quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

Deus no Salmo 5 - A oração da manhã - 5

¹² "Pois tu, Senhor, abençoas o justo e, como escudo, o cercas da tua benevolência."

Novamente oração, desta vez o salmista insiste: Dá ouvidos, às minhas orações/acode os meus gemidos/Escuta, Rei meu e Deus meu, a minha voz que clama/pos a ti é que imploro.

Ele acredita que Deus o ouve: Dá ouvidos/acode/Escuta/imploro. O que ele expressa é: minhas orações/meus gemidos/minha voz/meu clamor (que implora).

Agora vem a confiança em Deus depositada: "De manhã, Senhor, ouves a minha voz/De manhã, te apresento a minha oração/E fico esperando.

Quem é esse Deus neste Salmo:
1. Não se agrada com a iniquidade/com Ele não subsiste o mal;
2. Os arrogantes não permanecem sob sua vista/Ele aborrece todos os que praticam a iniquidade;
3. Destrói os que proferem mentira/abomina sanguinários e fraudulentos;

Porém, o que espera de Deus o salmista:
1. Pela riqueza da misericórdia de Deus, entra na casa dEle e se prostra, no temor do Senhor, diante do Seu santo templo;
2. Roga ser guiado na justiça do Senhor, superando os adversários e rogando que Deus endireite nele os Seus caminhos;

Quem e como são esses inimigos: não têm sinceridade nos lábios/o íntimo deles é todo crimes/sua garganta é sepulcro aberto/e com a língua, falsamente, lisonjeiam.

Quanto a esses inimigo, Deus: declara-os culpados/que caiam por seus próprios planos/rejeita-os porque, em suas muitas transgressões, rebelaram-se contra Ti (contra Deus).

Quanto ao salmista e todos como ele: regozijem-se, porque confiam em Ti/folguem-se ds júbilo, ou seja, alegrem-se muito e para sempre/porque são defendidos por Ti/e nisso gloriem-se, porque amam o Teu nome.

Pois tu, Senhor, abençoas o justo e, como escudo, o cercas da tua benevolência.

Salmo 5:

https://youtu.be/Y_l_ZH29kMQ?si=LY80d_a1rTSbantQ 

terça-feira, 21 de janeiro de 2025

Deus no Salmo 4 - Paz no sono - 4

⁸ "Em paz me deito e logo pego no sono,  porque, Senhor, só tu me fazes repousar seguro."

Neste Salmo, Deus age numa gama de conjunturas para deixar seguro o orante.

É o Deus da justiça, que responde quando clama, alivia na angústia e exerce misericórdia, sempre ouvindo a oração.

Por essa experiência tão marcante em sua vida, ele admira-se que a variedade dos homens tornam, para si, em vexame a glória de Deus, amam a vaidade e buscam a mentira.

Como Deus responde:
Distinguindo para si o piedoso/ouvindo quando qualquer orante clama por socorro.

No trato com Ele: Irar-se, eventualmente, sim; pecar, nunca. Espera pela hora do travesseiro, consulta-o, ora de novo e sossega. E oferece sacrifício, sim, no estilo Abel que, mesmo depois de morto, ainda fala. Encaixe-se nessa profecia confiando no Senhor.

De novo a variedade dos que dizem: Ora, quem nos dará a conhecer o bem? A resposta, mais uma oração, do salmista: Senhor, levanta sobre nós a luz do teu rosto.

Resultados da oração diante de qualquer necessidade: Mais alegria me puseste no coração do que a alegria (circunstancial) deles, se ou quando há fartura (do que for), neste caso, cereal e vinho.

Maior indicador de paz: quando me deito no sono, com o Senhor fazendo habitar em segurança.

Salmo 4:

https://youtu.be/PvspwmgqJrM?si=L2fTMdOIuYIici4y

segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

Deus no Salmo 3 - Oração do susto - 3

Do Senhor é a salvação, e sobre o teu povo, a tua benção.

Alguém que é povo de Deus ora, neste Salmo, estupefato. Primeiro susto: a quantidade dos inimigos continuamente acrescida. Como tem crescido o número dos meus adversários/São numerosos os que se levantam contra mim.

Deboche dos desafetos dele: Não há em Deus salvação para ele. "Creem" em Deus, ao contrário, para subverter o que, crendo, ora.

O que ele, então, considera ser o Senhor: escudo, glória, Quem o exalta. Está consciente de que seu clamor é ouvido e, portanto, pode descansar tranquilo.

Deita, dorme, acorda, o Senhor o sustenta. Não tem medo nem de milhares que, contra ele, tomam posição, ainda que cercado por eles.

Termina, como lhe é usual, num último clamor para que o Senhor se digne a erguer-se, salvar, ferir os queixos dos inimigos/aos ímpios quebrar os dentes.

E ensina, por seu testemunho pessoal: Do Senhor é a salvação, e sobre teu povo a tua benção.

Salmo 3

domingo, 19 de janeiro de 2025

Que virá a ser esse menino?

 ⁶³ "Então, pedindo ele uma tabuinha, escreveu: João é o seu nome. E todos se admiraram. ⁶⁴ Imediatamente, a boca se lhe abriu, e, desimpedida a língua, falava louvando a Deus. ⁶⁵ Sucedeu que todos os seus vizinhos ficaram possuídos de temor, e por toda a região montanhosa da Judeia foram divulgadas estas coisas. ⁶⁶ Todos os que as ouviram guardavam-nas no coração, dizendo: Que virá a ser, pois, este menino? E a mão do Senhor estava com ele."

O nascimento de João Batista foi um milagre. Isaac e seu filho Asafe, podemos testemunhar, também o foram. E a vida que decorre dessas bênçãos, não se constitui um palpite, ou prognóstico, ou ainda profecia, no sentido vulgar do termo.

João Batista constava numa profecia do Antigo Testamento. O evangelista Marcos inicia seu Evangelho anotando como ponto de partida:

¹ "Princípio do evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus. ² Conforme está escrito na profecia de Isaías: Eis aí envio diante da tua face o meu mensageiro, o qual preparará o teu caminho; ³ voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas; ⁴  apareceu João Batista no deserto, pregando batismo de arrependimento para remissão de pecados." Mc 1.

Todos nós estamos inscritos numa autêntica profecia. Que não é palpite, prognóstico ou profecia vulgar. Mas tem garantia nas promessas das Escrituras.

Vemos, con relação a Jesus, Maria consciente de seu papel, bem assim o menino correspondendo em submissão obediente a seus pais.

⁴⁹ "Ele lhes respondeu: Por que me procuráveis? Não sabíeis que me cumpria estar na casa de meu Pai? ⁵⁰ Não compreenderam, porém, as palavras que lhes dissera. ⁵¹ E desceu com eles para Nazaré; e era-lhes submisso. Sua mãe, porém, guardava todas estas coisas no coração. ⁵² E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens." Lc 2.

Aqui vemos os pais de Jesus surpreendidos com o apego dele às Escrituras e ao templo. Eu mesmo sigo que meu pai me ensinou e foi exemplo de apego às Escrituras e minha mãe ensinou e foi exemplo de presença na igreja.

Eu não sou palpite, prognóstico ou profecia vulgar, mas resultado da fidelidade deles e de minha consciente opção pelo evangelho. Os pais têm obrigação de ser exemplo para os filhos, porque são, no mundo, seus primeiros mediadores.

A atitude de Maria, desde sua entrevista com o anjo Gabriel, e dela a Bíblia menciona sempre conferir no coração suas responsabilidades, é idêntica a de Ana:

²⁶ "E disse ela: Ah! Meu senhor, tão certo como vives, eu sou aquela mulher que aqui esteve contigo, orando ao Senhor. ²⁷ Por este menino orava eu; e o Senhor me concedeu a petição que eu lhe fizera. ²⁸ Pelo que também o trago como devolvido ao Senhor, por todos os dias que viver; pois do Senhor o pedi. E eles adoraram ali o Senhor." 1 Sm 1.

Não somente a mãe, mas também o pai precisa assumir, definitivamente, o compromisso de ser os primeiros a instruir os filhos pela profecia autêntica, que são as Escrituras. Crer nas Escrituras signfica conhecer, viver e instruir por meio dela.

Outra mulher que foi orientada por Deus, por meio do recado de um anjo, foi a mãe de Sansão. Após esse encontro, no campo, ela notificou seu esposo, Manoá, que também desejou ver e pelo anjo ser instruído. Deus atendeu esse desejo:

⁸ "Então, Manoá orou ao Senhor e disse: Ah! Senhor meu, rogo-te que o homem de Deus que enviaste venha outra vez e nos ensine o que devemos fazer ao menino que há de nascer. ⁹ Deus ouviu a voz de Manoá, e o Anjo de Deus veio outra vez à mulher, quando esta se achava assentada no campo; porém não estava com ela seu marido Manoá." Jz 13.

Tanto José, em relação a Jesus, quanto Elcana, em relação a Samuel, e Manoá, em relação a Sansão foram pais que nutriram esse mesmo desejo, expresso em Jz 13,8: "...que o homem de Deus venha outra vez e nos ensine o que devemos fazer ao menino que há de nascer".

O homem de Deus é Jesus. Ele é o Filho do homem, nascido de mulher, o Verbo que se fez carne, para nós ensinar a viver. Ele mesmo afirmou ser "caminho, verdade e vida". Essa é a síntese da vida em Jesus neste mundo.

É tão vital aprender, que Paulo chama a conversão, em Ef 4,20, de "aprender a Cristo". E as Escrituras afirmam que Deus ensina, Jesus ensina e o Espírito Santo ensina. E que para sermos imitadores de Cristo, como filhos amados, toda a Trindade nos assiste.

Paulo afirma, em Cl 1,26-28, que a tarefa da igreja é ser o laboratório de formar Jesus Cristo em nós:

²⁶ "... o mistério que estivera oculto dos séculos e das gerações; agora, todavia, se manifestou aos seus santos; ²⁷ aos quais Deus quis dar a conhecer qual seja a riqueza da glória deste mistério entre os gentios, isto é, Cristo em vós, a esperança da glória; ²⁸ o qual nós anunciamos, advertindo a todo homem e ensinando a todo homem em toda a sabedoria, a fim de que apresentemos todo homem perfeito em Cristo".

Grande alegria, todo o prazer é benção, o privilégio de demonstrar aos filhos, junto com todas as outras demonstrações de amor e a reunião de todos os demais e responsáveis cuidados, benção principal de ser os primeiros mediadores do evangelho, das Escrituras e presença e exemplo de vida na igreja.

sábado, 18 de janeiro de 2025

Deus e o Filho no Salmo 2 - Rejeição/Reação - 2

Por quê?/Enfureçamo-nos, conspiremos, rompamos os laços/Ri-se deles/Tu és meu Filho, eu, hoje, te gerei/Reis, sede prudentes/Beijai o Filho.

A igreja primitiva, surpreendida pela irracionalidade da rejeição de Jesus, menciona este Salmo no uso em suas orações: 

²⁴ "Ouvindo isto, unânimes, levantaram a voz a Deus e disseram: Tu, Soberano Senhor, que fizeste o céu, a terra, o mar e tudo o que neles há; ²⁵ que disseste por intermédio do Espírito Santo, por boca de Davi, nosso pai, teu servo:  Por que se enfureceram os gentios, e os povos imaginaram coisas vãs? ²⁶ Levantaram-se os reis da terra, e as autoridades ajuntaram-se à uma contra o Senhor e contra o seu Ungido". At 4.

O "por que?" não tem resposta. Não há, sadia e racionalmente, razão lúcida e justificável por que rejeitar Jesus. O Salmo registra-se em momentos. 

Momento rejeição: Conspiração contra o Senhor. Gentios se enfurecem/povos divagam o que é vão. Príncipes e reis se exaltam e conspiram juntos contra o Senhor e seu Ungido. Há laços com eles? Rompamos. Algemas nos prendem a eles? Sacudamos de nós.

Momento risível: Ri-se deles o Senhor/O que mora nos céus deles zomba. Vai lhes falar no seu momento de ira/e no seu furor os confundir.  

Momento reação: Deus constitui seu Rei sobre o Santo monte Sião. Proclama-se o decreto da identidade do Filho: Tu és meu Filho/Eu hoje te gerei. O Rei é o Filho: pede e tem as nações/as extremidades da terra por sua possessão. Com vara de ferro as regerá/Despedaça-las-á como um vaso de oleiro.

Momento advertência: reis, sede prudentes; juízes, deixai-vos advertir; servi ao Senhor com temor; alegrai-vos nele com tremor. Isaías também profetiza esse pasmar-se de espanto pelo Filho:

¹⁵ "... assim causará admiração às nações, e os reis fecharão a sua boca por causa dele; porque aquilo que não lhes foi anunciado verão, e aquilo que não ouviram entenderão. Is 52.

 Momento escatologia: beijai o Filho, para que não se irrite; dentro em pouco a ira do Filho se inflamará. Com vara de ferro as regerá/Despedaça-las-á como um vaso de oleiro.

Quem não rejeita o Senhor e seu Filho: Cheios de alegrias da bem-aventurança sobre todos os que nele se refugiam.

Salmo 2

sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

Deus nos Salmos - Salmo 1 - Fruto ou palha

 Bem-aventurado/Antes o seu prazer está na lei do Senhor/Ele é como árvore plantada/Os ímpios não são assim/Por isso não prevalecerão no juízo/Porque o Senhor conhece o caminho dos justos.

Deus, no Salmo 1⁰, tem Sua lei e conhece o caminho dos justos. Conhecer, neste sentido, é reconhecer. Palmilhar, caminhar junto e, como no Salmo 23, "guiar por veredas de justiça, por amor (e zelo) de Seu próprio nome".

Esse Deus tem sua lei, na qual o justo medita dia e noite. Por isso, tem um senso de escolha e pode atinar com o certo, que é o inverso do que faz o ímpio. Exata e matematicamente o inverso.

A geração do ímpio é avançar aprofundar-se no mal. Formam um conselho de se planejar o mal, uma roda de cumplicidade em praticar o mal e trilham um caminho de desaprovação.

Na lei de Deus consta a instrução ao inverso. Nela, instrui-se e educa-se o prazer. O resultado é o fruto. O fruto do bem. O justo floresce. Aqui se lembra o Salmo 92, como outras árvores, palmeira e cedro, plantados na casa do Senhor.

Plantado junto a correntes de água. Jesus afirmou que nEle crer é como ter dentro um rio a jorrar. Ezequiel viu brotar dessa casa de Deus um rio que percorre o mundo inteiro, curando tudo por onde passa.

As Escrituras são um rio. Plantados com raízes nela, nunca cessarão os frutos, nunca murcharão as folhas e nunca haverá fracasso. É nem melhor saber no que vai dar o descaminho dos ímpios, que são quem não escolhe plantar-se na lei do Senhor e nem aceitam palpite de Deus nos seus (des)caminhos.

Não há fruto. Há palha. Vão se (es)palha(r). Diz o outro profeta, agora Malaquias, vai se ver a diferença entre o justo e o perverso. Há escolha errada. Não assim os ímpios, não assim. Alegria, toda a alegria de quem não anda por esse caminho.

Salmo 1 -