segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Pastoral 1

       Evangelho

       Neste primeiro domingo do ano usamos Gálatas para falar sobre evangelho, tanto pela manhã, na chácara, com as crianças, quanto no culto à noite.

     O objetivo foi demonstrar a simplicidade do evangelho. A objetividade do evangelho. E como está fundamentado na pessoa de Jesus.

     Citamos 1 Coríntios 15, para dizer como Paulo adverte aqueles crentes que desejava (1) lembrar o evangelho que lhes anunciou, (2) pelo qual seriam salvos, (3) se retivessem a palavra como lhes foi entregue.

      E aos Gálatas, destacamos para as crianças e também à noite, que Paulo estava admirado de que tão depressa se deixassem levar por outras ideias que não eram um "novo evangelho" (que não existe), mas era perturbação alheia.

     Precisamos ter em mente o evangelho. Precisamos conhecer e testemunhar do evangelho. Precisamos pregar o evangelho.

   Cantamos com as crianças um cântico que diz: "Por mim morreu Jesus... Por mim ressuscitou... Um dia voltará". Nesse texto aos Coríntios, acima citado, Paulo diz que evangelho é que Jesus morreu pelos nossos pecados.

     Mas ressuscitou. E o poder que Deus exerceu em Jesus ressuscitando-o, é o mesmo que exerceu em nós salvando-nos. A Bíblia diz que a nossa vida é "novidade de vida".

      Veja isso em Romanos 6,1-4. E também citamos Hebreus 6, a partir do versículo 13: leia até encontrar o trecho que diz que Jesus é a "âncora da nossa alma".

    Irmão, tenha segurança em Jesus. Ele é o Autor e Consumador da nossa fé. Quer dizer que projetou fé, mas não deixou só no projeto: subiu à cruz e consumou, em sua morte e ressureição.

     Creia nisto. Viva assim. Testemunhe com atitudes. Pregue com autoridade. Viva o evangelho a cada dia de 2019. Use sua Bíblia para conhecê-lo, cada vez mais, e anunciá-lo.

        As pessoas confundem religião com evangelho. O evangelho é simples, direto e garantido. As religiões burocratizam, quer dizer, complicam e confundem a mente das pessoas.

       É o que estava acontecendo na Galácia, para onde Paulo escreveu a carta aos Gálatas: "Alguns perturbam vocês e querem distorcer o evangelho".

        Tenha segurança. Jesus é a nossa garantia. Ele é o nosso evangelho.  Amém! (A seguir cante conosco o corinho que ensinamos às crianças).

      

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Pastoral Congregacional

     Tão iguais e tão diferentes. Todos pecaram, diz Paulo Apóstolo. Tão iguais. Ninguém precisa de Cristo mais (e nem menos) do que ninguém: todos pecaram. Tão iguais.

      Mas em Cristo, somos corpo. De novo Paulo, tão propedêutico: o corpo é todo orelha? O corpo é todo pé? O corpo é todo cabeça? Tão diferentes. 

     O pé diz, por não ser cabeça, não quero ser corpo. A cabeça diz ao pé, veja como você está inferior a mim. Acabou o corpo. Virou um monstro.

     Somos Congregacionais para ser tão iguais e tão diferentes. Para formar um corpo. Quando alguém diz, por não ser como eu, você não faz parte do corpo. Virou monstro e não ministro do corpo.

      A ideia do corpo é de Jesus. Ele é a cabeça do corpo. Jesus tem na mão os anjos de cada igreja, quer dizer, ele quer ter nas mãos cada pastor. Jesus é que é o Sumo Pastor.

      Jesus anda por entre os candeeiros, quer dizer, ele anda por entre cada igreja, para conhecer cada uma e cada um e formar corpo do qual só ele pode ser a cabeça.

      Se não houver amor, mentira: Jesus não está presente. Não é corpo. Jesus não é o Pastor. Se não houver perdão, mentira: então não há amor.

     Se não houver amor, não é corpo: é monstro. Se não houver amor, não é ministro: é monstro. Começa um novo ano. Jesus, seja o nosso Pastor.

      Encha de amor a nossa vida. Põe em nós o teu sentimento. Torna corpo. Reina em nosso meio. Toma nas tuas mãos cada anjo de cada igreja. Cada ministro.

      Anda em meio aos candeeiros dessa congregação de igrejas. Ajuda a nos fazer ouvir a voz suave de teu Santo Espírito dizendo que seu fruto é o amor.

      

Pastoral

         Para o dia 1.

         Deus segue conosco no dia 1. Para Deus, todos os dias são 1. Nunca deixou de seguir conosco.

        Deus amou Jonas intensamente. Como poderia chamar profeta um homem tão teimoso? Que pouco sabia o que é amar.

      Deus não discrimina e nem faz acepção de pessoas. Paulo argumenta, como você pode distinguir  entre um e outro, achando-se melhor que o outro?

      No que julgas o outro, condena-te a ti mesmo. Somos, para Deus, todos iguais. Deus segue com você no dia 1. Deus te ama, segue com você todo dia.

      A vocação de Deus é amar. O poeta no Salmo 23 diz que, por amor do nome dele, Deus nos guia por veredas de justiça.

     Mas justiça tem, sim, preço de sangue. Neste caso, refiro-me ao sangue de Jesus Cristo, derramado na cruz em meu e em teu lugar.

      No Salmo 145, o poeta diz que Deus é justo em todos os caminhos dele e perto está de todos os que o invocam em verdade.

      Deus segue conosco. Deus está perto. Única vez que ouvi um homem dizer "Deus meu, Deus meu por que me desamparastes?", foi clamor de Jesus na cruz.

      Terá sido sensação, apenas, como quando Davi disse "não me retires teu Santo Espírito?". Não. Certas coisas somente aconteceram com Jesus, para que nossa comunhão com Deus fosse completa.

     Somente Jesus sentiu-se, assim, tão desamparado. Somente Jesus foi tão intensamente tentado pelo mal a negar Deus. Somente Jesus se fez maldição em nosso lugar.

      Ele esteve onde homem nenhum poderia estar para, definitivamente, nos colocar em comunhão com Deus. Seguimos pelo caminho ouvindo esta entre muitas outras histórias.

      Deus segue conosco. Batizados em Cristo pelo Espírito. Se alguém me ama, há de  guardar a minha palavra disse, um dia, Jesus: "Meu Pai o amará, viremos para ele e faremos nele morada".

         Simples assim. Ao alcance da fé. O que não está ao alcance da fé? Deus segue conosco.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Pastoral

    Fim de ano

   Vem com o kit começo de ano. É aquela época em que a gente tenta fazer um back up e, ao mesmo tempo, votos de mudanças.

    Bem, para quem experimenta, de modo genuíno, o evangelho em sua vida, ele significa mesmo renovação. Evangelho autêntico é renovação.

    No conjunto das chamadas "cartas da prisão", que envolvem Efésios, Filipenses, Colossenses e Filemon, tomadas em seu conjunto, Paulo define essa feição renovadora do evangelho.

    Em Colossenses, afirma que, em Cristo habita, corporalmente, toda a plenitude de Deus. Para logo depois dizer que seu ministério é formar Cristo em nós.

    Já havia dito, aos Efésios, que orava para que pudéssemos compreender, abarcar o amor de Deus que, por sua vez, excede todo o entendimento. Mas é urgente, para nós, ser tomados pela plenitude de Deus.

    E aos Filipenses, exorta que tenhamos em nós o sentimento de Cristo. E que isso não é declarar-se, de si mesmos, perfeitos mas, ao contrário, dar sinais evidentes de busca contínua por perfeição.

    E a Filemon demonstra, nessa curta epístola, o que Oseias, profeta do AT, quis dizer com "cordas de amor". Paulo enleia, quer dizer, amarra seu destinatário de um jeito, que não lhe deixa saída, senão o amor.

     Tateando, assim, termo de um sermão de Paulo, garimpando textos e estruturas de raciocínio da Bíblia é que vamos, de ano a ano, pondo fim e, ao mesmo tempo, recomeçando.

     Opera em nós o poder de Deus. Aos Filipenses, Paulo também diz que Deus opera em nós o querer e o realizar, segundo a sua vontade. E que vai completar, em nós, a obra que começou.

     Aos Efésios, diz que é por meio do Espírito que Cristo habita em nós, tornando possível que o amor de Deus esteja presente e agente em nossa vida. 

     E aos Colossenses que, se recebermos, de verdade, Jesus, nele devemos andar, radicados, edificados e confirmados na fé, tal como fomos instruídos, crescendo em ações de graça.

    E como o apóstolo mesmo disse a Filemon, podemos encarar tudo isso como um mandamento, que vai parecer imposição, como quando Jesus mencionou "amor" como mandamento.

      Ou considerar tudo isso como voluntário em nossa vida, resultado do exercício de nossa preferência pelo que Deus aspira a exercer em nós. Parceiros com Ele, cooperadores, como Paulo diz em outra carta, desta vez aos Coríntios 2.

      Escolhamos experimentar o poder renovador do evangelho. Não somente, de modo artificial, na euforia da queima dos fogos, mas real e continuamente dia a dia.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Pastoral

Natal

    Tenho que escrever. Vou tentar fugir do comum, do tipo "são tantas emoções, bicho". Todo mundo tem coisas a lembrar sobre o Natal, de um jeito ou de outro.

    São muitos e são um. Bem, nos últimos 23 deles estabelecemos uma tensão entre Natal/Ano Bom, quer dizer, Ano Novo, por causa dos 4.100 km entre Rio, onde está toda a família, e Rio Branco, terra por adoção.

      Natal comércio, festa e fonte bíblica costumam se misturar. Claro que a fonte de tudo é o presépio que Lucas descreve na Bíblia. Mas espraiado o significado, virou troca de presentes, euforia e cheiro de feriado e reveillon.

       Lá se vão meus Natais da infância, sempre associados à igreja, ensaios de cânticos de época e das pecinhas teatrais sobre pastores, reis magos, José, Maria e o menino.

      Veio à memória um micão, bem assinalado o ano, 1980, conta redonda, Natal meu como estagiário na Igreja Congregacional do Largo do Barradas, Niterói, RJ. Uma tal peça de um tal sapateiro, nunca vi antes, sem fala, mimética, eu como protagonista.

     Não deu certo. Houve uma entrada extra de um "salvador da pátria", nada a ver com Jesus, para transformar o enredo, criando ação, mudando o foco para a comédia.

     Fora esse Natal, se voltamos o foco para as reuniões de família, duas citadas como simbólicas, no Meier, as do Ap de Dorcas, mesa lauta,  quer dizer, farta, decoradíssima, sortida, cheia de capricho.

      Na casa de Lourdes, desde o Ap do Cachambi, a mesma mesa, quanta saudade, passando pelo Ap da Venceslau e esticando até Teresópolis. Em certo Natal, fizemos Rio Branco-4 dias de estrada-Méier-Teresópolis, para comemorar o Natal todos juntos.

     Natais recentes em Rio Branco, nos anos iniciais. Sendo de igreja, Natal e Culto de Vigília são extensão um do outro: sempre estamos pela igreja. Aqui no Acre, já dissemos, mais de 20 anos, mas destacamos um dos primeiros, pela perda coletiva do salpicão, azedado por causa do calor típico de época.

     Natais. Natal. Espírito de época. Desde crianças, quando nossa expectativa era o presente. Há uma certa nota muito particular e individual nessas memórias, porque há quem para quem nunca foi Natal.

     Ou o que viu de Natal, nos outros, reprimiu o que nele nunca foi sinal de alegria. Pobreza, por exemplo. Meu pai, 1949, em Nilópolis, viu mesa farta na casa de Eunice, minha avó. Dorcas esclareceu que, com emprego de Merinho, Ebinho e Maninha, deu para remediar.

      E Tula pôde fritar umas rabanadas (paridas, aqui no Acre) a mais. Mesmo sendo filho de casal de poucas posses financeiras, ainda assim vi primos, ora, parentes próximos, com menos posses ainda na comemoração do Natal.

     Portanto, que Natal? O do presépio de Lucas? Não tem nada a ver com dinheiro o dar presentes. A não ser para dizer que Jesus é o maior presente. Mas nasceu entre pobres e ainda rejeitado, duplamente: não havia dinheiro com José e Maria para bancar uma estalagem e não havia lugar específico e preparado nem para o parto espontâneo.

       Maior dádiva versus maior rejeição. No lugar onde Jesus nasceu, fedia a cheiro de bicho: por isso, puseram o bebê numa manjedoura, envolto em panos. Radical o sentido do Natal.

      Riqueza, para Deus, definitivamente não tem o mesmo sentido de riqueza para os homens. Maior presente, Jesus, ou é aceito de uma vez, identidade completa, ou é rejeitado de uma vez, sem meios termos.

           Hoje, na rua, dei com um bêbado antecipando sua comemoração. Atarrachava com muito cuidado a tampinha do prático bujãozinho de cachaça. Já vi em prateleira de supermercado. Nada contra beber, embora eu mesmo não ingira álcool. Algo muito pessoal, porque o próprio Jesus bebia e, pelo menos uma vez, transformou água em vinho.

         O problema não é ingerir/não ingerir álcool. É rejeitar/não rejeitar Jesus. Mas se você vai rejeitar Jesus, esteja bem lúcido hoje. Desatarrache a tampinha, beba seu gole, faça a clássica careta e, depois, cuspa para os lados. Mas entenda uma coisa: sorver cachaça nada tem a ver com sorver rejeição. Ah, sim: não esqueça, antes, de derramar uma para o santo.


      Feliz Natal.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Pastoral

        Restante de sermão. Sabe quando o pastor percebe que faltou dizer algo no sermão de domingo?

       Segue aqui. A oração de louvor de Simeão a Deus, por ter pegado no colo o bebê Jesus, é uma profecia.

      Profecia é uma oração que deu certo. A gente queria que toda oração nossa fosse ouvida e Deus fosse como o "gênio da lâmpada", com uma diferença: infinitos desejos satisfeitos.

       Isso mesmo. Somos egoístas a ponto de achar que Deus deveria estar a nosso serviço, ao nosso dispor, para satisfazer todos e quaisquer nossos caprichos.

      Mas profecia tem efeito coletivo. É bênção individual, também, mas de efeito comum. Igual na trindade: Deus é de identidade própria, ao mesmo tempo um e(em) três.

     Não existe profecia individualista. O que mais o pessoal corre atrás é dizer, como Esaú ao pai dele, não tem uma bênção aí para mim não?

     Primeiro, ele não considerou santo o que Deus santificara. Tentou ser mais malandro do que Jacó, o irmão que, desde o nascimento, literalmente "pegava no seu pé".

     Malandro e mané, como diz o sambista. Não queira ser malandro com Deus. Não fique alugando quem te forneça profecias por encomenda.

      Olhe à volta e se firme nas autênticas. A Bíblia está cheia delas. São tão poderosas, em Deus, que até corrigem nossa tendência de buscar, no varejo, um "horóscopo gospel".

    Ensinam a pensar como Deus pensa, vivermos como Ele requer e testemunhar segundo nossa missão no mundo. Para com essa mania de querer prever o futuro ou achar que Deus está a seu serviço.

     Jacó disse para Esaú que carestia, guerras e servidão estavam reservadas para ele como bênção. Paulo disse que naufragou, foi assaltado, levou mais de 100 açoites e, pior, foi acuado por falsos irmãos várias vezes. Tudo bênção. Quer essas?

      Larga essa ideia de mercado. Olho aberto nas profecias, mas nas autênticas. Falsos profetas (até os bens intencionados e até bem apessoados) existem aos montes.

     Se liga, meu irmão, na verdade. Exercício para casa: anotar, na profecia de Simeão (Lc 2,29-35), itens que são individuais/coletivos para os que creem. Até bênçãos para quem ainda não creu. Todos garantidos por autenticidade.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Pastoral

      Olá, realidade

      Costuma-se dizê-la nua e crua. Rima e assonância propositais, assim como o sentido, ajustados a definir realidade como um surto.

      Seria projeção de outra realidade, digamos, virtual, como está na moda, algo como o "mito da caverna", segundo a filosofia, ou predestinação, pelo lado, digamos, teológico?

      Mito da caverna é a história que Platão contava, de que não há originalidade no mundo, tudo trazemos de uma experiência-matriz anterior. Quase uma espécie de reencarnação.

      Ou mesmo encarnação, porém com cartas marcadas. Quanto à outra posição mencionada, a teológica, ironicamente aqui chamada, é que, de antemão, Deus definiu tudo, bom para uns, ruim para outros, não dá pra mudar a regra no meio do jogo (da vida).

      Chico já dizia "a gente quer ter voz ativa, no nosso destino mandar, mas eis que chega a roda viva e carrega o destino pra lá. Roda mundo, roda-gigante, rodamoinho, roda pião. O tempo rodou num instante, nas voltas do meu coração".

       Escolhas também desenham a realidade. Racionalizações tornam más escolhas falso brilhante, deformando o caráter. Escolhas certas moldam caráter. Opções acertadas no que é essencial marcam positivamente.

      Enfim, a realidade se impõe, sou joguete dentro dela ou tenho capacidade real de escolha? Sou produto do meio até onde (ou quando)? Minha personalidade é rascunho ou desenho original?

       Será que a realidade se define no encontro com Deus? Sim? Mas quem não crê nEle? Estão fora da realidade, expressão tão usualmente citada por meu pai?

       Se caíram as máscaras, se realmente nus e fora do paraíso, está aí o batismo no real. Quando nos vemos nesse espelho, temos um encontro conosco mesmos e com Deus, não necessariamente nessa ordem.

      Jesus disse "examinais as Escrituras", desejando sondar seus mistérios. E ele disse ainda "pois são elas que testificam de min, contudo, não quereis vir a mim para terdes vida".

      Choque de realidade. A partir desse clamor, ó, Pai, implanta Tua vida em mim, aprendemos a filtrar ilusão e realidade, fantasia e roda viva. Passamos a ter voz ativa e no nosso destino mandar.

       Mas olha, cuidado para não abusar de sua autonomia. Seja humilde e considere no que Deus te tem a dizer. Encontrou-se, mesmo, com Ele? Encontrar-se conosco é a essência dEle.

      Caso sim, caminhe com Ele. Enoque andou com ele e já não era. Sem andar com Ele, já era (não resisti ao trocadilho). Mas não espere que, com você, ocorra o mesmo.

       Não quer dizer que, com quem anda com Deus, vai ocorrer igual. Não é essa a leitura. A leitura é ande com Deus. Parceria com ele, doce realidade. Ou que adjetivo apor?