-los ao máximo e, com isso, ganhar a vida inteira. Coisa dificílima.  Talvez, dependa do temperamento de casa um. E, evidente, da natureza de escolhas feitas.

   E são escolhas dentro de escolhas.  Sim, porque há aquelas capitais e decisivas, que vão se estender pela vida afora, como dizia meu pai Cid. A principal delas, e isso ele também me ensinou, é a fé.

    Ora, vive-se sem ela. Isso já deriva e determina, decisivamente, tipos e qualidades de escolhas. Com a maturidade, virá a carreira, mais tarde, profissão, talvez mais junto adiante, o casamento.

   Quando crianças, os pais escolhem por nós. Adolescentes, chegam os conflitos, porque vamos querer escolher por nós mesmos. Na juventude, o aprendizado de escolhas deixa de ser à brinca, como no jogo de peteca (bola de gude, no sul) e vira decisões à vera.

   Porque no versículo acima, o salmista sugere pedir a Deus que ensine a contar os dias. E a finalidade é alcançar coração sábio. Entram duas coisas: (1) crer que Deus atenda e ensine; (2) entender e praticar o que significa coração sábio.

   Não será automático, porque não há cordinhas de marionete em nós, manejadas por mão divina. Escolhas serão sempre nossas, aprendidas e assumidas. Boas ou ruins. Portanto, esse versículo implica uma filosofia de vida.

   Porque ser ensinado por Deus, além de crer que exista, vai significar continuidade de comunhão e percepção de que escolhas devem ser feitas, levando-se em conta Sua, de Deus, personalidade.

  Levar em conta a ação de Deus a nosso favor, cujo ponto central é a cruz de Jesus Cristo. A vida com Deus inicia a partir da cruz. Não somente consciência do que nela foi realizado, mas batismo nela. Num versículo, Paulo expressa isso, falando por si, mas aplicando a todos que crerem:

¹⁹ "Porque eu, mediante a própria lei, morri para a lei, a fim de viver para Deus. Estou crucificado com Cristo; ²⁰ logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim." Gálatas 2.

  Tirando fora a retórica, não de Paulo, mas em nossa tentativa em assumir, será necessário avaliar o grau do que isso representa. E viver pela fé, é boa opção para cada dia.

  Escolhas motivadas por fé são top. Mas não serão fáceis. E, pela rapidez com que a vida transcorre, quase ocorrem mais escolhas aleatórias do que as sábias.

   E nem falamos das sequelas decorrentes das más escolhas. Certamente, em função disso, decorrem as escolhas que falta fazer. Podemos continuar pedindo instrução a Deus. Outro versículo ensina que Ele vai atender, sem impropérios lançados em rosto, por termos sido burros.

⁵ "Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida." Tiago 1.

  6.9, quase 70, conta redonda, é tempo de refletir sobre escolhas e continuar, para o tempo que falta, contando com a instrução divina.

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