sábado, 18 de julho de 2026

O Salmo da alegria - Salmo 1 - Parte 1

 Um Salmo da alegria.  Dizia-se que Aristóteles, filósofo e preceptor privado de Alexandre, o Grande, da Macedônia, a partir de 343 a. C., que espalhou pelo mundo a cultura grega, provocando a primeira globalização da história, conhecida como helenismo, esse filósofo afirmava que o objetivo da filosofia é a felicidade.

   Embora não fosse exatamente essa a afirmação desse filósofo, a filosofia referia a vida humana, ponderando suas escolhas e ações, visando precipuamente a felicidade. Duas correntes filosóficas, epicurismo e o estoicismo, com ênfases diferentes em sua abordagem, são decorrentes dessa ideia de escolhas e posturas, diante da vida, visando o bem-estar e a felicidade.

    O Salmo 1 menciona exatamente atitudes de escolhas acertadas que produzem felicidade. O homem (ou mulher) postos em evidência neste Salmo fazem escolhas certas. Estão diante do que a vida externa, no contexto social das influências, pode oferecer.  Então é posta, diante deles uma opção que orienta a correta seleção do que é bom e confere toda a alegria.

   Começa com uma expressão que, no hebraico, pode ser traduzida como um título: "Toda a alegria do homem (ou da mulher)". E, com a continuidade do texto, vem então: "Toda a felicidade ou alegria do homem/mulher está em que ou é que ou quando", e vem então a exposição do que o Salmo adverte.

   Pode ser considerado um Salmo de Sabedoria, em função de sua personalidade de prescrição, anônimo e muito provavelmente posto ou até mesmo composto para figurar neste início do Saltério, como advertência a que a todo o conjunto dos Salmos fosse concedida sua real importância.

   Seguem-se três "nãos". A escolha correta para a alegria plena reside em não admitir três círculos de influência negativa, que corrompe, sendo necessário a quem acolher para si mesmo este conselho, não permitir que, gradualmente, caminhe para o desvio danoso dessa escola do mal.

     Mesmo em português, percebe-se claramente que os verbos "andar", deter-se" e "assentar-se" implica uma progressão fatal, no caso da denúncia deste Salmo. E três são os círculos de influência, caracterizados por seus membros que, tanto quanto o leitor, transitam pelo mesmo circuito social. Convivem, ao certo, mutuamente atraem-se ou se repelem em sua convivência.

   Esses círculos de influência podem ser ampliados não somente pensando-se nos representantes indicados no Salmo, mas nas influências reinantes, seja no tecido social, como um todo, seja atualmente no poder das mídias digitais ou como prioridades consensuais, porém iníquas reinantes neste século. O salmista vai indicar um contraponto a essas opções.

   As denúncias se referem a 1. "não andar no conselho de ímpios", 2. "não se deter no caminho de pecadores", 3. "não se assentar na roda de escarnecedores". São três modalidades de pessoas que optam, acolhem e praticam o que é danoso, por isso são assim classificadas, e sua influência ou filosofia de vida produzem uma escola de atitudes as quais, caso não sejam evitadas sua aderência e companhia, fatalmente haverá gradação de sua influência.

   Qual seria o antídoto? O salmista vai indicar. 

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