sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Igreja e o mi-mi-mi

  Os tempos de hoje são caprichosos. As pessoas estão cheias de vontades. Os desejos estão à flor da pele.  E os algoritmos, uma teia de contatos construída para adivinhar desejos, trafega na Internet para satisfazer.

    Tudo se afeta por essa nova receita. Não pensem que a igreja está fora dessa teia. Porque é feita por gente. E a gente toda está afetada por caprichos.  Caso agrade, acolhe-se, caso não, rejeita-se.

    Mas a igreja tem Autor, que é Jesus.  E tem manual, que é a Bíblia. Rejeitem-se Autor e manual, a igreja perde sua identidade. Pode se tornar noutra coisa que agrade, mas não será igreja.

   No final da Bíblia, o Apocalipse, o único livro profético do Novo Testamento, Jesus escreve 7 cartas a 7 diferentes igrejas. Elas são igrejas do século I. Nós estamos no século XXI, ou seja, há 2000 anos depois.

    Então, o que mudou e o que permanece, levando em conta a identidade da igreja? Afinal, qual a finalidade dela? A igreja se constitui somente de uma iniciativa humana, ou Jesus continua sendo Senhor dela?

    Qual a importância da igreja na vida humana? A que necessidades ela atende? Trata-se de algo vital e essencial, ou apenas opcional, eventual ou voluntarioso?

   As palavras de Jesus nas 7 cartas às 7 igrejas, no Apocalipse, referem-se às igrejas para lhes confirmar ou corrigir o rumo. Se aceitamos a Bíblia como manual das palavras do fundador, que é Jesus, essas cartas são essenciais para os dias atuais.

    A seguir, vamos examinar uma a uma, operando essa transposição. Diante das exigências da sociedade atual, que modelo de igreja, ao mesmo tempo, manteria sua identidade original, porém sem esfarelar-se frente ao mi-mi-mi de hoje, que exige uma igreja a sua imagem e semelhança.

   Com a palavra, Jesus, o especialista.

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