⁷ "Apareceu o Senhor a Abrão e lhe disse: Darei à tua descendência esta terra. Ali edificou Abrão um altar ao Senhor, que lhe aparecera." Gênesis 12.
O que se espera quando se ergue um altar? Pelo menos, há duas expectativas: a de quem ergue o altar e aquela de a quem se ergue o altar.
Abrão ergueu o altar ao Deus que lhe aparecera. Ainda prevalecem expectativas. Deus tem uma intenção, com relação a Abrão, assim como com relação a nós e a cada um.
A experiência de Agar foi deparar Deus, para o qual estava muito distraída. Talvez porque sua ansiedade era muito grande. Mas Deus desde antes não a havia abandonado.
¹³ "Então, ela invocou o nome do Senhor, que lhe falava: Tu és Deus que vê; pois disse ela: Não olhei eu neste lugar para aquele que me vê?" Gênesis 16.
Deus sempre vê, sempre está junto, sempre se pode invocar Seu nome. A vocação de Deus é o amor e deseja que a nossa também o seja.
Não há distância e não há tamanho. Por isso Paulo diz que, conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, é ser tomado de toda a plenitude de Deus.
¹⁸ "...a fim de poderdes compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade
¹⁹ e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus." Efésios 3.
O altar, como a igreja, são lugar de comunhão. Trata-se de individualidade, no trato com Deus, e não individualismo. Paulo nos ensina isso:
²⁷ "Ora, vós sois corpo de Cristo; e, individualmente, membros desse corpo."
1 Coríntios 12.
E também: ¹⁷ "Porque nós, embora muitos, somos unicamente um pão, um só corpo; porque todos participamos do único pão." 1 Coríntios 10.
Somente com Deus somos coletiva e individualmente corpo de Jesus Cristo, em comunhão como igreja. Ser igreja é andar em Cristo:
⁶ "Ora, como recebestes Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nele, ⁷ nele radicados, e edificados, e confirmados na fé, tal como fostes instruídos, crescendo em ações de graças." Colossenses 2.
Deus conduziu tanto a história de Abrão, o homem que ergueu o altar, quanto a história de Agar, a mulher distraída da presença de Deus.
As promessas de Deus a Abrão podem ter gerado nele uma expectativa ainda não bem compreendida. Seu neto Jacó, por exemplo, na visão da escada, esteve ainda imaturo para compreender.
²⁰ "Fez também Jacó um voto, dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar nesta jornada que empreendo, e me der pão para comer e roupa que me vista, ²¹ de maneira que eu volte em paz para a casa de meu pai, então, o Senhor será o meu Deus". Gênesis 28.
É assim. Com Deus, expectativas para menos ou para mais, imaturidade, dimensão do amor, intensidade da comunhão, sempre mais se acrescenta.
Porque o Deus insondável se dá a conhecer. Revela-se inteiramente em Jesus, o Filho, que guarda perfeita e completa identidade com o Pai.
¹⁹ "Então, lhes falou Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que o Filho nada pode fazer de si mesmo, senão somente aquilo que vir fazer o Pai; porque tudo o que este fizer, o Filho também semelhantemente o faz." João 5.
Por isso o Filho nos convida à mesma comunhão. E isso é igreja. Não somos nós que escolhemos ter comunhão. Deus escolhe, busca e a forma em nós.
Por isso Paulo nos convida a ser imitadores de Cristo, aliás, imitadores do Pai, tanto faz:
¹ "Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo." 1 Coríntios 11
¹ "Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; ² e andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave." Efésios 5.
Expectativas de Deus. A Bíblia ensina que, na igreja, Deus compartilha conosco sua identidade. Jesus Cristo é o rosto de Deus. E ele também espera que, em nossa passagem por este mundo, possamos refletir Sua glória.
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