Os pais que mais aprenderam. Talvez a lição, assim de chofre, de impacto, sem pedir licença para se impor, é que a realidade é assim.
Tem data, início, meio e fim, tem cronômetro, enfim, tem história e narrativa. Tem memória. E tem marcas. Mas são marcas ao inverso. Isso também é inesperado.
Mas previsível. A fé é sempre previsível. E para ela, não há impossíveis. Porque por detrás da fé, está Deus. Sem fé, é impossível agradar a Deus. Alguém diria, por que agradar a Deus, se e quando, ainda que a realidade me golpeia?
Haverá duas realidades, uma da fé e outra, nua e crua, factível, documental? Como sobrepor a realidade da fé a essa? Ora, Deus está distante, longe, invisível, insensível, enfim, alheio.
Mas a fé ensina que Deus encarnou. E sofreu. Sofreu na sua própria carne, assim como sofreu (e sofre) quando sofremos. Viu então, Deus, meu sofrimento?
Deus também sofreu pelo Filho. Quando mataram o Filho de Deus. E a intenção da morte do Filho frequenta meu pecado. E o de cada um. A opção pela condição humana sofrida foi de nossos pais.
Porque nos ensinaram a fazer a escolha errada. Como num combo, ninguém nos disse que a escolha pelo pecado traria, com ela, o sofrimento. Fomos enganados.
Sofrimento que atingiu até o Filho de Deus. Que podia decidir o que não podemos. O Filho sofreu o sofrimento dEle e o nosso. E pôde escolher sofrer por nós, para que nunca mais sofrêssemos.
O Filho veio para esta vida em que estamos. Sofreu o sofrimento que sofremos. Viveu plenamente esta vida, assumindo o que não era Seu, o quê, o nosso pecado. É um combo.
Com ele vem a morte. Que começa ainda em vida. O sofrimento é o gosto antecipado da morte. Mas Jesus é vida. A morte não vence. O gosto de Jesus é esse de todas as promessas decorrentes da fé e por fé.
O agrado por Deus se resgata na fé e por fé. Agrada crer. Alegra crer. Consola crer. O Consolador está ainda mais perto. O Consolador está dentro. O Consolador está mais perto do que todo e qualquer sofrimento.
Amém!
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