² "Toma Arão, e seus filhos, e as vestes, e o óleo da unção, como também o novilho da oferta pelo pecado, e os dois carneiros, e o cesto dos pães asmos ³ e ajunta toda a congregação à porta da tenda da congregação." Levítico 8.
Óleo da unção, de si, nada vai acrescentar. Mas é sinal indicativo da vocação de Deus. Esta sim é determinante. Por isso, Jesus é chamado Messias, quer dizer, ungido. O Ungido.
E nEle, todos o somos:
²⁰ "E vós possuís unção que vem do Santo e todos tendes conhecimento…" 1 João 2:20a.
Para de dizer que alguém está cheio de unção. Porque todos os que creem em Jesus têm unção. Signfica ter o Espírito Santo habitando em si. Agora, ser pleno do Espírito é outro distinto processo.
O selo é a unção:
¹³ "...em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa; ¹⁴ o qual é o penhor da nossa herança, até ao resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória." Efésios 1:13,14.
Arão e seus filhos, vocacionados por Deus levitas, ministros do culto e da doutrina, careciam ser cheios do Espírito. Não era somente o ritual do óleo que conferia ou transmitia "unção", como costuma dizer o vulgo.
Tanto Saul quanto Davi receberam, sobre sua cabeça, o óleo da unção, proveniente do mesmo profeta, juiz e sacerdote, Samuel. Mas quem mais deu lugar ao Espírito em sua vida foi Davi. Muitas tentativas houve na vida de Saul, mas o Espírito tinha nele menos lugar.
Em Davi, embora com muita luta e eventuais clamorosas derrotas, o Espírito agiu com maior liberdade. No cerimonial da ordenação pastoral de Arão e seus filhos havia três sacrifícios representativos da vocação divina.
O sacrifício pelo pecado, o primeiro deles, significando que o ponto de partida da comunhão com Deus é a cruz. A comunhão com Deus não é diletante, porque justo não há nenhum. Ela inicia na vida dos que são resgatados do seu pecado.
O segundo sacrifício era um holocausto. Porque comunhão e resgate implicam na entrega total da vida ao Senhor Deus. Perda total. A vida que era entregue, como escrava, ao pecado, uma vez resgatada, é santa ao Senhor, a Ele pertence e ao Seu serviço será dedicada.
¹⁴ "Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por todos; logo, todos morreram. ¹⁵ E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou." 2 Coríntios 5:14,15.
E o terceiro e último sacrifício é o da consagração. Porque na entrega ao Senhor e opção consciente ao Seu serviço todas as etapas são voluntárias e em cada uma está presente o Espírito legitimando.
Consagração signfica se reconhecer servo, reconhecer o lugar preciso onde Deus coloca, para agir em nome dEle, e buscar, todo o tempo, a plenitude do Espírito em servir.
O Espírito presente no resgate do pecado, na oferta total decorrente da vida completa e na dedicação ao serviço do Senhor. É possível intervir em qualquer dessas etapas. Elas estão entrelaçadas e ser ungido de Deus representa acolher e ser acolhido completo.
A interferência do ser humano pode ser rejeitar o resgate do pecado, descrendo de sua pertinência. Nunca menospreze o que provém do Senhor. Ainda que não haja rejeição, a entrega pode não ser integral, resultando numa consagração inautêntica.
Honre a unção que provém do Santo.
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