Sardes
O que se pode dizer como um paciente terminal. Mas havia vida e gérmen de resistência no seio dessa igreja. O mesmo remédio que podia salvar Éfeso, arrependimento, é sugerido por Jesus a esses crentes.
Uma igreja que vivia de aparência: nome, vistoso, de vivo mas a realidade era o inverso. Obras não somam para a salvação, mas quando autênticas, são indicador de fé verdadeira. As que a igreja praticava, eram sintoma indicativo de seu estado terminal.
Paulo Apóstolo diz aos tessalonicenses que nenhuma igreja e crentes sadios serão apanhados desprevenidos quando da súbita chegada de Cristo em sua segunda vinda. Mas os desta igreja haviam perdido sua identidade e seriam surpreendidos como qualquer incrédulo.
Jesus adverte que qualquer igreja esteja atenta para o que recebeu e ouviu como, de novo, Paulo falou aos coríntios: o que tenho recebido e ouvido vos tenho transmitido. Quem tem ouvidos para ouvir...
O padrão de avaliação para esta igreja está relacionado aos dois modos de abordar fé e obras: Tiago o fez com aproximação pelas obras autênticas, para chegar à fé verdadeira; Paulo fez aproximação pela fé verdadeira, para que, decorrência natural, sugissem suas obras, vistosas e perfeitas, aos olhos de Jesus.
Um restante não se havia contaminado. Sua marca diferencial eram vestes brancas de um sacerdócio real, como agora é Pedro Apóstolo que destaca. Uma contaminação da fé não permite que verdadeiras obras, de um sacerdócio real que agrada a Jesus, apareçam.
Como observou Paulo a Timóteo, uma fé sem fingimento, que o jovem pastor trazia consigo, herança de duas mulheres que o precederam, permite discernimento para que nenhum contágio contamine a vida da igreja.
terça-feira, 11 de julho de 2017
Tiatira
Parecem os tessalonicenses do tempo de Paulo Apóstolo, indicados como quem tinha amor abnegado, fé operosa e firme esperança. Esses crentes enfileiravam amor, fé, serviço, perseverança e boas obras, todos os indicadores de uma igreja viva e operante.
Mas lhes faltava iniciativa para pôr freio a uma falsa profetisa que, por similaridade, como no caso pregresso de Balaão, aqui foi chamada Jezabel, heroica ao inverso no Antigo Testamento.
Essa mulher granjeou fama e fez escola, muito provavelmente liderando uma turma que, além de preservar consigo elementos de sua religião pagã anterior, certamente não eram verdadeiramente convertidos, por ainda também conservar, entre si, práticas mundanas.
Mesmo assim ganham tempo para que se arrependam o que, segundo a Bíblia, significa ser induzido por uma "tristeza segundo Deus" a qual, certamente, conduz ao verdadeiro arrependimento que produz salvação.
Jesus vai interferir de modo a deixar claro para as demais igrejas, já que cada uma serve como parâmetro a todas as outras, de que pode prostrar todos os seguidores dessa falsa "pastora".
Muitas vezes, como nessa igreja, outras mais fogem do confronto com más lideranças que surgem em seu meio, preferindo um ajuste político de "boa vizinhança". A principal desculpa é tolerar desvios de conduta, para não perder "ovelhas". Vivemos um tempo em que quantidade e não qualidade conta muito.
Jesus exige confronto com a verdade, e não confronto por força ou violência, contrário ao Espírito, como diz Zacarias, profeta. Essa mulher havia conquistado espaço de ensino, sedução e prática em meio aos irmãos.
Não por ser, precipuamente, mulher, o que até era inusual para a época. Porém por ser liderança negativa que, deixada por sua própria conta, comprometia uma parcela acentuada de um grupo em tudo enriquecido por virtudes do evangelho, porém acovardado diante da relevância às avessas conquistada pela falsa profetisa.
Eles precisavam do mesmo avivamento por que passou Elias, deprimido, intimidado e acovardado em Horebe, onde havia se escondido da Jezabel histórica. Deus o reanimou, trazendo-o de volta ao contexto de sua vocação. Jesus coloca essa igreja diante desse mesmo incentivo, por meio de uma grave advertência.
Parecem os tessalonicenses do tempo de Paulo Apóstolo, indicados como quem tinha amor abnegado, fé operosa e firme esperança. Esses crentes enfileiravam amor, fé, serviço, perseverança e boas obras, todos os indicadores de uma igreja viva e operante.
Mas lhes faltava iniciativa para pôr freio a uma falsa profetisa que, por similaridade, como no caso pregresso de Balaão, aqui foi chamada Jezabel, heroica ao inverso no Antigo Testamento.
Essa mulher granjeou fama e fez escola, muito provavelmente liderando uma turma que, além de preservar consigo elementos de sua religião pagã anterior, certamente não eram verdadeiramente convertidos, por ainda também conservar, entre si, práticas mundanas.
Mesmo assim ganham tempo para que se arrependam o que, segundo a Bíblia, significa ser induzido por uma "tristeza segundo Deus" a qual, certamente, conduz ao verdadeiro arrependimento que produz salvação.
Jesus vai interferir de modo a deixar claro para as demais igrejas, já que cada uma serve como parâmetro a todas as outras, de que pode prostrar todos os seguidores dessa falsa "pastora".
Muitas vezes, como nessa igreja, outras mais fogem do confronto com más lideranças que surgem em seu meio, preferindo um ajuste político de "boa vizinhança". A principal desculpa é tolerar desvios de conduta, para não perder "ovelhas". Vivemos um tempo em que quantidade e não qualidade conta muito.
Jesus exige confronto com a verdade, e não confronto por força ou violência, contrário ao Espírito, como diz Zacarias, profeta. Essa mulher havia conquistado espaço de ensino, sedução e prática em meio aos irmãos.
Não por ser, precipuamente, mulher, o que até era inusual para a época. Porém por ser liderança negativa que, deixada por sua própria conta, comprometia uma parcela acentuada de um grupo em tudo enriquecido por virtudes do evangelho, porém acovardado diante da relevância às avessas conquistada pela falsa profetisa.
Eles precisavam do mesmo avivamento por que passou Elias, deprimido, intimidado e acovardado em Horebe, onde havia se escondido da Jezabel histórica. Deus o reanimou, trazendo-o de volta ao contexto de sua vocação. Jesus coloca essa igreja diante desse mesmo incentivo, por meio de uma grave advertência.
Pérgamo
Uma igreja que fazia concessões. Agir desse modo descaracteriza, torna-se perda de identidade. Que tipo de concessão, hoje, individual ou coletivamente igrejas estão se permitindo fazer?
Neste caso, são mencionadas doutrinas danosas no seio dessa igreja, que competiam com o que Paulo Apóstolo denomina "sã doutrina". Talvez contaminação por religiões de mistério, tão comuns na sociedade da época, aqui caracterizadas pelo estilo Balaão de se deixar corromper por interesses escusos. O fato era que Jesus estava contra tais práticas.
Reconhecidamente, não era fácil o contexto social daqueles irmãos, caracterizada a cidade como "onde está o trono de satanás", muito provavelmente, entre outras, a religião oficial do culto ao Imperador de Roma, obrigatória, fascinante e tremendamente influenciadora.
Mas essa pressão de fora para dentro da igreja não era justificativa para que ainda outro grupo distintivo, pouco identificado, dos nicolaítas, fosse tolerado, ao lado do anterior, uma segunda falsa doutrina acolhida clandestinamente, de influência negativa entre os irmãos. Revelava simpatia pelo que é "vã filosofia", despreparo e covardia para dizer não, provavelmente a gente influente dentro da igreja.
Os aspectos positivos dessa igreja não compensavam a indiferença com relação aos dois grupos de falsa doutrina, independentemente do grau de relevância que tivessem. E a corrupção interna e pressão sofrida de fora são caracteristicas permanentes de enfrentamento para cada igreja em todas as épocas.
De qualquer modo, o problema de Pérgamo, na visão do Senhor da Igreja, foi posto: doutrinas que contaminavam a saúde que somente a sã doutrina proporciona à igreja, contra as quais o próprio Jesus se colocava impediam, internamente, que tivessem autoridade para fazer frente às pressões de fora para dentro. Traços indicativos que caracterizam o embate atual de qualquer igreja.
Uma igreja que fazia concessões. Agir desse modo descaracteriza, torna-se perda de identidade. Que tipo de concessão, hoje, individual ou coletivamente igrejas estão se permitindo fazer?
Neste caso, são mencionadas doutrinas danosas no seio dessa igreja, que competiam com o que Paulo Apóstolo denomina "sã doutrina". Talvez contaminação por religiões de mistério, tão comuns na sociedade da época, aqui caracterizadas pelo estilo Balaão de se deixar corromper por interesses escusos. O fato era que Jesus estava contra tais práticas.
Reconhecidamente, não era fácil o contexto social daqueles irmãos, caracterizada a cidade como "onde está o trono de satanás", muito provavelmente, entre outras, a religião oficial do culto ao Imperador de Roma, obrigatória, fascinante e tremendamente influenciadora.
Mas essa pressão de fora para dentro da igreja não era justificativa para que ainda outro grupo distintivo, pouco identificado, dos nicolaítas, fosse tolerado, ao lado do anterior, uma segunda falsa doutrina acolhida clandestinamente, de influência negativa entre os irmãos. Revelava simpatia pelo que é "vã filosofia", despreparo e covardia para dizer não, provavelmente a gente influente dentro da igreja.
Os aspectos positivos dessa igreja não compensavam a indiferença com relação aos dois grupos de falsa doutrina, independentemente do grau de relevância que tivessem. E a corrupção interna e pressão sofrida de fora são caracteristicas permanentes de enfrentamento para cada igreja em todas as épocas.
De qualquer modo, o problema de Pérgamo, na visão do Senhor da Igreja, foi posto: doutrinas que contaminavam a saúde que somente a sã doutrina proporciona à igreja, contra as quais o próprio Jesus se colocava impediam, internamente, que tivessem autoridade para fazer frente às pressões de fora para dentro. Traços indicativos que caracterizam o embate atual de qualquer igreja.
segunda-feira, 10 de julho de 2017
Esmirna
Apresenta reação e recebe promessa de Jesus porque resiste à principal característica que acompanha a igreja, esboçada nos tempos do Novo Testamento, e presente por quase 200 anos seguidos: a perseguição.
"Todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos", afirma Paulo. Característica tão distintiva do evangelho na vida do cristão era a marca da identidade dessa igreja.
Notar que, nesta igreja, resistir a perseguições era autêntico, enquanto que, na anterior, era mais um sinal de presunção. Outra nota que distingue, em oposição, esta igreja da anterior, era sua pobreza. Notar que, consequentemente, sua riqueza era traço de autenticidade.
Não quer dizer que, como costumamos avaliar, toda igreja pequena e pobre é rica, como Esmirna, assim como toda igreja grande e rica é como Éfeso. Nada é assim tão simplista. E nossos olhos devem estar voltados para a nossa igreja. É no exercício de a enxergarmos com as lentes do Espírito é que, eventualmente, poderemos ajudar outros, principalmente pelo exemplo.
Tribulação e provações, em sua variedade, agora é Tiago quem afirma, é motivo de toda a alegria. Mais duas caracteristicas que, pelo que está confirmado em outros trechos da Bíblia, demarcam a identidade inabalável dessa igreja e de qualquer outra.
Um dos princípios do sentido bíblico de igreja é que são corpo de Cristo. Todas e cada uma delas. Como assinala Pedro, somos, cada um de nós, pedras brutas ajustadas pelas mãos e ministério do próprio Jesus, como pelo Senhor, o Espírito, completa Paulo. Isso independe do tamanho, classe social ou latitude.
Definitivamente, os critérios pelos quais cada igreja é avaliada são dados pelas Escrituras. Não são aqueles concedidos pela capacidade humana. Nesse caso, será vício tentar, por critérios puramente racionais e humanos, estabelecer os parâmetros do que a Bíblia define ser igreja de Cristo.
Apresenta reação e recebe promessa de Jesus porque resiste à principal característica que acompanha a igreja, esboçada nos tempos do Novo Testamento, e presente por quase 200 anos seguidos: a perseguição.
"Todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos", afirma Paulo. Característica tão distintiva do evangelho na vida do cristão era a marca da identidade dessa igreja.
Notar que, nesta igreja, resistir a perseguições era autêntico, enquanto que, na anterior, era mais um sinal de presunção. Outra nota que distingue, em oposição, esta igreja da anterior, era sua pobreza. Notar que, consequentemente, sua riqueza era traço de autenticidade.
Não quer dizer que, como costumamos avaliar, toda igreja pequena e pobre é rica, como Esmirna, assim como toda igreja grande e rica é como Éfeso. Nada é assim tão simplista. E nossos olhos devem estar voltados para a nossa igreja. É no exercício de a enxergarmos com as lentes do Espírito é que, eventualmente, poderemos ajudar outros, principalmente pelo exemplo.
Tribulação e provações, em sua variedade, agora é Tiago quem afirma, é motivo de toda a alegria. Mais duas caracteristicas que, pelo que está confirmado em outros trechos da Bíblia, demarcam a identidade inabalável dessa igreja e de qualquer outra.
Um dos princípios do sentido bíblico de igreja é que são corpo de Cristo. Todas e cada uma delas. Como assinala Pedro, somos, cada um de nós, pedras brutas ajustadas pelas mãos e ministério do próprio Jesus, como pelo Senhor, o Espírito, completa Paulo. Isso independe do tamanho, classe social ou latitude.
Definitivamente, os critérios pelos quais cada igreja é avaliada são dados pelas Escrituras. Não são aqueles concedidos pela capacidade humana. Nesse caso, será vício tentar, por critérios puramente racionais e humanos, estabelecer os parâmetros do que a Bíblia define ser igreja de Cristo.
Éfeso
Uma igreja-empresa. Eficientíssima em tudo o que se empenhava em fazer. Falha somente no essencial: no amor, traço distintivo da natureza de Deus em sua comunicação aos homens.
Trata-se de uma igreja que se adaptou ao extremo na satisfação dos requisitos de seus membros, em sua própria vaidade. Olhando para si mesma, ela se autoavalia como excelente, porém ganha zero na avaliação de Jesus.
É tão grave e, ao mesmo tempo, tão imperceptível por ela sua falta, que é a única igreja a ser advertida de que será removida, deixará de ser na verdade, porque já não mais vinha sendo igreja: "moverei do seu lugar o teu candeeiro", diz Jesus.
Características que enchem os olhos da eficiência, mas não definem igreja pelo padrão de Deus: (1) obras e labor intenso; (2) capacidade contínua de permanecer no que faz; (3) desmascarar falsos obreiros e homens fraudulentos; (4) e capacidade de suportar perseguições por causa do nome de Jesus.
O perigo de seguir o (mau) exemplo de Éfeso, uma mega igreja numa mega cidade, é tornar-se uma igreja que se basta a si mesma, assim como ser socialmente bem avaliada, porém reprovada nos critérios e avaliação de Jesus.
O perigo é a igreja perder sua capacidade de atinar com os critérios pelos quais deve autoavaliar-se. Esses critérios são conhecidos e aplicados pelo Espírito, porém levados a efeito pela própria igreja à qual, de uma vez por todas, foi dada a Bíblia como manual. Esse é o conflito permanente daquela que Jesus estabeleceu para "estar no mundo", sem "ser mundo".
Uma igreja-empresa. Eficientíssima em tudo o que se empenhava em fazer. Falha somente no essencial: no amor, traço distintivo da natureza de Deus em sua comunicação aos homens.
Trata-se de uma igreja que se adaptou ao extremo na satisfação dos requisitos de seus membros, em sua própria vaidade. Olhando para si mesma, ela se autoavalia como excelente, porém ganha zero na avaliação de Jesus.
É tão grave e, ao mesmo tempo, tão imperceptível por ela sua falta, que é a única igreja a ser advertida de que será removida, deixará de ser na verdade, porque já não mais vinha sendo igreja: "moverei do seu lugar o teu candeeiro", diz Jesus.
Características que enchem os olhos da eficiência, mas não definem igreja pelo padrão de Deus: (1) obras e labor intenso; (2) capacidade contínua de permanecer no que faz; (3) desmascarar falsos obreiros e homens fraudulentos; (4) e capacidade de suportar perseguições por causa do nome de Jesus.
O perigo de seguir o (mau) exemplo de Éfeso, uma mega igreja numa mega cidade, é tornar-se uma igreja que se basta a si mesma, assim como ser socialmente bem avaliada, porém reprovada nos critérios e avaliação de Jesus.
O perigo é a igreja perder sua capacidade de atinar com os critérios pelos quais deve autoavaliar-se. Esses critérios são conhecidos e aplicados pelo Espírito, porém levados a efeito pela própria igreja à qual, de uma vez por todas, foi dada a Bíblia como manual. Esse é o conflito permanente daquela que Jesus estabeleceu para "estar no mundo", sem "ser mundo".
Cartas às Igrejas
Como se fossem cartas circulares. Mas não no sentido de dizer o mesmo a todas. Ao contrário, específicas a cada uma.
Provinham do Senhor da igreja, aquele que caminha entre os candelabros e tem eu Suas mãos seus pastores. Em cada carta, a assinatura sempre se reporta às características anotadas na visão inicial.
E obedecem a uma estrutura bem definida: introdução, indicando Jesus como emissário, a partir de características dEle já explicitadas. Descrição do que Ele conhece sobre cada igreja, com solene palavra de avaliação, incluindo pontos fortes e/ou fracos de cada uma. E advertência final que ouçam sempre o Espírito, guardião a quem foi entregue os cuidados com as igrejas, seguida da específica promessa de bênção ao vencedor.
Variam, então, os tipos de um circuito de 7 cidades, próximas à costa do que hoje é a Turquia, Ásia Menor nos tempos do Novo Testamento. Éfeso, a maior delas, e em seu circuito as demais.
Destacadas as exigências, bênçãos e advertências de Jesus, elas representam as igrejas de todas as épocas e os detalhes da análise feita indicam que sempre, todas e cada igreja devem atentar para o que o Espírito tem a dizer.
Em nossos dias o Espírito fala. E fala pela Bíblia, como Jesus menciona, quando caracteriza Seu (do Espírito) ministério. Cada igreja hoje pode ouvir Sua voz, empenhada em sua avaliação. Essa é mensagem geral das cartas às igrejas.
E no caso da leitura atenta de seu conteúdo, destacam-se lições sobre (1) o modo específico do cuidado de Jesus; (2) o modo como a igreja influi ou deixa de influir em seu contexto imediato; (3) o certo e o errado, quanto às doutrinas em redor e o preparo devido de seus ministros.
Quem tem ouvidos para ouvir, ouça o que o Espírito diz a cada igreja. As cartas do Apocalipse são um manual de como ouvir.
Como se fossem cartas circulares. Mas não no sentido de dizer o mesmo a todas. Ao contrário, específicas a cada uma.
Provinham do Senhor da igreja, aquele que caminha entre os candelabros e tem eu Suas mãos seus pastores. Em cada carta, a assinatura sempre se reporta às características anotadas na visão inicial.
E obedecem a uma estrutura bem definida: introdução, indicando Jesus como emissário, a partir de características dEle já explicitadas. Descrição do que Ele conhece sobre cada igreja, com solene palavra de avaliação, incluindo pontos fortes e/ou fracos de cada uma. E advertência final que ouçam sempre o Espírito, guardião a quem foi entregue os cuidados com as igrejas, seguida da específica promessa de bênção ao vencedor.
Variam, então, os tipos de um circuito de 7 cidades, próximas à costa do que hoje é a Turquia, Ásia Menor nos tempos do Novo Testamento. Éfeso, a maior delas, e em seu circuito as demais.
Destacadas as exigências, bênçãos e advertências de Jesus, elas representam as igrejas de todas as épocas e os detalhes da análise feita indicam que sempre, todas e cada igreja devem atentar para o que o Espírito tem a dizer.
Em nossos dias o Espírito fala. E fala pela Bíblia, como Jesus menciona, quando caracteriza Seu (do Espírito) ministério. Cada igreja hoje pode ouvir Sua voz, empenhada em sua avaliação. Essa é mensagem geral das cartas às igrejas.
E no caso da leitura atenta de seu conteúdo, destacam-se lições sobre (1) o modo específico do cuidado de Jesus; (2) o modo como a igreja influi ou deixa de influir em seu contexto imediato; (3) o certo e o errado, quanto às doutrinas em redor e o preparo devido de seus ministros.
Quem tem ouvidos para ouvir, ouça o que o Espírito diz a cada igreja. As cartas do Apocalipse são um manual de como ouvir.
Uma das coisas que costumam confundir o leitor do Apocalipse é sua tentativa de tornar literal o que vem lendo. Por exemplo, tenta imaginar, na visão inicial de João, a pessoa de Cristo descrita.
Tudo bem com veste branca, de linho, com um cinto de ouro. Chique e sofisticado, no último. Mas agora, imaginar a pessoa dentro, vai ficar medonho. Olhos que projetam chama, como um maçarico permanente.
Vá somando uma cabeleira branquíssima, pés de bronze e, para terminar, ao contrário do engolidor de espadas circense, no caso do Jesus que João vê, sai uma espada afiada, de dois gumes, da boca.
Pois é para imaginar a cena descrita, mas Jesus, ali, não é literal. O que João vê e associar é uma imagem que simboliza atributos que, verdadeiramente, pertencem a Jesus.
Que ainda transita por entre candelabros e segura estrelas em suas mãos. O que aprendemos é que Jesus, agora o Jesus real, tem livre trânsito entre Suas igrejas e segura por suas mãos seus pastores.
A palavra que sai de Sua boca é precisa, Seus olhos tudo veem, Seus pés são firme fundamento e alicerce, Sua roupa, como simbolizada nas vestes sacerdotais do AT, no caso dEle, indicam sacerdócio real, único perfeito e permanente.
Está pronto o cenário das revelações que virão. Toda a autoridade do que segue, provém da Pessoa aqui indicada, nada mais, nada menos do que o próprio Jesus. Essas imagens, a partir de agora, "coladas" a Jesus, eram bem fáceis de ser assimiladas pelos leitores originais.
Mais do que leitores, pois muitos deles, talvez quase a totalidade não lia o grego, enxergavam as imagens que lhes deixavam no imaginário uma impressão bem clara da mensagem que João desejava transmitir e da Pessoa, fonte precípua de toda a... revelação, ou seja, de todo o Apocalipse.
Tudo bem com veste branca, de linho, com um cinto de ouro. Chique e sofisticado, no último. Mas agora, imaginar a pessoa dentro, vai ficar medonho. Olhos que projetam chama, como um maçarico permanente.
Vá somando uma cabeleira branquíssima, pés de bronze e, para terminar, ao contrário do engolidor de espadas circense, no caso do Jesus que João vê, sai uma espada afiada, de dois gumes, da boca.
Pois é para imaginar a cena descrita, mas Jesus, ali, não é literal. O que João vê e associar é uma imagem que simboliza atributos que, verdadeiramente, pertencem a Jesus.
Que ainda transita por entre candelabros e segura estrelas em suas mãos. O que aprendemos é que Jesus, agora o Jesus real, tem livre trânsito entre Suas igrejas e segura por suas mãos seus pastores.
A palavra que sai de Sua boca é precisa, Seus olhos tudo veem, Seus pés são firme fundamento e alicerce, Sua roupa, como simbolizada nas vestes sacerdotais do AT, no caso dEle, indicam sacerdócio real, único perfeito e permanente.
Está pronto o cenário das revelações que virão. Toda a autoridade do que segue, provém da Pessoa aqui indicada, nada mais, nada menos do que o próprio Jesus. Essas imagens, a partir de agora, "coladas" a Jesus, eram bem fáceis de ser assimiladas pelos leitores originais.
Mais do que leitores, pois muitos deles, talvez quase a totalidade não lia o grego, enxergavam as imagens que lhes deixavam no imaginário uma impressão bem clara da mensagem que João desejava transmitir e da Pessoa, fonte precípua de toda a... revelação, ou seja, de todo o Apocalipse.
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