Esmirna
Apresenta reação e recebe promessa de Jesus porque resiste à principal característica que acompanha a igreja, esboçada nos tempos do Novo Testamento, e presente por quase 200 anos seguidos: a perseguição.
"Todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos", afirma Paulo. Característica tão distintiva do evangelho na vida do cristão era a marca da identidade dessa igreja.
Notar que, nesta igreja, resistir a perseguições era autêntico, enquanto que, na anterior, era mais um sinal de presunção. Outra nota que distingue, em oposição, esta igreja da anterior, era sua pobreza. Notar que, consequentemente, sua riqueza era traço de autenticidade.
Não quer dizer que, como costumamos avaliar, toda igreja pequena e pobre é rica, como Esmirna, assim como toda igreja grande e rica é como Éfeso. Nada é assim tão simplista. E nossos olhos devem estar voltados para a nossa igreja. É no exercício de a enxergarmos com as lentes do Espírito é que, eventualmente, poderemos ajudar outros, principalmente pelo exemplo.
Tribulação e provações, em sua variedade, agora é Tiago quem afirma, é motivo de toda a alegria. Mais duas caracteristicas que, pelo que está confirmado em outros trechos da Bíblia, demarcam a identidade inabalável dessa igreja e de qualquer outra.
Um dos princípios do sentido bíblico de igreja é que são corpo de Cristo. Todas e cada uma delas. Como assinala Pedro, somos, cada um de nós, pedras brutas ajustadas pelas mãos e ministério do próprio Jesus, como pelo Senhor, o Espírito, completa Paulo. Isso independe do tamanho, classe social ou latitude.
Definitivamente, os critérios pelos quais cada igreja é avaliada são dados pelas Escrituras. Não são aqueles concedidos pela capacidade humana. Nesse caso, será vício tentar, por critérios puramente racionais e humanos, estabelecer os parâmetros do que a Bíblia define ser igreja de Cristo.
segunda-feira, 10 de julho de 2017
Éfeso
Uma igreja-empresa. Eficientíssima em tudo o que se empenhava em fazer. Falha somente no essencial: no amor, traço distintivo da natureza de Deus em sua comunicação aos homens.
Trata-se de uma igreja que se adaptou ao extremo na satisfação dos requisitos de seus membros, em sua própria vaidade. Olhando para si mesma, ela se autoavalia como excelente, porém ganha zero na avaliação de Jesus.
É tão grave e, ao mesmo tempo, tão imperceptível por ela sua falta, que é a única igreja a ser advertida de que será removida, deixará de ser na verdade, porque já não mais vinha sendo igreja: "moverei do seu lugar o teu candeeiro", diz Jesus.
Características que enchem os olhos da eficiência, mas não definem igreja pelo padrão de Deus: (1) obras e labor intenso; (2) capacidade contínua de permanecer no que faz; (3) desmascarar falsos obreiros e homens fraudulentos; (4) e capacidade de suportar perseguições por causa do nome de Jesus.
O perigo de seguir o (mau) exemplo de Éfeso, uma mega igreja numa mega cidade, é tornar-se uma igreja que se basta a si mesma, assim como ser socialmente bem avaliada, porém reprovada nos critérios e avaliação de Jesus.
O perigo é a igreja perder sua capacidade de atinar com os critérios pelos quais deve autoavaliar-se. Esses critérios são conhecidos e aplicados pelo Espírito, porém levados a efeito pela própria igreja à qual, de uma vez por todas, foi dada a Bíblia como manual. Esse é o conflito permanente daquela que Jesus estabeleceu para "estar no mundo", sem "ser mundo".
Uma igreja-empresa. Eficientíssima em tudo o que se empenhava em fazer. Falha somente no essencial: no amor, traço distintivo da natureza de Deus em sua comunicação aos homens.
Trata-se de uma igreja que se adaptou ao extremo na satisfação dos requisitos de seus membros, em sua própria vaidade. Olhando para si mesma, ela se autoavalia como excelente, porém ganha zero na avaliação de Jesus.
É tão grave e, ao mesmo tempo, tão imperceptível por ela sua falta, que é a única igreja a ser advertida de que será removida, deixará de ser na verdade, porque já não mais vinha sendo igreja: "moverei do seu lugar o teu candeeiro", diz Jesus.
Características que enchem os olhos da eficiência, mas não definem igreja pelo padrão de Deus: (1) obras e labor intenso; (2) capacidade contínua de permanecer no que faz; (3) desmascarar falsos obreiros e homens fraudulentos; (4) e capacidade de suportar perseguições por causa do nome de Jesus.
O perigo de seguir o (mau) exemplo de Éfeso, uma mega igreja numa mega cidade, é tornar-se uma igreja que se basta a si mesma, assim como ser socialmente bem avaliada, porém reprovada nos critérios e avaliação de Jesus.
O perigo é a igreja perder sua capacidade de atinar com os critérios pelos quais deve autoavaliar-se. Esses critérios são conhecidos e aplicados pelo Espírito, porém levados a efeito pela própria igreja à qual, de uma vez por todas, foi dada a Bíblia como manual. Esse é o conflito permanente daquela que Jesus estabeleceu para "estar no mundo", sem "ser mundo".
Cartas às Igrejas
Como se fossem cartas circulares. Mas não no sentido de dizer o mesmo a todas. Ao contrário, específicas a cada uma.
Provinham do Senhor da igreja, aquele que caminha entre os candelabros e tem eu Suas mãos seus pastores. Em cada carta, a assinatura sempre se reporta às características anotadas na visão inicial.
E obedecem a uma estrutura bem definida: introdução, indicando Jesus como emissário, a partir de características dEle já explicitadas. Descrição do que Ele conhece sobre cada igreja, com solene palavra de avaliação, incluindo pontos fortes e/ou fracos de cada uma. E advertência final que ouçam sempre o Espírito, guardião a quem foi entregue os cuidados com as igrejas, seguida da específica promessa de bênção ao vencedor.
Variam, então, os tipos de um circuito de 7 cidades, próximas à costa do que hoje é a Turquia, Ásia Menor nos tempos do Novo Testamento. Éfeso, a maior delas, e em seu circuito as demais.
Destacadas as exigências, bênçãos e advertências de Jesus, elas representam as igrejas de todas as épocas e os detalhes da análise feita indicam que sempre, todas e cada igreja devem atentar para o que o Espírito tem a dizer.
Em nossos dias o Espírito fala. E fala pela Bíblia, como Jesus menciona, quando caracteriza Seu (do Espírito) ministério. Cada igreja hoje pode ouvir Sua voz, empenhada em sua avaliação. Essa é mensagem geral das cartas às igrejas.
E no caso da leitura atenta de seu conteúdo, destacam-se lições sobre (1) o modo específico do cuidado de Jesus; (2) o modo como a igreja influi ou deixa de influir em seu contexto imediato; (3) o certo e o errado, quanto às doutrinas em redor e o preparo devido de seus ministros.
Quem tem ouvidos para ouvir, ouça o que o Espírito diz a cada igreja. As cartas do Apocalipse são um manual de como ouvir.
Como se fossem cartas circulares. Mas não no sentido de dizer o mesmo a todas. Ao contrário, específicas a cada uma.
Provinham do Senhor da igreja, aquele que caminha entre os candelabros e tem eu Suas mãos seus pastores. Em cada carta, a assinatura sempre se reporta às características anotadas na visão inicial.
E obedecem a uma estrutura bem definida: introdução, indicando Jesus como emissário, a partir de características dEle já explicitadas. Descrição do que Ele conhece sobre cada igreja, com solene palavra de avaliação, incluindo pontos fortes e/ou fracos de cada uma. E advertência final que ouçam sempre o Espírito, guardião a quem foi entregue os cuidados com as igrejas, seguida da específica promessa de bênção ao vencedor.
Variam, então, os tipos de um circuito de 7 cidades, próximas à costa do que hoje é a Turquia, Ásia Menor nos tempos do Novo Testamento. Éfeso, a maior delas, e em seu circuito as demais.
Destacadas as exigências, bênçãos e advertências de Jesus, elas representam as igrejas de todas as épocas e os detalhes da análise feita indicam que sempre, todas e cada igreja devem atentar para o que o Espírito tem a dizer.
Em nossos dias o Espírito fala. E fala pela Bíblia, como Jesus menciona, quando caracteriza Seu (do Espírito) ministério. Cada igreja hoje pode ouvir Sua voz, empenhada em sua avaliação. Essa é mensagem geral das cartas às igrejas.
E no caso da leitura atenta de seu conteúdo, destacam-se lições sobre (1) o modo específico do cuidado de Jesus; (2) o modo como a igreja influi ou deixa de influir em seu contexto imediato; (3) o certo e o errado, quanto às doutrinas em redor e o preparo devido de seus ministros.
Quem tem ouvidos para ouvir, ouça o que o Espírito diz a cada igreja. As cartas do Apocalipse são um manual de como ouvir.
Uma das coisas que costumam confundir o leitor do Apocalipse é sua tentativa de tornar literal o que vem lendo. Por exemplo, tenta imaginar, na visão inicial de João, a pessoa de Cristo descrita.
Tudo bem com veste branca, de linho, com um cinto de ouro. Chique e sofisticado, no último. Mas agora, imaginar a pessoa dentro, vai ficar medonho. Olhos que projetam chama, como um maçarico permanente.
Vá somando uma cabeleira branquíssima, pés de bronze e, para terminar, ao contrário do engolidor de espadas circense, no caso do Jesus que João vê, sai uma espada afiada, de dois gumes, da boca.
Pois é para imaginar a cena descrita, mas Jesus, ali, não é literal. O que João vê e associar é uma imagem que simboliza atributos que, verdadeiramente, pertencem a Jesus.
Que ainda transita por entre candelabros e segura estrelas em suas mãos. O que aprendemos é que Jesus, agora o Jesus real, tem livre trânsito entre Suas igrejas e segura por suas mãos seus pastores.
A palavra que sai de Sua boca é precisa, Seus olhos tudo veem, Seus pés são firme fundamento e alicerce, Sua roupa, como simbolizada nas vestes sacerdotais do AT, no caso dEle, indicam sacerdócio real, único perfeito e permanente.
Está pronto o cenário das revelações que virão. Toda a autoridade do que segue, provém da Pessoa aqui indicada, nada mais, nada menos do que o próprio Jesus. Essas imagens, a partir de agora, "coladas" a Jesus, eram bem fáceis de ser assimiladas pelos leitores originais.
Mais do que leitores, pois muitos deles, talvez quase a totalidade não lia o grego, enxergavam as imagens que lhes deixavam no imaginário uma impressão bem clara da mensagem que João desejava transmitir e da Pessoa, fonte precípua de toda a... revelação, ou seja, de todo o Apocalipse.
Tudo bem com veste branca, de linho, com um cinto de ouro. Chique e sofisticado, no último. Mas agora, imaginar a pessoa dentro, vai ficar medonho. Olhos que projetam chama, como um maçarico permanente.
Vá somando uma cabeleira branquíssima, pés de bronze e, para terminar, ao contrário do engolidor de espadas circense, no caso do Jesus que João vê, sai uma espada afiada, de dois gumes, da boca.
Pois é para imaginar a cena descrita, mas Jesus, ali, não é literal. O que João vê e associar é uma imagem que simboliza atributos que, verdadeiramente, pertencem a Jesus.
Que ainda transita por entre candelabros e segura estrelas em suas mãos. O que aprendemos é que Jesus, agora o Jesus real, tem livre trânsito entre Suas igrejas e segura por suas mãos seus pastores.
A palavra que sai de Sua boca é precisa, Seus olhos tudo veem, Seus pés são firme fundamento e alicerce, Sua roupa, como simbolizada nas vestes sacerdotais do AT, no caso dEle, indicam sacerdócio real, único perfeito e permanente.
Está pronto o cenário das revelações que virão. Toda a autoridade do que segue, provém da Pessoa aqui indicada, nada mais, nada menos do que o próprio Jesus. Essas imagens, a partir de agora, "coladas" a Jesus, eram bem fáceis de ser assimiladas pelos leitores originais.
Mais do que leitores, pois muitos deles, talvez quase a totalidade não lia o grego, enxergavam as imagens que lhes deixavam no imaginário uma impressão bem clara da mensagem que João desejava transmitir e da Pessoa, fonte precípua de toda a... revelação, ou seja, de todo o Apocalipse.
Apocalipse Now
Nome de um famoso filme sobre a presença americana no Vietnam. Acertaram, sem querer, o sentido do livro. Sim, porque, querendo dizer que aquela guerra foi antessala do apocalipse profetizado, indicaram uma característica permanente do autor do livro: Apocalipse é sempre agora.
João Apóstolo assumiu o gênero apocalíptico, inaugurado com Ezequiel e Daniel, porque desejava indicar que é necessário, permanetemente, alertar para a realidade de um apocalipse iminente.
Trata-se de um gênero textual de impacto, em função das cenas descritas. Criaturas horrendas e fantásticas, visões celestiais e narrativas de ferrenhas batalhas mexem com o imaginário do leitor.
O livro é um grande cenário teatral, abarcando como tema a cena final da história. Tem tudo que uma peça teatral reúne como elementos que a compõe: dedicatória às igrejas, abertura, com a grande cena celestial, suspense inicial, que desencadeia a ação, grandes conflitos que antecipam o clímax e, por fim, o desfecho final.
Na verdade, "apocalipse", a primeira palavra do livro, significa "revelação", que João aponta como recebida por meio do anjo que, por sua vez, recebeu de Jesus, que recebeu de Deus. É que a essa palavra, por causa mesmo do jeitão do livro, foram associadas as ideias de "fim do mundo", "criaturas horrendas", como as bestas e dragões, e o "medo do texto", ao qual muitas pessoas aludem.
Mas uma visão de conjunto, uma leitura com método, a compreensão de sua linguagem e o entendimento de sua simbologia, proporcionam uma ideia geral da estratégia inteligente utilizada pelo autor, no uso desse gênero, de modo a gravar uma imagem permanente de advertência, quanto aos fatos e profecias que antecedem e anunciam o fim dos tempos.
Nome de um famoso filme sobre a presença americana no Vietnam. Acertaram, sem querer, o sentido do livro. Sim, porque, querendo dizer que aquela guerra foi antessala do apocalipse profetizado, indicaram uma característica permanente do autor do livro: Apocalipse é sempre agora.
João Apóstolo assumiu o gênero apocalíptico, inaugurado com Ezequiel e Daniel, porque desejava indicar que é necessário, permanetemente, alertar para a realidade de um apocalipse iminente.
Trata-se de um gênero textual de impacto, em função das cenas descritas. Criaturas horrendas e fantásticas, visões celestiais e narrativas de ferrenhas batalhas mexem com o imaginário do leitor.
O livro é um grande cenário teatral, abarcando como tema a cena final da história. Tem tudo que uma peça teatral reúne como elementos que a compõe: dedicatória às igrejas, abertura, com a grande cena celestial, suspense inicial, que desencadeia a ação, grandes conflitos que antecipam o clímax e, por fim, o desfecho final.
Na verdade, "apocalipse", a primeira palavra do livro, significa "revelação", que João aponta como recebida por meio do anjo que, por sua vez, recebeu de Jesus, que recebeu de Deus. É que a essa palavra, por causa mesmo do jeitão do livro, foram associadas as ideias de "fim do mundo", "criaturas horrendas", como as bestas e dragões, e o "medo do texto", ao qual muitas pessoas aludem.
Mas uma visão de conjunto, uma leitura com método, a compreensão de sua linguagem e o entendimento de sua simbologia, proporcionam uma ideia geral da estratégia inteligente utilizada pelo autor, no uso desse gênero, de modo a gravar uma imagem permanente de advertência, quanto aos fatos e profecias que antecedem e anunciam o fim dos tempos.
Ora, a visão de Ezequiel. Uma vez comentada sua especificidade, comparada a que nos diz respeito, presa ao modo e visto como Deus se revela, individualmente.
Avistou um revolver de nuvens que procediam do norte, a princípio típica de uma concentração de cumulus nimbus, porém progressivamente mais horrenda do que o aspecto daquelas. Muito mais do que isso.
Assomava-se. Vinha em sua direção. Não era somente ameaça de uma segura tempestade, porque aquela concentração tinha algo específico a revelar ao profeta.
Houve um limiar, um limite, uma fronteira na percepção dele, desde que considerasse ser apenas um acúmulo corriqueiro, porém estranho, de nuvens, para, na verdade, torná-lo consciente de que não era rotina.
Como Elias, em conflito pessoal com sua própria vocação, deprimido e fugindo de Deus, no interior da caverna, não sabia discernir se Deus estava no temporal, nos raios que caíam ou no terremoto. Em nenhum deles. Deus sempre está.
Como nós, que tentamos discernir as circunstâncias do viver, perguntando como pode? Onde Deus está, que não impõe limites e põe freios à maldade. Querendo deterninar os modos de Deus, quando nem os nossos nem os dos outros determinamos.
O ser humano não é dono de
nenhuma coerência. Mas deseja determinar, para Deus, uma teologia. Ezequiel, junto aos exilados, perguntava como e por quê? Eles perderam, a um só tempo, sua terra, seu rei, sua liberdade. Caiu, a um só tempo, o trono, o templo, foi-se a terra, só ficou o Livro.
A única saída era enxergar, afinal, onde está a glória de Deus, aviltada na aposta feita, nessa aliança suicida com um povo rebelde. Ezequiel, de cara, a enxergava.
Deus diria a ele, em meio à própria relutância do profeta: esse povo rebelde, ouvindo ou deixando de ouvir, saberão que, no meio deles, esteve um profeta. Como está em Amós, nada essencial Deus faz sem que comunique isso ao profeta.
Avistou um revolver de nuvens que procediam do norte, a princípio típica de uma concentração de cumulus nimbus, porém progressivamente mais horrenda do que o aspecto daquelas. Muito mais do que isso.
Assomava-se. Vinha em sua direção. Não era somente ameaça de uma segura tempestade, porque aquela concentração tinha algo específico a revelar ao profeta.
Houve um limiar, um limite, uma fronteira na percepção dele, desde que considerasse ser apenas um acúmulo corriqueiro, porém estranho, de nuvens, para, na verdade, torná-lo consciente de que não era rotina.
Como Elias, em conflito pessoal com sua própria vocação, deprimido e fugindo de Deus, no interior da caverna, não sabia discernir se Deus estava no temporal, nos raios que caíam ou no terremoto. Em nenhum deles. Deus sempre está.
Como nós, que tentamos discernir as circunstâncias do viver, perguntando como pode? Onde Deus está, que não impõe limites e põe freios à maldade. Querendo deterninar os modos de Deus, quando nem os nossos nem os dos outros determinamos.
O ser humano não é dono de
nenhuma coerência. Mas deseja determinar, para Deus, uma teologia. Ezequiel, junto aos exilados, perguntava como e por quê? Eles perderam, a um só tempo, sua terra, seu rei, sua liberdade. Caiu, a um só tempo, o trono, o templo, foi-se a terra, só ficou o Livro.
A única saída era enxergar, afinal, onde está a glória de Deus, aviltada na aposta feita, nessa aliança suicida com um povo rebelde. Ezequiel, de cara, a enxergava.
Deus diria a ele, em meio à própria relutância do profeta: esse povo rebelde, ouvindo ou deixando de ouvir, saberão que, no meio deles, esteve um profeta. Como está em Amós, nada essencial Deus faz sem que comunique isso ao profeta.
sexta-feira, 7 de julho de 2017
Escrevendo sobre Ezequiel.
Começa mirabolante o livro que toma seu nome. Visão em CinemaScope colorida. Esta é a mãe das técnicas modernas de filmagem, surgida em minha geração.
Ezequiel viu a gloria de Deus, como este escolheu manifestar-se a ele. Sim, porque é da soberania de Deus a escolha do modo como vai, individualmente, manifestar-se.
Por exemplo, o caso de Paulo que, literalmente caiu (se, na verdade foi esse o transporte) do cavalo. Ou como no caso de André e João, cujo xará, denomindo Batista, apontou, num jeito meio grosso: "Eis o Cordeiro de Deus".
Ezequiel, assentado entre os exilados, à margem do rio Quebar, amargava-lhes, entre outras coisas, o ódio expresso no Salmo 137. Um anônimo não teve escrúpulos em registrar tal emoção.
Também, como destacou o pastor Manoel Porto Filho, aquele povo indignava-se com o pedido de seus algozes babilônios que desejavam ouvir-lhes a já internacional e famosa música.
Mas como, diziam, cantar no cativeiro. Especificamente, disse Porto Filho, é o lugar mais próprio de se cantar. Muito provavelmente Ezequiel lhes seguia o mesmo estado de ânimo.
E nós, sentados em meio à nossa própria realidade, exilados nela, também não divisamos muito otimismo. Resta-nos divisar a glória de Deus.
Muito provavelmente, não em CinemaScope. Outro anônimo, o autor de Hebreus, indica que a experiência atual é muito mais próxima da face de Deus. Se assim não divisamos, é por outro tipo de cegueira.
Talvez pela prática equivocada de não olhar para o rosto do outro. Ver, no rosto do outro, expressão da face de Deus. Isaías diz que não devemos nos esconder do nosso semelhante. Para Deus, não há outro modo de olhar, senão cara a cara.
Passeando no jardim, pela viração do dia, buscava olhar o casal cara a cara. Nós, que já enxergamos Deus, em Sua glória, devemos encarar o outro, qualquer outro, cara a cara, refletindo a glória de Deus por nosso rosto.
Paulo a isso se refere, quando diz "somos transformados, de glória em glória, como pelo Senhor, em nós o Espírito".
Começa mirabolante o livro que toma seu nome. Visão em CinemaScope colorida. Esta é a mãe das técnicas modernas de filmagem, surgida em minha geração.
Ezequiel viu a gloria de Deus, como este escolheu manifestar-se a ele. Sim, porque é da soberania de Deus a escolha do modo como vai, individualmente, manifestar-se.
Por exemplo, o caso de Paulo que, literalmente caiu (se, na verdade foi esse o transporte) do cavalo. Ou como no caso de André e João, cujo xará, denomindo Batista, apontou, num jeito meio grosso: "Eis o Cordeiro de Deus".
Ezequiel, assentado entre os exilados, à margem do rio Quebar, amargava-lhes, entre outras coisas, o ódio expresso no Salmo 137. Um anônimo não teve escrúpulos em registrar tal emoção.
Também, como destacou o pastor Manoel Porto Filho, aquele povo indignava-se com o pedido de seus algozes babilônios que desejavam ouvir-lhes a já internacional e famosa música.
Mas como, diziam, cantar no cativeiro. Especificamente, disse Porto Filho, é o lugar mais próprio de se cantar. Muito provavelmente Ezequiel lhes seguia o mesmo estado de ânimo.
E nós, sentados em meio à nossa própria realidade, exilados nela, também não divisamos muito otimismo. Resta-nos divisar a glória de Deus.
Muito provavelmente, não em CinemaScope. Outro anônimo, o autor de Hebreus, indica que a experiência atual é muito mais próxima da face de Deus. Se assim não divisamos, é por outro tipo de cegueira.
Talvez pela prática equivocada de não olhar para o rosto do outro. Ver, no rosto do outro, expressão da face de Deus. Isaías diz que não devemos nos esconder do nosso semelhante. Para Deus, não há outro modo de olhar, senão cara a cara.
Passeando no jardim, pela viração do dia, buscava olhar o casal cara a cara. Nós, que já enxergamos Deus, em Sua glória, devemos encarar o outro, qualquer outro, cara a cara, refletindo a glória de Deus por nosso rosto.
Paulo a isso se refere, quando diz "somos transformados, de glória em glória, como pelo Senhor, em nós o Espírito".
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